10.5.07

Emboscada na beleza do caos



Escondidas nas montanhas, as lembranças que sentimos e gravamos sem as podermos negar à nossa mente. E sem falarmos ao passado, surgem depois livremente.
Ocultar de nós mesmos? Persuadir o que foi do que devia ter sido?
Se alguém disso for capaz, se levante e apresente outra técnica que não a de bom senso; vinda da força do persistente, da construção de um princípio, de que ao Eu conto tudo e nada a minha boca lhe mente.
Acredito que um passo, dado com energia consciente, se recorda como um passinho, mas pode ser doce e surgir na nossa frente num cenário com raiar de Sol resplandecente.
A escolha…
Trabalhar o presente, colocar-lhe um laço bem feito para construir uma vida com motivos de orgulho e sentir falta sem rasto do mal no intuito.
O espírito que trabalhamos.
Engane-se o que julgar, que nobreza do presente é uma classe de pertença.
Nem sequer é um grupo de nascença! Tem sentimentos nobres os que defendem a compaixão ao não julgar o outro constantemente.
Quando nos calamos e esperamos o espaço para falar, escutamos com atenção o que vai na cabeça do amigo. Emboscada na beleza do caos!
Momento para descobrir diferentes formas de dizer, iguais formas de viver, não se gastou o silêncio, antes praticou-se a escuta activa e se dedicou tempo com outro umbigo.

Hoje às memórias guardadas, uma vénia de olhos fechados docemente.
Abro a gaveta com traças de saudade: cheiram a conforto e a flores regadas com aguardente.
Se o álcool dá loucura e depois se evapora, Primavera da vida merece uma tinta vitalícia, um capítulo cativo, pouco elucidativo e emotivo.
O tempo tratará de marinar e fazer um preparado com magia e malícia.
Hoje subi o monte, desci o vale e vi no espelho uma mulher.
Plantada com poucas raízes, sem espinhos e muita ramagem

Dançava para ilusionista amador.
O verdadeiro ritmo está escudado por uma bela ferragem.
História única e com sentido, com um fio formado num compasso.
O ontem fica em cada íntimo, fechado por uma liga de ferro e aço.
Todos temos em nós a chave do tempo, para rodar com muita perícia.
Decidir quando a usar exige uma graça com carícia.

É o jeito trazido pelo querer.
Dar o código a quem quer os truques, quem quer abrir gavetas com pitada de sal, quer aprender a rodar no sentido que em par se escuta. E quer saborear no presente uma futura memória na divisão do passado de nível açucarado.

9.5.07

Uma vida muitas mãos, um jardim muitas flores


Tenta o atento do poeta, decorar os textos com que brinca, massaja-os de alto abaixo, confere-lhe um aspecto mais altivo, mesmo que comece com a história de uma perdida "carica". Nem todos temos na veia, a corrente a este jogo, trocar as voltas às palavras, requer melancolia e alguma audácia no goto. Atrevimento quando mostrado pode dar a victória a um momento. Como alguém pegando em jarrões, esses tristes objectos com utilidade tão imprecisa, lhes coloca um arranjo para dar ao ambiente um tom mais florido! Mistura de átomos e iões. Energia transformada, a do ar que ninguém vê, sente-se de esguelha, anima o tristonho e faz sorrir até a cara mais amuada. Mesmo sem se ver já se tentou, pela fé que se mostrou, pela ré que tocou, pelo gesto em si próprio um pouco mais já regou! Uma vida muitas mãos, um jardim muitas flores.

Alguém que passeie pelo mundo despercebido, viver sem as odiar ou adorar, terá andado muribundo, como um peixe num aquário, muitos dias a nadar, sem um rumo nos dias achar. Não exigirá muito esforço! Ou um dom oculto. Exige a entrega de uma vontade, um olhar confiante, ou um acto requintado ou um sentimento nobre partilhado. E aceitar. Não faz suar!

Nascem estas raridades das sementes trazidas pelo vento norte, seguram-se à terra e resistem até à rajada forte. Tornam o desejo mais colorido! Vê-las não exige subir para nenhum alto dorso. Prova-as quem se deixar encantar, como o poeta pelos Açores, chamou-lhes Ilhas dos Amores, sendo uma a das Flores.

São únicas e delicadas. Marcam grandes pausas e querem-se bem cuidadas. Se são bonitas por natureza serão desdenhadas pelos olhares! Se selvagens e bravias, farão paisagens particulares! As mãos de cada um, pares singulares, vivem como as flores em alguns desabrochares. Guardam o amanhã, toque de mãos frias, cuidadas desde a manhã, querem-se macias. Coberto de cores esse calor da loucura, como o lado sedoso das flores, sente quem as trata com ternura. Frágeis e perfumadas, desafiam o olfacto. As nossas mãos sempre em vasos serão tristes… restringidas ao sentido do tacto. Mais bonitas em liberdade, para marcar aquele momento.

Lembradas com saudade, Mãos e Flores dão-nos alento! Mesmo sem talento, bastará estar atento!

6.5.07

Guincho



E o Guincho aqui tão perto! Em cima, a tentativa de fechar a moldura em preto, e apanhar a passadeira brilhante por causa do Sol já baixo. Na foto mais abaixo, a areia no ar deixa ver o vento habitual.
Brincadeira com os brilhos e os movimentos !

“Às 4 da madrugada, e o passarinho cantou”


Uma da manhã e o Plateau a encher. Quatro da manhã e continuava à pinha. O sonómetro no limte que é uma beleza: 3 vezes acima dos 85 DB. Tudo vibra: chão, paredes, rodapé, rodatecto, friso da paneleirice do enfeite, pulmões, coração uoooooohhhhhh a loucura.
Como todas as noites o patcholi não varia muito. Já se sentiram beata, né? Sai-se à noite e Chanel Marlboro.

Faz-se o gostinho ao pé, encontrão aqui e ali, salta-se, treina-se a paciência na fila do WC, sua-se tipo sauna e bebe-se uma água do Luso por 3€.
Ontem queixaram-se da falta de sítios alternativos. Chegou a falar-se do “Ouriço”, na Ericeira. Referência para muitos.
Inevitavelmente em Lisboa, acabo sempre nos mesmos sítios: Plateau, Irish… o que me escapa? No Lux nunca entrei, fui barrada 2 vezes à porta. Cheiro mal? Não sei.
Juntando tudo, baralhando e distribuindo, dirijo a minha indignação à moda dos Caixilhos e Laminados: para quando uma discoteca em Lisboa com mais O2, mais m2/bailarino, estrelas no ar, porteiros tipo Fernando Mendes e com um wc para gajas tipo comboio?
Faltou referir os fenómenos da noite: restaurante italiano sem pão de alho e grisinis, secura por causa do panacota (por causa da pizza, por causa dos candeeiros...falta de água!), pássaros na mesa do jantar feitas de Crazy Horse, rodarem pedaços de pão com chouriço numa bandeja em plena discoteca (YAH, soube a pato!) e os passarinhos cantavam às 4h30 da manhã na 24 de Julho. Madrugada de Maio e o carro marcava 16º.

