5.7.07

Beija-flor


Então?
Está boa Lisboa. Essa que me segurou.
Bafo, sem vento e calma.
E o som da alma?
Aconchegou-se em mim e segredou...
...despertou-me o ouvido e quase me agarrou.
Difícil seria resistir ao olhar.
Chegou o Verão e sinto a vida.
Primeira noite quente.
Peguei no novelo e cerquei o coração.
Concentração e acção.
Esta liga de algodão, própria para qualquer estação, fresca, resistente e…
...todo o bom que traz consigo.
Tudo bem?
Hum...
Respondo debaixo de muito calor.
Vejo duas pontas soltas... que loucas!
Ai.
Fica um silêncio esquisito.
Traz recordações da dor, mas não hesito.
Confesso que não trocava nada,
Mesmo nada por este sabor.
E sigo a batida do perigoso grito.

Hoje o Verão não se fez rogado,
Invadiu o tempo com castidade...
...suavemente, tipo o beija-flor:
Pica alimentos doces quando vive em liberdade.

4.7.07

Os sonhos existem


Eu.
Não sou um corpo.
Sou passado e presente.
E risos, lugares, desejos, pessoas...
Passado.
Ontem o hoje não existia. Noite. Ontem deitei-me tarde. Não dormia. Quatro da matina, som de uma carrinha na rua. Gritos. Morre a vizinha. Mais tarde… Morre o actor Henrique Viana. Passaram 4 meses. Dás sinais que não aguentas mais.
Hoje.
Deito-me cedo. E tu também.
Amanhã.
Existe o pensamento aliado à vontade.
Encontramo-nos nos sonhos.

Ao Zé que, entre outras coisas,
participu na construção de pontes entre as margens do Reno, em Roterdão.
"E sempre que o homem sonha, o mundo pula e avança."
António Gedeão, em Pedra Filosofal


3.7.07

Sorrir e Acenar


Se amanhã das estrelas nascer a chuva, não viro trovoada.
Se amanhã a sombra me cobrir, não me sento a arrefecer.
Se o vazio me tentar, fecho os olhos e lembro o Reino do Far, Far Away.
Se as cordas se desamarrarem deste cais, não temo a força do Mar,
vou embalar as ondas agrestes, olhar a manhã fresca e serena, escutar a natureza e acenar ao que todos os dias inevitavelmente nasce a Este.
Se me esquecer do que sou, leio-me.
Se me esquecer dos meus sonhos, o meu corpo vai lembrar-me de que estou viva.
Se me esquecer de mim, a minha paz fará renascer o Sol e... sorrio.
Dedicado a Pinguim do Ártico
A Vida é para Viver. Só os mortos SobreVivem.
Figueira, 2007

Amarantine

Enya. Conhecem?
Experimentem deixar-se levar, transportar… Ir... Sonhar. Sensação de conforto e liberdade.

Um pouco de Amarantine:
“You know when you give your love away
It opens your heart,
everything is new.
And you know time will always find a way
to let your heart believe it's true (...)”

30.6.07

É de valor

O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

Fernando Pessoa

Em que momento?


Em que momento?
Por vezes tento.
Quase não aguento.
Quando começou,
Terminou?
És uma espécie de constipação,
Obstipação
Indisposição
Mancha, escoriação?
Passo-lhe com o esfregão!
Esfrega que a ferida faz crosta, sara e estás aí então!
Oiço o sino.
Toca o hino!
A escuridão,
A mesma da paixão traz cada abanão…
Começo nas duas ameixas penetrantes.
Fixantes!
Petrifica-me qualquer pensamento errante.
Termino num comboio extasiante.
Ainda me perco no momento em que despertei.
Em que momento?...

28.6.07

Longe do Mundo

A ti te dedico, irmã da Mulher Formiga

26.6.07

Mestre Bento


Vento
Encanto
Tormento!
Desperta o mais desatento,
Tira a muitos o alento,
Destrói o mais pequeno rebento!
Se me sento,
Deixo passar o tempo.
Se ando,
Cada passo é um lamento!
Na rua as folhas voam para o mesmo canto,
Confesso que tem o seu encanto...
Mas já dizia o Mestre Bento,
Ir ao mar com chuva, mas nunca com vento!
PS: a chuva não nos destrói. Já o vento...