A noite em Lisboa ainda é jolie!

2.5.07

O enigma das gravuras de Foz Côa

Aquando das escavações para a construção da barragem de Foz-Côa, foram descobertas algumas gravuras. Após alguns dias de análise às mesmas, por parte de Cientistas, Arqueólogos e Catedráticos na matéria, os mesmos não conseguiram decifrar a mensagem. Entretanto, ouviu-se dizer que havia um alentejano que era "expert" em decifrar enigmas e, em último recurso, os Arqueólogos solicitaram os seus préstimos. Lá foi o alentejano para Foz-Côa.
Um dia de viagem.
Quando chegou, deparou com as seguintes gravuras:
Alentejano: Atão vocemecês fazem-me vir aqui, andar um dia em viagem, por causa disto?
Cientistas: Ò amigo, por favor ajude-nos, não conseguimos decifrar a mensagem!
Alentejano: Atão mas esta pôrra nã tem nada que saber! Como vocemecês bem sabem, os antigos escreviã da drêta pá esquerda. Ora temos o primêro boneco que se vê bem que é uma toca. Òs depois temos uma mó e por fim um bicho. Então fica "Toca mó bicho!"
Lá foi o alentejano de regresso à sua terra natal enquanto os cientistas, satisfeitos da vida, prosseguiram as escavações.

Mais um enigma! Ao afastarem mais umas rochas à direita da descoberta, mais uma simbologia totalmente desconhecida e que não constava nos calhamaços (manuais) da matéria. Sem vislumbrarem outra hipótese, lá chamaram o "expert" alentejano e lá foi o desgraçado para cima, de novo.
Chegado ao local, deparou com as seguintes gravuras:
Cientistas: Ò amigo, pedimos-lhe imensas desculpas mas, mais uma vez, os nossos conhecimentos mostram-se insuficientes para decifrar a descoberta. Isto realmente parece um carro, mas um carro sem portas???
Alentejano: Ora aí está! "Se nã-tim-portas, toca mó bicho!"

Sexto sentido feminino


Uma mulher entra num chat e um nick um bocado estranho pergunta-lhe:
- Queres teclar?
>Homem ou mulher?
- Queres ou não queres teclar?
> Depende! És homem ou mulher?
- Advinha!
> Ok... Diz-me 5 marcas de cerveja...
- Sagres, Super Bock, Cristal, Tagus e Carlsberg.
> Certo... agora diz-me 5 marcas de preservativos.
- Control, Durex... Hum... ta dificil.
> Aaahhh.... Tu és homem!!!
- Pois sou. Mas... como descobriste?
> Foi fácil! Bebes mais do que fodes...

1.5.07

Na terra das gaivotas


Hoje na terra das gaivotas
Fiz mais uma travessia.
Encontrei alguma paz
Ao captar esta fotografia.

Tantas formas hão-de haver
Para a serenidade encontrar.
Eu distraio-me a disparar
Algumas facetas do nosso mar.

Oh mar podes ser triste para uns,
Trazer riqueza a quem se aventura!
Neste Portugal de vaidades,
Em ti encontro igualdade e repouso na tua bravura!


Pedaço de terra, a Terra

Acerca do Mar do Aral, que está na foto do post anterior, reflicto e partilho aqui preocupações.
O Mar do Aral é um mar interior da Ásia. Coloquei aqui uma foto tirada a partir de satélite porque me espantei quando percebi as linhas a vermelho. Em 1960, este mar cobria 68 000 km² (ocupando o lugar do 4º maior lago do mundo) e em 2000 a sua superfície já estava dividida em dois; o Pequeno mar ao Norte e o Grande mar ao Sul. Prevê-se o desaparecimento total do segundo por volta de 2025. Ou seja, há 40 anos que seca, tendo perdido 60% da sua dimensão! As causas da sua morte lenta, deve-se a: sucessivas drenagens feitas pelo governo soviético nas repúblicas da Ásia Central com propósitos de irrigação de culturas de algodão no Uzbequistão, e arroz no Cazaquistão, em pleno deserto.
Ligado à economia, surge a seca.
Para mim por vezes é difícil arrumar a minha casa interior. Faço algumas pesquisas para procurar respostas: na net, na música, nos livros, nas conversas com os amigos, na tv, nas revistas, no trabalho, nas observações que faço quando paro para reparar no que esta em meu redor. Esqueço-me tantas vezes que as respostas acabam sempre em fragmentos de qualquer coisa. E que as respostas, senão todas, estão em mim. Em cada um. Porque cada um tem um papel activo no mundo. Por mais ínfimo que seja.
Dentro de mim não encontro respostas para o que se passa no mundo. Não descubro as curas do cancro. Nem a forma para motivar os EUA a assinar o Tratado de Kyoto.
Encontro apenas um modo tranquilo de viver aceitando a vida tal qual ela é.
De uma maneira geral, o mundo anda agarrado ao material e esquece-se do espiritual. E o espiritual encontra-se nas relações que estabelecemos com o que nos rodeia.
Enfim, preocupa-nos tanta coisa...
Os países andam preocupados com o PIB, com os orçamentos de Estado, com o défice e com os compromissos económicos. As pessoas ocupam-se em se desdobrar para estar com estes e aqueles, para compreender os outros, num frenesim para acompanhar a moda, para esticar o dinheiro até ao fim do mês e em poupar aqui e ali.
E depois, embora a sensibilidade varie de pessoa para pessoa, dificilmente alguém fica indiferente quando vê um urso polar perdido no gelo, sem meios de sobreviver.
Não me surpreende que o documentário de Al Gore tenha tido tanto sucesso, cpmseguindo escandalizar o mundo ao abordar as mudanças climáticas chamando-lhe uma Verdade Inconveniente.
Causa impacto!
De qualquer modo, depois do impacto causado, dos minutos verdes passados na tv, o que fazemos para mudar hábitos de consumo, hábitos de vida e hábitos que se irão repetir por muitos anos, mede-se com uma fita métrica doméstica.
Porque a educação, por mais motivação que encontre, não faz milagres. Nem mesmo S. Pedro, com os seus poderes de santo, consegue evitar os piores dos desastres causados pelo homem, o de colocar constantemente à prova os limites da regeneração da Mãe Natureza.
Reflicto e procuro entender tudo isto através de um olhar ingénuo, português e pouco expert na matéria. Procuro ser tolerante e aceitar esses erros crassos espalhados pelo mundo. E, claro, tirar daqui alguma coisa para a motivação do dia-a-dia.
Por isso, partilho este pedaço de texto convosco, é o que está comigo e deixo aqui.
E polvilho o ar com alguma inquietação acerca do que deixamos que os governos façam ao pedaço de terra que é de todos, a Terra.

25.4.07

Quiz 1



Alguém sabe de onde é esta imagem?

Pororoca

Pororoca é um fenómeno natural produzido pelo encontro das correntes de maré com as correntes fluviais (Rio Amazonas - Brasil). Acontece quando as águas da maré crescente tentam invadir o estuário, no momento em que a massa fluvial se opõe com grande resistência. Como a água doce é mais leve, estende-se inicialmente por uma grande distância pelo mar e atrasa a onda da maré. O termo pororoca vem do tupi Porórka, gerúndio de porórog que significa estrondar.
Quem gosta de surf, saberá isto. Os surfistas são atraídos por este fenómeno, porque formam-se ondas grandes e que chegam a durar minutos! Aqui fica o video.

Água, Dentes e Cérebro!

Alguém tem noção de quanto tempo demora a lavar os dentes? 1 minuto? 2?
Andava interessada em recordar dicas de como faze-lo correctamente e, claro, fui à net! Na maioria dos sites, os experts aconselham 2 minutos. Experimentei e percebi que, habitualmente, não demoro esse tempo.
Nos sites que procuram motivar/educar a malta a poupar água, calculam 5 minutos nesta tarefa, igual a um gasto médio de 12 litros de água. Considerando a minha experiência (virei cientista!), acho um abuso! Alguém demora 5 minutos?
http://www.descalvado.sp.gov.br/secretarias/ssae/campanha.htm
Nas campanhas sobre poupança de água, lavar os dentes surge no leque de comportamentos diários que, com pequenos ajustes, pode ajudar na gestão deste recurso.
Por exemplo, no teste no seguinte link
http://ambientudo1.no.sapo.pt/ficheiros_diversos/ambientestes/Teste_Ambientudo-Poupar_Agua.xls (formato Excel), o qual procura conhecer as atitudes ambientais e apresenta uma listagem de comportamentos.
Não parece haver um grande consenso (nem pequeno) acerca dos litros que se podem poupar a lavar os dentes. Alguns sites mencionam 12, outros chegam mesmo aos 30! Comum é o facto de que mudar o comportamento na lavagem dos dentes pode contribuir para a economia da água!
Quase todos concordam nos movimentos correctos, bem como na sequência dos mesmos. Em relação ao tempo de vida de uma escova a opinião também é muito semelhante: mudar de 3 em 3 meses e após uma gripe ou constipação.
E há algumas curiosidades associadas a este assunto.
Uma música para animar os preguiçosos:
http://www.seeklyrics.com/lyrics/Temas-Infantis/Lavar-Os-Dentes.html
E se está interessado em aumentar a longevidade do seu cérebro, lavar os dentes pode ajudar! Basta que o façamos com a mão esquerda (destros). Em alguns sites aconselham este truque para estimular o cérebro: melhorar a concentração, o raciocínio lógico e o pensamento criativo.
A neuróbica (designação criada pelo neurobiólogo Lawrence Katz - investigador do Instituto médico norte-americano Howard Hughes), inclui um conjunto de exercícios de estimulação cerebral, no qual está este truque! A Aeróbica está para o corpo, como a neuróbica para o cérebro.
Em 2005, houve em Lisboa um curso de neuróbica, com o objectivo de ensinar pessoas na concentração, a desenvolver os sentidos da visão, tacto e audição e, ao mesmo tempo, fortalecer determinadas zonas do cérebro implicadas na memória, criatividade e inteligência.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&id_news=163888
http://atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/2005/04/lavar_os_dentes.html
Tudo começou com: comportamento correcto na lavagem dos dentes… xiii… já me alonguei!

22.4.07

"Feijoada de Bacalhau"



Até parece que estou a ver o filme: juntos numa casa para mais uma noite de mega lerpa.
Estou a lembrar: cozinhar, fazer, preparar, servir, decorar, sentar, comer, beber, fumar, inalar, mascar (smint gum), contar, discutir (...regras!!!! Para quando um Manual de Procedimentos de Lerpa?!), conversar, imitar, divertir, lembrar, olhar, atrever, jogar, assistir, lerpar, rodar, baralhar, dar, distribuir, partir, assar, cortar, rir, tocar, cantar, silenciar e… dormitar.
Não ficou o chouriço por assar. E a foto para recordar!
PS: para quando uma feijoada da Fabião? Gostei do bacalhau com natas, mas fiquei aguada... E a Pitu? Fechadita.

Desnorteados - Não Mijes aí pá, eu vou viver ai

Este grupo musical formado por algarvios, faz parte dos meus tempos de juventude.
Conheço alguns deles: Maie (baterista) e Hélder (Heldinho, baixista).
Julgo que como grupo já não existem, mas alguns continuam a tocar em bares. De tudo o que ouvi deles, o mais extraordinário foi o memorável concerto que deram em Santa Luzia (Tavira), nas festas de Agosto em cima dos WC públicos da terra. Os famosos urinóis. YAH, é difícil de acreditar! Lembro-me bem do Henrique (vocalista) lá em cima, com a bela da boneca a cantar para o mundo que passava na avenida. O pessoal jovem a rir que nem uns perdidos e os mais velhos um bocado embasbacados. Faziam parar os mais desatentos!
Xii... Bons tempos! Belas férias!...
A meu ver esta música não era a melhor. Divertia-me mais com a "Ai que saudades que eu tinha daquela Magana".
Aqui fica para recordar, conhecer, whatever! http://www.youtube.com/watch?v=NYOWc18iUaY

21.4.07

Fotos da Pesca do Atum


Recebi fotos do Nuno Costa deliciosas. Estavam guardadas, pois julgo que merecem uma atenção especial.
O Barril, que faz parte da Ilha de Tavira, conhecido pela bela praia, tem o seu nome associado à pesca do atum. Pescava-se o atum e este era guardado em barris.

As familías viviam temporadas na praia. Os homens iam ao mar, as mulherem ficavam na praia com os filhos pequenos para ajudar na conserva do atum que chegava nos barcos.

Os homens e mulheres de hoje, alguns avós e pais de amigos meus, recordam bem os tempos passados na praia.
E de onde surgem as âncoras que hoje estão na praia do Barril?
O Arraial Ferreira Neto, que hoje é um empreendimento turístico em Tavira (Hotel Vila Galé Albacora), era também um lugar onde as familías se alojavam para a indústria do peixe.
Uma espécie de aldeia, com igreja e escola.