Hoje, olhaste o céu?

Dormia de mãos juntas sobre o travesseiro, de lado e enroscada na posição fetal. Entre os joelhos flectidos e o ventre, segurava uma bola em tons azuis, verdes e castanhos. E havia uma névoa sobre si de poeiras brilhantes conferindo-lhe uma aparência altiva.
Todos os músculos descontraídos, olhos fechados e espírito tranquilo, respirava como uma bebé; respiração compassada, inspiração visível abaixo do diafragma a exigir pouco esforço dos meus pulmões. A paz de uma vela acessa que queima ao ritmo dos movimentos naturais do ar.
Sonhei que sonhava que a paz no mundo acontecia hoje.
Pairava no ar uma energia boa, aquela que se sente ao reviver sensações dos primeiros 10 anos de vida. Sem pressa para acordar. Sem atropelos a falar. Com crueldade na zanga. Com rabugisse no cansaço, que a disposição tem fases como a Lua! Na seriedade a sinceridade. Na brincadeira um gozo desmedido. E nos abraços os olhos abertos e sorridentes.
Estava convencida do sucesso da força interior. Acreditava nos homens. E os homens aprendiam com o passado deixando que as emoções se insurgissem intensamente. Conhecedores dos pequenos segredos; aqueles que são extraídos das quedas-de-água e montanhas dos caminheiros, os supra aproveitados para orientar os que olham as estrelas, dos homens que olham o céu para encontrar o Norte e apreciá-lo como um dos maiores espectáculos.
Acordei e estava só. Esfreguei os olhos uma vez. Duas vezes e vi então o que pensava estar a ver. Alguém mais só do que eu. Aproximei-me sem qualquer pergunta pronta. De repente, vi-me na idade dos porquês: o que esperas encontrar no chão, porque é que a tua tez está pálida e aparentas um espírito tão vago como as cores das tuas vestes, porque é que continuas a divagar e não reages ao meu olhar inquietante? Às minhas palavras não associei nenhum som, porque para aquele silêncio perturbado não encontrei tom capaz de rodar aqueles olhos noutra órbita!
Virei-me de papo para o ar. Ainda estava com os anjos. A cega era eu! Estava sózinha a sonhar. Qual seria a probabilidade de encontrar no meu sonho alguém que repousava no travesseiro como eu?
Mantenho as pálpebras confortavelmente fechadas, mas agora voltadas para o céu. A resposta deve estar escrita nas estrelas.
Se em cada estrela se guarda um segredo, há em cada homem muitas estrelas.
Se o céu é de todos, os segredos estão escancarados ao mundo.
O tempo é o telescópio de anos de luz!
Herdámos este céu e o que fazemos com este legado?
Diz a astrologia que o futuro não existe, mas e apenas, o passado e o presente. Se o passado está escrito, se os segredos se conhecem e as estrelas estão lá em cima, andamos a olhar para onde?

SPA ou SAP?


Água que vai e água que vem. Trata as mazelas do mal que tem!

Químico que entra, quimico que contraindica. Trata o mal e ele ainda lá fica!
Terapia SAP ou SPA? Palavras com 3 letras, SAP e SAP. Com as mesmas letrinhas, A - P - S.

Trocar as voltas: SPA ou SAP? Sanus Per Aquam? Sanus Per Receitum? Impõem-se saber o que escolher quando falamos de Sanus. Favorecer o SAP ou o SPA? Depois de um SAP, dá jeito um SPA. Se para o SPA dinheiro não houver, vai-se ao SAP e auscultam-nos os pulmões, espalmam-nos a língua, vêem a febre... mas e o mal? Por via da dúvida: Ben-u-ron, que nem à grávida prejudica, há-de enganar a dor e... haja saúde em Portugal!

22.6.07

Verão: new look

O-L-Á aos que por aqui passam para semnaufragar viajar pela internet. Decidi dar um new look. Não é muito fresco, mas adequa-se a este espaço; cheira a mar. Espero que gostem!
Sintam-se livres para entrar, vasculhar, convidar, fugir...
Bem-hajam & Abraços

20.6.07

Afrodisíaco barato, mas com sucesso garantido!

O Amendoim ou Alça Pilas, conhecido pelas suas capacidades energéticas, alimento quente e morenito, possui características afrodisíacas.
Imaginemos a seguinte cena.