Tanto o Barril como o Arraial Ferreira Neto fazem parte do Parque Natural da Ria Formosa.
Deixo aqui mais umas quantas fotos da pesca do atum que julgo de valor! E um link para quem quiser saber mais um pouco da história da pesca do atum. http://digfish.mine.nu/sampage/index.php?seccao=pesca

Quantas estações tem o ano em Santarém?

No Domingo de Páscoa o nosso destino foi: Santarém.
É hábito nesta família que os passeios comecem cedo. Entenda-se por cedo, sair de casa às 8h00 da manhã. Ah pois! Cedo é cedo. E é para ir a Santarém. Bem, pormenores à parte, chegados lá, procurou-se um sitio para tomar o pequeno-almoço. E sitio? Aberto? Em Santarém? Acabámos no Shopping da cidade, num típico (aqui o típico fica mesmo à maneira!) quiosque Delta, com bolos do dia anterior. Sim, ir da Capital até Santarém no Domingo de Páscoa para tomar o pequeno-almoço numa bela pastelaria portuguesa foi um castelo de areia. Depois, o passeio incluía visita às Portas do Sol. Conhecem?
História: http://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Santarém
Senso comum: é o que resta de uma das defesas de Santarém, constituída por muralhas, com um belo jardim no interior e uma vista magnífica sobre o Tejo. Para além disso, pode encontrar-se uma estátua do Afonso D. Henriques. Por sinal, dizem ser igual à que está em Guimarães. Não podendo lá ir, vai-se a Santarém que é bem mais pertinho! Deixo aqui algumas fotos.

Mas a entrada para este belo sitio tem que se lhe diga. O horário das Portas do Sol: Inverno e Verão. O resto é deixado à nossa imaginação! Caso para dizer, "e esta, hein?
No dia de Páscoa abriu já passava das 10h. Não fossem alguns lisboetas acordarem cedo e se lembrarem de fazer visitas logo bem cedo, né?

15.4.07

Teoria do Copo

Vou agora deitar-me.
Mais uma vez, as ideias flutuam. Penso na vida. Conheço uma pessoa que está SEMPRE dizer "é a vida". E quantas vezes sem mais nada para dizer se diz isso?! MUITAS!
Dou por mim a confirmar várias vezes que a parte mais difícil da vida é: aceitar.
Há muitas formas de viver a vida. E muitas formas de estar na vida. Há aqueles que nascem com o cu virado para a Lua e há quem não nasça assim e tenha de “fazer pela vida”. Uns mais que outros. Andamos aqui todos para o mesmo.
Será?
Há quem diga que na vida: “ou se fode ou se é fodido”. Se não fode, então sai de cima, nem fode e nem deixa foder. Independentemente de onde se nasça e como se nasça, há uma parte da vida que controlamos e outra nem por isso.
Há momentos e momentos. Há momentos em que conseguimos passar a nossa força e outros em que bebemos a força dos outros. A teoria do copo ajuda a ilustrar a visão que temos sobre determinada situação. Se quisermos ser mais generalistas, também a podemos aplicar à nossa atitude perante a vida. Se um copo tem água até metade, há pessoas que olham para o copo e dizem "o copo está meio cheio" (optimismo) e outros dizem "o copo está meio vazio" (pessimismo).
Na vida não controlamos tudo, mas o modo de estar perante a vida e perante os outros (ou seja, as nossas atitudes) pode ser adaptado por cada um de nós. Não agradamos a gregos e a troianos, mas podemos procurar agradar a nós mesmos. Assim, poderá ser mais fácil de agradar aos outros (posto desta forma para quem se preocupa com esta perspectiva de si mesmo). Significará que investimos tempo no conhecimento de nós próprios e mais facilmente chegaremos aos outros.
A vida está cheia de escolhas. Há escolhas fáceis? Não sei.
Na vida temos opções. E estar sempre no papel de quem é fodido, é mesmo fodido! E andar a foder os outros a torto e a direito, deve dar muito mau estar. Também não sei onde está o equilíbrio disto tudo. Mas próximo disto sei que, não podemos salvar o mundo, nem mudar a cabeça dos outros. Podemos apenas partilhar aquilo que julgamos saber, falar, estar, ouvir e procurar apoiar as pessoas de que gostamos. Aquelas que se morrerem deixam saudades.
E a partilha é também de mim para mim mesmo.
Somos muito do que sentimos.
O modo como sentimos as situações mostra-nos muito do que somos. E muitas vezes esquecemos isso; preferimos passar ao lado. E o resultado vê-se mais tarde. Tornamos a constatar as mesmas coisas. E damos por nós a cometer as mesmas falhas. Dedicar tempo a perceber o que nos acontece e como sentimos, pode ser uma forma escolhida de estar na vida. E perceber como interpretamos o que nos acontece. Perceber que o copo está meio cheio e que um dia poderá estar ainda mais cheio. E abandonar pensamentos como: o copo enche sózinho. Porque a vida sem os outros não faz sentido. Todos os dias verifico isso. E sem esforço, também não. Não conto novidades. Muita coisa do que escrevo devem estar fartinhos de saber e ouvir. Faço-o simplesmente porque aqui há o à vontade para dizer o que penso e sinto.
É importante não esquecermos o que somos.
Para chegar ao que queremos melhorar. Se é que queremos!
Com alguns "piiiiiiiis" pelo meio, acho que consegui passar a mensagem principal.

27.3.07

Something to do with you...


I left my body laying somewhere
In the sands of time
I watched the world float
To the dark side of the moon
After all I knew it had to be
Something to do with you
I really don’t mind what happens now and then
As long as you’ll be my friend at the end

3 Doors Down, Kryptonite

Matrecos

Um grupo de anões resolve jogar futebol no Domingo e alugam um campo. Formadas as equipas, cada um pega no seu equipamento. Reparam que o campo de futebol não tem balneário. Resolvem então perguntar ao dono de uma tasca ao lado se podem utilizar a casa de banho para trocar de roupa. O dono diz que não há problema nenhum, e lá vão eles. Entram todos na tasca, vão até à casa de banho, vestem-se e começam a sair da casa de banho. Um bêbado, que estava sentado ao balcão, vê passar por ele a equipa de azul. Estranha, mas continua a beber. Quando, ao fim de pouco tempo, vê passar a equipa de vermelho, vira-se para o dono do bar e diz: - Eu não me quero meter... mas os teus matraquilhos estão a dar à sola...