Ela e ela sózinhos. Um saco de amendoins com casca (pormenor importante). Começa-se no descascanço.

- Amendoim para o amor, amendoim para mim.

Ainda...

- Amendoim para o amor, amendoim para mim.

Heis senão que, ela exclama:

- O amor tem o colo cheio de cascas!! O amor sacode.

Bem, o amor começa a sacudir casca ali... sacode... casca ali...o amor sacode... e o resto já se adivinha! Amendoim ou Alça Pilas ao rubro!

Ai está, depois de um grande derby... meio de imperial... meio de amendoim com casca...

16.6.07

Feli City


Acho que se existisse o Terminal da Vida, muitos iriam até ao balcão e fariam o seguinte pedido:
- Se faz favor, é um bilhete para Feli City!

Despedir-me de ti, "Adeus, um dia, voltarei a ser feliz”, cantam os Gift. Pega-se nesta frase, como se pode escolher outra. Oiço-a. Preenche-me a nostalgia. Haja espaço na vida para tudo, que a tristeza, desorientação, perda, desassossego, desespero, solidão e outros estados que causam vazio e nos confundem fazem parte da vida. Haja um lugar certo para eles. Ou incerto. Entenda-se que são parte da vida. O bom e o mau junta-se à vida.
A sociedade está montada em valores que parecem ter mais sentido quando a vida é partilhada. As fantasias criadas para fazer sonhar o homem de hoje, transmitem uma ideia de felicidade que me indigna.
Anda tanto mundo à procura da felicidade!

Cenários pintados de sorrisos, situações perfeitas, casos com soluções, vidas repletas de facilidades. Não faltará mostrar as alternativas deste mapa que é a vida? Se o caminho para a felicidade fosse a chapa 5, não seríamos todos pessoas equilibradas, gratas e contentes?
A mim, o prazer de viver parece ser trilhar o caminho de sabores próprios.
Não me parece ser um fim, como esse cenário que cobram à sociedade.
Não julgo perigoso acreditar que a partilha da vida tem um sabor diferente da escolhida por aqueles que decidem manter-se sem par. É diferente da escolha do isolamento. É bem diferente.
Viver isolados faz pouco sentido. Precisamos dos outros. Também isto parece ser diferente de acreditar que o amor só existe a 2. E que sem o par não se é feliz. Estar sem par não é condição para a solidão.
Desconfio que se incute pouco a importância de acreditar no lugar do amor próprio no pódium da vida. Parece que se procura a felicidade plena da vida no outro. Como se fosse a condição para a nossa paz, ter alguém que nos escolheu ou quem nós escolhemos para partilhar a vida connosco. Acho que é por isso, que para algumas pessoas o fim de um amor se associa ao fim do sorriso.
A queda existe. Cai-se e isso é inevitável. Haverá quem acredite que há “meio entregar”? Não sei viver com meio amar ou meio viver. Vive-se. Ama-se. Não sei viver com meio intenso. Entrega-se.
Antes de esperarmos que alguém nos ame, a vida mostra que é primordial que nos amemos a nós mesmos. Por isso, acho sempre estranho quando me confessam que alguém o / a completa. Mas quem completa o quê em alguém?
Amemo-nos a nós mesmos e não depositemos no par a esperança de sermos felizes --> parece-me mais sensato! Será por isso que alguns de nós relativizem a importância de: pequenas coisas pequenos gestos, flores, céu, olhos e sorrisos?

A propósito:
Não é a força, mas a constância dos bons sentimentos que conduz os homens à felicidade.
Friedrich Nietzsche

Curta Metragem: A Cura


14.6.07

Prédio de Cegonhas


Santos en Français

A-n-d-a-r, bailaricos, povo, popular, recantos, pátios, ruas antigas, sardinha e encontrar pessoas que não esperamos. Voz do Operário, Alfama, Graça, Castelo, zona do ISPA, Campo das Cebolas… Os Santos!
Guardo na memória saídos de Alfragide, atulhados nos carros para Lx e dar o pézinho de dança em qualquer recanto.