Truques de vida


Em tantas horas, chego finalmente ao ínfimo momento em que me encontro. A sós comigo ganho a noção do meu tamanho. A respiração sobe ao palco no meio do silêncio.
É então que te procuro e não te encontro. Procuro-te na busca de uma tranquilidade. Na procura de uma certeza. Como quando olhamos para uma foto com o mar de fundo: vemos as ondas, ganhamos a noção do estado do mar, mas não vemos nem oscilação, nem força. Sentimos apenas aquela cor grande a invadir o nosso pensamento, chegando a não entender a fronteira entre a espuma e o resto.
Tudo o que transpareces são brindes falsos a sair da cartola de um mágico desajeitado. Mais te pareces com coisas que existem nas palavras, mas visíveis com muita imaginação: espírito, milagre, alma, som, energia ou sentido.
Como que por magia, imagino aparecer tudo com um contorno escuro e grosso daquilo que fazes, que queres e pretendes. Torno-me na personagem romântica do séc. XIX e na lunática do novo milénio. Que quadro pitoresco.
Mostras desenhos com traço tipo giz que formam as tuas teorias de vida. E mesmo copiadas para o papel, não as conseguia saber de cor. Páginas e muita tinta... Fragmentos conjugados num jogo como um puzzle. Truques de vida expostos semelhantes à abstracção encontrada num rabisco

Procuro-te e não te sei.

21.3.07

Provocar nostalgia

Era uma vez no espaço
(interpretado por Paulo de Carvalho)










Lá em cima, há planícies sem fim
Há estrelas que parecem correr
Há o Sol e a vida a nascer
Nós aqui sem parar numa terra a girar

Lá em cima, há um céu de cetim
Há cometas, há planetas sem fim
Galileu teve um sonho assim
Há uma nave no espaco, a subir passo a passo

Lá em cima pode ser o futuro
A alegria, vamos saltar o muro
E a rir, unidos num abraço
Vamos contar uma historia

Era uma vez... o Espaço

Lá em cima, já não há sentinelas
Sinfonia toda feita de estrelas
Uma casa sem portas nem janelas
É estenderes os braços e tu estás no espaço!

Fonte da letra: http://lepetitfred.blogspot.com/2006/01/era-uma-vez-no-espao.html
Fonte da imagem: http://sistapaua.blogs.com/photos/uncategorized/eraumaveznoespao.jpg

20.3.07

Vamos desenhar...




A Professora diz aos alunos para desenharem o orgão sexual feminino (mais conhecido por vagina). Nisto uma aluna incapaz de fazer o desenho, abriu as pernas e espreitou para a dela.

Um colega vê e grita: Stôra, ela está a copiar!!!!

18.3.07

Amor exige determinação

Em algum momento… Chegaste a desejar o silêncio inconveniente?
Em algum momento… Inventaste motivos para me ver?
Em algum momento… Julgaste enlouquecer por não me veres sorrir?
Em algum momento… Fingiste para que os meus lábios rasgassem da forma mais perfeita?
Em algum momento… Serias capaz de dizer “gosto de ti tal como és”?
Em algum momento… Tiveste vontade de revelar “és extraordinária”?
Determinação onde andaste?
Em algum momento... Perguntaste porque não soltámos o amor das amarras? Porque o despimos de força?
Em algum momento... Sentiste o que sentiamos com compasso sereno, tranquilo e confiante?
Em alguns momentos… Sei que não.
Em algum momento... Espero que saibas que a memória nos atraiçoa.
Em algum momento… Acreditaste ter uma vontade infinita de me teres sempre do teu lado não importa o dia ou as palavras que tivesse para te dar?

St Patricks Day

Ontem também foi o St Patricks Day. E ir a um Irish e não dar por nada... Impossível.

As pints também fazem o pessoal ver outras coisas. Ui, em estrangeiro e tudo.

Se um francês abrir a boca para chamar uma mulher de cochone (na intimidade), o que quer dizer? Versão mais soft coquine.

Tradução à letra dá algo como "porca". Na verdade, é algo mais relacionado com a elevada capacidade ou vontade feminina em praticar sexo. É com as conhones que eles percebem que essa capacidade foi distribuída irmamente no mundo.
Se uma mulher chamar a outra mulher é arriscado...

17.3.07

Pacto Ibérico


17 de Março de 1938, era assinado o Pacto Ibérico, Tratado de amizade e não-agressão entre Portugal e Espanha.

Para os distraídos


Hoje é Sábado.
Dia 17 de Março.
Septuagésimo sexto dia do ano.
Faltam 289 dias para o final de 2007.
A Lua encaminha-se para a Fase Nova.
Lua Nova, dia 19, às 02h42.
O sol nasce às 06h52 e o ocaso regista-se às 18:44.

15.3.07

Domingo pela Marginal


Pela Marginal se descobre...
Passa-se ao lado de quadros pintados pela mão de alguém que sente o que sentimos. Os olhos encontram cores repousantes.
Com uma luz tipo abat-jour o mar vai-se transformando ao ritmo de um fim de tarde de Domingo.
Mesmo a foto em andamento tem o seu encantamento.

Marketing vs Internacionalização


- Promover o Fiat Uno na Finlândia foi problemático... Como fazer para convencer as pessoas a comprar um carro que em finlandês significa "imbecil"?

- O Mitsubishi Pajero em Espanha não foi mais fácil, pois "pajero" significa "homossexual".

- Em França, Toyota MR2, lê-se "emmerdeur" o que em francês é o mesmo que dizer "grande chato".

- Em Portugal, o Opel Ascona teve óbvios problemas de marketing, claro...

O mesmo se passou com o "Citroen AX", pois houve quem pensasse que era para fumar (haxixe). Pior ainda foi o desodorizante AXE.

- No EUA, foram lançados uns normalíssimos cereais para crianças denominados "Crapsy Fruit"... "Crap" em inglês é "Porcaria", para não dizer outra coisa. Como foi possivel?...

- No Japão, uma empresa local em busca de glamour para a sua marca de roupa feminina, adoptou a expressão francesa "femme de menage", não tendo em conta que, em Paris, uma marca que significa "mulher-a-dias" deveria ter pouca aceitação perante as consumidoras mais sofisticadas. Mas não acaba aqui...

- A empresa produtora de jogos e consolas SEGA, teve tempos difíceis em Itália pois "SEGA" em italiano é "masturbação", o que é um aborrecimento para os pais que têm que admitir que os filhos "são viciados na SEGA...".

- Na Alemanha, o creme de rosto Estée Lauder "Country Mist", não deve dar muita vontade de espalhar na cara pois significa "Bosta de campo"...

- Por fim, poderemos afirmar que comercializar a nossa cerveja "Super Bock" na Turquia seria no mínimo bastante polémico. Porquê? Bem...é que em turco "Bock" significa "Sexo"!Afinal, ser publicitário pode mesmo ser muito complicado...

14.3.07

Bush e Blair


George W. Bush e Tony Blair estão num jantar na Casa Branca.

Um dos convidados aproxima-se deles e pergunta-lhes:

- Sobre o que estão a conversar de forma tão animada?