2006 - Guardo o preço do chouriço! 7.5€ (façam a conta a 3!).
2007 - Antes do pavor que senti (que sentimos!) há que resumir o que se viveu num romper de palavras rápidas, coisa rara nestas noites: estacionar demora, o comer demora, chegar ao Castelo demora, e de novo, chegar ao carro, demora!
Carro para lá do Largo da Feira da Ladra e chegar à Casa dos Bicos. Encontrar jantados os 7 com quem íamos passar o resto da noite: 2 portuguesas e 5 franceses.
Bebeu-se e comeu-se com a bunda meio fora meio dentro em tábuas corridas, sardinha a pingar e pão molhado na gordura com o melhor sabor do mundo, água para empurrar, goles de imperial, e muitos “ouis” e “yes”. Falar e comer com toda aquela mistura de sons no ar já não é tarefa fácil, imagine-se com franceses.
A conta? Tentou-se ser sério. Depois de esperarmos sentados… de pé… achámos que: “está bom assim”. Este ano o “chouriço” ficou baratíssimo! De rosas nas mãos, porque os estrangeiros não resistem ao “qué frô”, lá fomos os 11 rua acima, travessa abaixo com os €s do jantar ainda no bolso.
Rosas distribuídas pelas damas no bailarico no Campo das Cebolas, rumo a Santa Apolónia e toca a subir.
O álcool subiu e o francês decidiu falar a todos (Bon soir!), beijar mulheres e homens e, ai (!), quem te acode! Homem neste país ou lhes tiras primeiro os azimutes, ou podes ter a cana do nariz a prémio. Explicar isto em francoinglês a um francês alegre…
Cerveja Fresca, Farturas, Fotos, Festa e Franceses. F…
Já se passava para a Sé em bicos de pé, sem espaço para um passo, mas este ano, mesmo sem nunca ter tido claustrofobia, julguei que o Sol podia deixar de brilhar por algum tempo. Vi-me no meio de uma confusão sem medida. Depois de ter percebido que fizesse o que fizesse não arredava pé para onde eu queria, mas para onde a multidão mandava, passo à frente, 2 passos atrás, e quase sem perceber para onde devia empinar o nariz para respirar… tive medo e só pensava: preciso de sair daqui…mas não adiantou pensar. Para ajudar, ali a 1 metro de mim, dois totós (o artista italiano que me perdoe!) com o músculo a rasgar a t’shirt, decidiram prometer murraças um ao outro. Mais, alguém se lembrou de subir para o topo de tudo e todos (tipo nos concertos), mas viu o chão rapidamente e percebi que aquilo estava para durar. Juro que foram minutos de sensações apertadas e estranhas. Ainda pensei que só eu tinha sentido. Reunida com os 10, vi em algumas caras o sentimento igual ao meu.
Santos é para divertir, não entendo como aquele momento pode ser divertido para alguém que preze a vida. Tenho de me esquecer disto, porque para o ano quero lá voltar. Com um mapa mental diferente e sem esperar encontrar novamente em sentido contrário a Polícia de Choque.

10.6.07

Pijamas azuis


O azul da roupa não é o mesmo azul de sempre.
Vestidos com o pijama azul, somos todos iguais. E no dia a dia como em Lisboa, sobra tão pouco tempo para apreciar o azul, o da vida.
Dei por mim num quarto branco e com camas brancas, com pessoas deitadas com visitas. Não se falava do outrora, muito menos do futuro, apenas do agora.
Na tv jogava Portugal, passavam pessoas no corredor, minutos que parecem horas, ou horas que parecem minutos.
Numa cama alguém quase sem auto-estima, um desgosto de amor foi o último estímulo para com ácido ficar sem ésofago, estômago e aumentar o desânimo pela vida.
Noutra, várias facadas de um amigo perfuraram pulmões jovens.
Noutra, alguém se movimenta de cadeira-de-rodas, sem metade de uma perna e com o maior sorriso daquele quarto.
Amigo, tens cancro, estás magro, amarelo, desanimado, com olhar baixo, sem respostas e com vontade de sair daí para fora. Está-te a faltar a força.
Olho-te e vejo-te na minha frente, à mesma altura que eu. Sorrio-te para que possas perceber que estou ali por ti. Toco-te, abraço-te e espero que saibas que o faço sem nunca me esquecendo de ti. Da tua boa vontade, da vivacidade dos teus 60 anos, pelo que já batahas-te neste mundo.
Acaba a visita, partimos e tu partes connosco. Sinto o quebrar do teu coração quando saímos por aquela porta amarela pelo tempo. Tempo que te falta.
A vida não é uma fase. Ainda que enfraqueça o espírito de qualquer um, ainda que cause um sofrimento sem futuro e faça parecer que nada nos alimenta a alma, a vida não se resume a vigiar a temperatura corporal muitas vezes ao dia, respirar oxigénio puro ou receber energia por um tubo.
A esperança não salva, nem aquece. Deixa manter os olhos abertos e receber a companhia, nem que seja em silêncio.
Acho que nos esquecemos muitas vezes de respeitar a vida de cada um, aceitar o que cada um é, porque qual de nós sabe o que vai lá dentro? Às vezes nem dentro de nós…
Há olhos que parecem que nem reconhecem a sua própria dignidade. Mas amigo, uma pessoa grande como tu, nem deve recear perdê-la.
Nem esse azul te roubará a dignidade.