- Estamos a fazer planos para a terceira Guerra Mundial, diz Bush:

- "Uau!", diz o convidado. E quais são esses planos?

- Vamos matar 14 milhões de muçulmanos e 1 dentista, responde Bush.

O convidado parece confundido e pergunta:

- Um... dentista? Porque é que vão matar um dentista?

Blair dá uma palmada nas costas de Bush e exclama:

- Não te disse? Não te disse? Ninguém irá perguntar pelos muçulmanos!

Já não vamos para novos


"Rugas, já começo a ter as primeiras rugas..."

"Ai quem me dera, ter outra vez 20 anos".

"Oh tempo, volta para trás".


NUNCA FOMOS TÃO NOVOS COMO HOJE. 14 de Março de 2007

12.3.07

Origem do Carapau


Estavam os peixes a conversar acerca da origem dos seus nomes. Então diz o carapau:
-São Pedro deu o nome a todos os outros peixes e já não tinha nome para me dar a mim. Estava a olhar para um pau, e chamou-me carapau. Já viram se ele estivesse a olhar para um alho que nome é que eu tinha hoje?

Colher ou Chávena?


Durante uma visita a um Hospital. Na secção de Psiquiatria, Sócrates pergunta ao director qual o critério para definir se um paciente está curado ou não.
-Bem, diz o director, nós enchemos uma banheira e oferecemos uma colher de chá e uma chávena e pedimos para esvaziar a banheira.
-Entendi, diz Sócrates, uma pessoa normal escolhe a chávena, que é maior.
-Não, responde o director, uma pessoa normal tira a tampa do ralo.

Maria uma bela companheira


Os animais criamos. Os animais matamos. Os animais comemos. E há certos animais a que nos apegamos.
Em toda a minha vida nunca morreu perto de mim ninguém da minha rede de amizades, da minha família mais chegada, um vizinho muito chegado, sei lá, alguém por quem pudesse chorar dias por sentir que não iria mais poder partilhar o meu tempo com ela.
Mesmo os meus avós. Quando nasci já só me restava uma avó, a paterna e é a quem ainda telefono e oiço assim "Oh minha neta já engordaste? Já me arranjaste um neto?".
Deve ser por tudo isto que quando morre uma amiga da minha mãe de cancro, o sobrinho de uma das amigas dela com SIDA, o sogro da amiga da mãe (problemas no fígado), o colega de trabalho do pai (cancro nos pulmões), o pai da minha vizinha (insuficiência renal), o pai de um amigo meu do Algarve (suicídio), não me deixo abalar pela morte. Deve ser por isso que quando morreu o tio dos meus primos (gangrena provocado por diminuição da capacidade das veias em levar o sangue para todo o corpo) , com quem convivi em certas ocasiões, acompanhei e dei força nos primeiros momentos mais difíceis.
Morreu a Maria, a cadela da família. Dito assim até podia dar para rir, mas nem sorrir consigo.
Fiz belos passeios só eu e a Maria até à Praia da Samarra. Dei àgua à Maria. Quando chegávamos aos meus tios, lá vinha ela, já cansada de velhice, de bigodes brancos e a coxear porque os ossos já não iam para novos. Adorava que lhe passassem a mão na barriga, dava a pata como ninguém e era uma bela companhia nos momentos em que me apetecia ir passear por entre as outras casas, ver a paisagem e alhear-me um pouco do som dos humanos.
Foi uma bela cadela, defendia as crianças como ninguém, porque cresceu junto das crianças de quem a minha tia tomava conta e se alguém estranho se aproximasse delas, lá estava ela pronta para lhes lembrar da sua presença.
Pareço lamechas. Mas um facto é que em certos momentos sou mesmo lamechas.
Não choro porque a Maria morreu. Mas vou sentir a falta dela.
Mais vão sentir os meus tios, que já estão a viver a reforma. O meu tio comprava a melhor carne para a Maria. Quer dizer, primeiro para ele. Mas como ele dizia, aquela cadela farejava frango de aviário ao longe e não lhe ligava nenhuma. Viva o luxo!
Sei que há pessoas que entendem. Conheço pessoas que já pararam a vida para procurar um animal e até para cuidar dele quando já não andava, não tinha força para se levantar e não controlava as suas necessidades. Até que, tiveram de tomar uma decisão para que deixasse de sofrer da forma como estava.
Os animais devem lembrar a muitas pessoas como sentir o apego, a importância da disciplina, do afecto, da companhia sem olhar ao quê, enfim, o companheirismo.

11.3.07

Sacrifício


Palavra antiga esta!
Quantos tipos de sacrifício existem? Não sei. Devem existir muitos tipos.
Sacrifica-se uma vida, sacrifício de uma mãe, sacrifício animal...
Segundo a Wikipédia:

Sacrifício é a prática de oferecer como alimento a vida de animais, humanos ou não, aos deuses, como ato de propiciação ou culto. O termo é usado também metaforicamente para descrever atos de altruísmo, abnegação e renúncia em favor de outrem.

Abordo aquele trazido ou criado pelo afastamento ao lar.
Quem se afasta de casa para trabalhar, enfrenta muitos monstros. Antes de se partir, há fantasmas no ar, encobertos pela aventura, pelo objectivo traçado, pela ambição de ultrapassar o desconhecido e, claro, em busca de algo que traga mais algum pão.
O núcleo familiar como ele é?
Tem também muitas formas e feitios. Alguns andam sempre em época de Carnaval, mascarados de belas vestes, debaixo de máscaras bem pintadas. Outros há, bem diferentes, que vivem em perfeito Natal. Outros sob a Páscoa. Noutros devem viver-se muitas épocas de chuva. Outros de colheita. E outros há, tenho esperança que sejam os mais comuns, que vivem todas estas épocas anuais, ultrapassando as adversidades climatéricas, sem nunca perderem a noção de núcleo. E valorizam o afecto, o acompanhamento, o apoio, a atenção, dão encorajameno, dão alento e não se afastam na desgraça.
A renúncia ao núcleo deve ser muito dura. Tantas pessoas se referem a este sacrífico da mesma forma, que só pode ser custoso, doloroso.
Estar fora de casa, longe das nossas coisas, não ter ninguém em casa para nos receber (alguém que escolhemos para viver), a falta do carinho trazida na companhia ao pequeno-almoço, mesmo que na correria matinal, do cuidar de alguém, do nosso cuidar por alguém, a noção de não identificação com o espaço, as diferenças de clima, dos cheiros, dos espaços urbanos, dos costumes, dos valores, dos hábitos... e o vazio de um avião apanhado no aeroporto.

Vale o sacrifício?

PS: Os Creed cantam bem este sentimento!