O artista...

Mar… grande, único, ondulante
Como um lenço ao sabor do vento
Movimenta tudo com gracejo
Surpreende o mais desatento

Andorinha quando vem
Cores tristes com voo triunfante
Símbolo da Primavera
Faz sonhar o viajante

Ruma a terras distantes
Deixa marcas de vida
No regresso traz consigo
A esperança sempre viva de uma nova ida

Como um fogo
Lindo de ver, de olhar e fazer pensar
Como será lá viver?
Num centro quente e sempre a queimar?

Oleiro de momentos
Molda barro à lá carte…
Com contornos interessantes
Tira uma mulher do sério e isso é arte!

7.6.07

Isa, isto está mau?


A frase “isto está mau” é corriqueira, tornou-se banal, mas não para o meu interlocutor. Era uma simples conversa de cabeleireiro...
Isa, isto está mau?! – colocou esta questão várias vezes no diálogo, como pergunta retórica – Eu tinha uma boneca. No tempo dos meus pais, mesmo que existisse dinheiro, não existia a escolha de produtos que há hoje e “a coisa” podia nem existir. Hoje, as pessoas enchem o carrinho do supermercado, habituaram-se às marcas (às bolachas que estão à altura dos seus olhos), e na caixa paga-se o leite, o pão e a carne a crédito. Ao dia 5, subtrai-se a prestação da casa, do carro, do cartão visa, do supermercado, do plasma, do sofá, da tv por cabo, da Internet, das férias... É normal que no início do mês o dinheiro já escasseie. E ainda assim, isto está mau? Quantas pessoas tomam o pequeno-almoço fora de casa? As pessoas ascendem a ter o telemóvel topo de gama, o carro topo de gama, as roupas de marca e o melhor televisor. E depois comem macarrão 7 vezes por semana!

Actualmente
Emprestar dinheiro deve ser um dos negócios com maior sucesso. Vejamos: o negócio não estagnou, continua-se a vender carros e casas. Se por um lado, as taxas aumentam, por outro, aumentaram as facilidades de conseguir um crédito!
O mercado está diferente. A crise não é um fantasma, existe! O preço do dinheiro é o dobro do nível em que se encontrava quando se iniciou o actual ciclo de aumentos! Aumentou o preço de vida, os salários estagnaram, houve mudança na gestão e foi gerada a mudança de comportamento do consumidor. É mais frequente recorrer ao crédito.
E as mentalidades? Note-se que, é mais fácil mudar comportamentos do que mentalidades. As mentalidades não avançam ao mesmo ritmo!
Futuro
A tendência do mercado? Empréstimos de maior valor e sem necessitar de garantia.
Não tenho Maya no sobrenome. Mas sei que os maus hábitos pagam-se caros. Vejamos: os bancos habituaram-nos a utilizar a caixa Multibanco. Agora parece um mau hábito: pretendem cobrar uma taxa por essa utilização. Recordo que, aos bancos permitiu reduzir custos no pessoal!
Amanhã, alguma entidade percebe que viver a vida com dinheiro emprestado é um ciclo vicioso, mas de menor interesse para o seu negócio. E é preciso desabituar…
Se for, que preço pagamos nós?
Está-me a parecer que, para o consumidor mudar de mentalidade é necessário mudar a mentalidade da gestão em Portugal, de quem gere e, portanto, de quem tem o poder.
Se a Segurança Social tem problemas de viabilidade e se se aumenta a idade da reforma… que raio de mentalidade é esta? Que gestão é esta? Isto está mau? Está.
Claro que é preciso que as famílias mudem de comportamento, mas o exemplo tem de surgir por parte de quem tem este poder: o de gerir com cabeça, tronco e membros.