Foto retirada de: http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://br.geocities.com/lafaustus/imagens/sacrificio2.jpg&imgrefurl=http://br.geocities.com/lafaustus/aedes/rituais.html&h=276&w=547&sz=49&hl=pt-PT&start=16&tbnid=4WXWw-5bBlncpM:&tbnh=67&tbnw=133&prev=/images%3Fq%3Dsacrificio%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-PT%26sa%3DN

Santa muda com o calor e não só!

Nas vilas algarvias, os traços vão-se modificando com o passar do tempo, mas a temperatura... essa no Verão não perdoa, é sempre alta! E há muitos anos que é o calor da noite que traz alterações às ruas algarvias.
Em Santa Luzia (Santa para os amigos!), nas noites quentes de Verão, a vila tem outra vida.
Antes de se entregarem ao VDL (vale dos lençóis), com as casas de janelas e portas escancaradas, as pessoas trazem cadeiras para a rua, o "pêxe" seco ou a ova de polvo assada (hum...), o panito (pão), uma bebida resfrescante, conversam com o vizinho (que pode ser o habitual ou o lisboeta que está ali de férias), olha-se para o céu, adivinha-se o tempo que aí vem (faz levante ou nem por isso), luta-se contra o fechar da pressiana e às vezes é possível, no meio do som dos grilos, ouvir ressonares estrondosos vindos da janela alheia! E podem até ouvir-se outras melodias...
Por falar em "panito", ficam aqui mais umas expressões: "entreolhos" (óculos), "manita do menino" (mão do menino), "choques" (chocos), "Légos" (Lagos), "calor desmarcado" ou "tá calor a montes" (muito calor).
As travessas escuras, iluminadas por luzes fraquitas, parecem dar um ar solitário às ruas. Mas quem passear de olhar atento, vai descobrindo belos recantos!
E quem à baixa-mar descer, vê os bancos vermelhos com rapaziada (de todas as idades) a olhar a Ria debaixo de uma grande escuridão. Ou em noites de Lua grande, aprecia-se o espectáculo que é ver os barcos cobertos daquela luz branca. A Ria está Formosa...
E como em toda a terra, há os belos recantos refundidos: na escola primária, atrás da lota, no campo da bola...
Este cenário montado noite adentro, desvanece com os primeiros raios. Quem cedo se levanta para a luta no mar, ou vai conduzir os veraneantes até à Terra Estreita, ou buscar o pão cedito, é surpreendido por um novo branco: o reflexo de um Sol cheio de força nas paredes das casas.
Falando de cenários, Santa Luzia está em processo de mudança.
O traçado urbano de Santa é simples. Quem visita Santa Luzia, vindo de Pedras Del Rei, passa junto à Ria, ao lado do campo do Santaluzience e encontra uma âncora a dar as boas vindas. Depara-se com a avenida principal, ladeada por palmeiras. E estas vi-as crescer!
Se entrar pelo lado de Tavira, encontra o mesmo cartão de visita, por entre novas urbanizações, até chegar à avenida principal.


E é essa avenida que ilustra estas palavras.
Santa Luzia não quis perder a onda: decidiu entrar no ritmo das restantes vilas de Tavira! Ora, actualmente, esta avenida está em guerra aberta com o renascer de uma cara lavada.
Nas festas de Agosto de 2007, já vamos ter uma avenida bem diferente! Aqui ficam umas fotos recentes, enviadas pelo amigo Nuno Costa (benfiquista!). Obrigadão Nunão : )

8.3.07

Hoje comemora-se o DIM


Olá @--;--

Hoje comemora-se o DIM, Dia Intenacional da Mulher.
Hoje é feriado nacional em Angola, porque hoje é o dia da mulher.
Podia escrever muita coisa (o que significa este dia?). Podia debater outras tantas (qual o sentido deste dia ser comemorado?). No trabalho falou-se... na tv falou-se. Na rádio falou-se e brincou-se.
Decidi colocar aqui uma partilha interessante acerca de relações. Como diz a Madonna: "é o sexo que faz rodar o mundo". Porque não escrever o que todos vivem? Relações familiares, amorosas, de trabalho, de amizade...
Não fui eu quem escreveu e não conheço o autor. Mas houve uma pessoa muito querida que me disse assim: "recebi um texto e ao lê-lo lembrei-me de ti e das nossas conversas".
Ao ler estas palavras, identifico algumas das sensações encontradas em momentos mais sós e com claridade. E houve alguém que conseguiu traduzir o que, como eu, muitas pessoas já sentiram.
As pessoas têm formas e feitios. E as relações também.
Quando saber que estamos na relação certa? Ou errada?
O que é uma relação destrutiva?
O outro deixa-nos ser nós mesmos? Deixa-nos sonhar?
Tantas vezes diz-se que é preciso ceder. Mas ceder até onde?
E anular? Podemos anular parte de nós para dar felicidade a alguém? Isso traz o bem de quem?
Que sinal ler dentro de nós para decidir como fazer o quê para o bem da relação, para o nosso bem e para o da pessoa que tanto consideramos, respeitamos e desejamos?
Onde estão os limites: os nossos, o da pessoa e o normalmente aceite?
Aqui fica esta partilha. Obrigada amiga.


Relações de Sentido Único

"Já tive a minha dose de mulheres perturbadas que só trazem caos e desordem à vida dos outros, enquanto transformam a sua própria vida num tormento. Eu costumava pensar "eu posso ser O TAL" que as curaria e ajudaria, e parecia-me algo tão altruísta e romântico - estar lá para uma pessoa, independentemente do quão dolorosas as coisas fossem (uau, um santo e um mártir...). No fim de contas, aprendi que algumas pessoas não podem ser ajudadas, até que acordem da sua própria miséria, que resulta de todo o tipo de demónios interiores, para os quais eu não contribui e os quais eu não consigo exorcizar... elas têm de aprender a crescer e mudar para além de tudo isso, e curarem-se a si próprias.
Aprendi a afastar-me de problemas que não são meus e que uma relação saudável é o resultado de duas pessoas gostarem uma da outra o suficiente ao ponto de se preocuparem em não se tornar um fardo para a outra, seja emocionalmente, seja financeiramente, seja fisicamente. Se alguma pessoa está a desgastar o teu espírito de forma alarmante, podes ter a certeza que essa é uma relação que está a seguir um caminho de sentido único, e isso simplesmente não é justo.
Mereces um aplauso por finalmente teres tido a coragem de te afastares de tudo isso. Agora só tens de fincar o pé e cerrar os punhos, para que não te deixes cair novamente nessa confusão. Ela pode chorar, suplicar, e arrepender-se, e fazer todo o tipo de promessas, mas tu tens de ser determinado. Tens de prometer a ti mesmo que, de agora em diante, acabaram as relações de sentido único, em que o balanço entre o que se dá e o que se recebe é completamente desequilibrado, em que os valores/personalidade da tua companheira não são suficientes para te fazer abanar a cabeça e pensar "bolas, tenho de mudar". Encontra alguém que não te faça sentir cansado e inútil por tentar e dar o tempo todo."
Autor: Desconhecido

7.3.07

Em nós guardamos


O que é isso que aparece nos dias com saudades, que lembra qualquer coisa como o poder de um abraço?
A dor de uma ausência traz algum sossego.
Paixão ou amor?
A lembrança trazida pelas fotos antigas cria qualquer coisa que me deixa a salvo.
Comemora-se a felicidade que se tem junto de alguém que não se terá mais?
E às vezes corro para algo quando a vida pára porque por momentos deixou de fazer sentido.
Sente-se como?
Encontro momentos que não partilho.
O que foi?
E perco-me nos caminhos do que podia ter sido. E páro.
Aí decido o que guardo sem poder partilhar. E guardo-o sempre contigo.

Entrega do IRS


Actuações reais no IC19


A todos os que circulam no IC19 venho informar que, soube de um carro que anda com o seguinte passatempo triste: tentar despistar o condutor alheio.

Isto não é brincadeira e, por enquanto, não é divulgado pelo simples facto de que a polícia disfarçada. Anda à paisana à procura de pessoas que circulam no IC19, sem mais nada para fazer e pelo motivo que me fez saber desta triste verdade.

Concluirão, como eu, que há pessoal muito frustrado e que é preciso ter mesmo muito cuidado e atenção na estrada. Andar atento é mesmo importante.

Ainda por cima, porque se já à polícia é difícil de identiicar, imaginem para nós. Só os reconhecemos quando já estamos fora da estrada, com o carro desfeito e, claro, se estivermos vivos.

Alguém faz milagres no trabalho?

No emprego disse:
"Não fazemos milagres..."
Resposta do chefe:
"Não fazemos, mas pedem-nos!"

Fertilidade no Alentejo

Uma pesquisadora do IFADAP bate a uma porta num montezinho perdido no interior do Alentejo e pergunta ao agricultor...
- Esta terra dá trigo?
- Nassenhora - responde o alentejano.
- Dá batata?
- Tamém não!
- Dá feijao?
- Nunca deu umm!
- Arroz?
- De manera nenhuma!
- Milho?
- Tá a gozar comigo?!
- Quer dizer que por aqui não adianta plantar nada?
- Ah! Se plantar já é diferente...

Sogras...

Um homem acorda durante a noite e constacta que a mulher não está na cama.
Calça o belo do chinelo e desce para ver onde ela está. Encontra-a na cozinha, sentada, pensativa, diante de uma chávena de café. Parece consternada, olhar fixo na chávena. Tanto mais que a vê a limpar uma lágrima.
"O que é que se passa, querida?"
A mulher levanta os olhos e pergunta-lhe solenemente:
"Lembras-te, há 20 anos, quando saímos juntos pela primeira vez? Tu tinhas apenas 16 anos e jogavas à bola como ninguém."
"Sim, lembro-me como se fosse hoje.", reponde ele.
A mulher faz uma pausa. As palavras custam-lhe a sair.
"Lembras-te quando a tua mãe nos surpreendeu enquanto fazíamos amor no banco de trás do carro?"
"Sim, lembro-me perfeitamente", diz ele sentando-se ao seu lado.
A mulher prossege."Lembras-te quando ela me olhou fixamente nos olhos e me disse: ou casas com o meu filho e lhe fazes todas as vontadinhas; pequeno-almoço na caminha, banho previamente preparado, lhe aparas os pêlos do nariz... ou arranjo maneira de ires p'ra cadeia por 20 anos".
"Lembro, lembro" responde-lhe ele docemente. Ela limpa mais uma lágrima e diz:
"Hoje sairia em Liberdade!!!"

Qual é a coisa + pesada que existe?

Na sala de aula, a professa pergunta:
- Qual é a coisa mais pesada que existe?
- O elefante - responde a Aninha.
- A baleia - diz o Pedrinho.
- Um camião - diz o Paulinho.
- É a pila do meu pai!
- O que é isso, Carlinhos? Quem te ensinou essa asneira?
- Foi a minha mãe, professora! À noite, ouço sempre ela dizer pró meu pai:
"Essa pila nem Deus levanta!"

A reza para encontrar o homem perfeito

Santo Antonito, encontra-me um mocito.
Santo Maroto que não seja roto.
São Gabriel, que me seja fiel.
São Hilário, que me dê todo o salário.
São Crispinho, que não seja um "rapidinho".
São Erasmo, que me leve até ao orgasmo.
Santo Tomás, na cama pode ser um Às.
Santa Carlota, que a tenha bem grandota.
e
São Matías, que mo faça tooooodos os dias.
Assim seja. Amén.
Envia esta reza a todas as tuas amigas para que também possam ser abençoadas.
(vá lá, não sejas egoísta)

Os Santos são mesmo nossos amigos...
Se fores ao Googgle e colocares "jeitoso", aparece o Fábio Canavarro, nº 4 da selecção italiana do Euro 2004.
Vá, tudo a rezar para o Google encontrar...

6.3.07

Letters from Iwo Jima


De olhos rasgados postos num mar sem fim, sobre areia vulcânica, sobrevive-se pela pátria.
Luta-se contra e pelo Sol, cavam-se túneis, grita-se pelo Imperador e escreve-se para manter a esperança de todos acesa.
"Fazer o que está certo, para fazer o correcto". Algo assim parecido.
Clint Eastwood merece que lhe agradeça por ter conseguido lembrar aos meus sentidos de que é feita a guerra.

http://iwojimathemovie.warnerbros.com/lettersofiwojima/framework/framework.html

Preservativos ZIG ZAG




Para quem gosta de fazer amor a torto e a direito.

4.3.07

Festival do Sudoeste 2007


Alguém conhece o cartaz deste ano?
Dias 2, 3, 4 e 5 de Agosto.

http://www.festivalsudoeste.web.pt/

2.3.07

Março - March - Mars


Março marçagão, manhãs de Inverno e tardes de Verão.



O que será que Março nos reserva?


Vamos ter de consultar os astros. Eles "andem aí..."



Família Açoreana


Um açoriano vira-se p'ra o filho e diz:
- Feilhe, vai dizer a tua moe q' o pai quera couna!
O miudo vai ter com a mãe e diz:
- Moe o pai mandou d'zer que quer a couna.
- Ah feilhe , mas a moe hoje na pode dar a couna, t'ou c'o periode....
A criança volta para p pé do pai:
- Olhe pai a moe na lhe pode dar a couna porque ta c'o periode.
- Na é essa couna, estup'do... é a couna de pesca!!!