5.6.07

Luz masculina


Falando com amigo.

- O nosso coração não depende só de nós, mas o modo como o expomos, sim.

- O meu coração está trancado a 7 chaves. Não o exponho de maneira nenhuma. Mas o meu corpo é um doido.

- (risos)

- A vida de solteiro costuma ser curta, tenho que a aproveitar. Comportar mal quando posso.

- Hum, mas cautela. Davas-me esse conselho?

- Não, nada disso. Se um gajo anda a curtir com várias gajas, é o maior. Se a gaja faz o mesmo, é uma puta.

- Ah!

- Pessoalmente, não vejo as coisas por esse prisma. E até te digo mais, se fosse gaja era mesmo uma puta.

4.6.07

Camelos no Alentejo



>Actualidade

>Margem Sul

>Politiquices

>Camelos

>Painés da Univ. de Évora!!

Cidade Académica


Brancas e amarelas,
Ruas empedradas e floridas,
Vi uma Évora muito viva,
Cheia de pessoas sortidas.
Vestidos de preto e debaixo da capa,
Os estudantes encheram a cidade.
Vindos de todo o Portugal,
As famílias juntaram-se à comunidade.
Sem brisa e um Sol fortíssimo,
Ninguém perdeu a fé,
De assistir a todo o ritual
E ver o amigo atirado para fora de pé.
Uma vida que lhes vai deixar saudade,
A vivida em ruas torcidas.
Surpreendeu-me sentir o que senti
No meio de tantas imagens coloridas.
Na Rua Fria viveu-se o espírito
Da queima tão desejada.
A todos os finalistas espero que a vida lhes sorria,
Muito sucesso e uma carteira recheada!

3.6.07

Corrida da Mulher 2007


Um dos motivos da prova é angariar fundos para investir em aparelhos de rastreio usados na prevenção do Cancro da Mama (http://www.corridadamulher.com).
A prova realizou-se pela 2ª vez e, novamente, constactei que, as inscrições são exclusivas para mulheres. Não entendo...
> Os homens também podem desenvolver este tipo de cancro e é, inclusive, mais mortal no caso masculino.
> A recuperação da mulher está dependente do suporte familiar, onde necessariamente também se incluem os elementos masculinos da sua vida.

À moda dos Caixilhos&Laminados, questiono: para quando, um Dec.-lei que permita também a inscrição dos homens nesta prova?
Sabem quais os principais sintomas deste tipo de Cancro?
- aparecimento de nódulo ou endurecimento da mama ou debaixo do braço.
- mudança no tamanho ou no formato da mama.
- alteração na coloração ou na sensibilidade da pele da mama ou da auréola.
- secreção contínua por um dos ductos.
- retracção da pele da mama ou do mamilo.
- inchaço significativo ou retracção da pele.
Mulheres e homens, matenham-se atentos.
A pele bronzeia-se e o Sol queima. Mulheres espreitem as costas e os pescoços deles, e homens os peitos e os braços delas.

31.5.07

O Afecto e a Cor


Saudade
Guardo alguns dias 1 de Junho na memória.
O meu primeiro diário comprado no Sr. Caseiro...

Alegre algazarra
Se alguém chamar ruído à algazarra vivida num páteo de uma creche, presumo que despreze a alegria que se imagina na vida de um sítio como este. Até a radiografia deste cenário tem cores!
Há um centro onde são recebidos doentes terminais. Junto aos quartos, há um páteo onde durante o dia as crianças brincam. Dizem que o barulho que fazem é importante para o estado de espírito dos internados. Deve proporcionar sentir um pouco da vida ao vivo e a cores.

Escola
1 de Outubro... lembro com saudade a entrada na escola primária. O cheiro dos livros novos (da tinta!). De lhes tirarmos as bolhas do plastificado que faziamos questão que fosse transparente. Mas os lápis, esses eram de cor!

Todos os sabores guardados sabem ao doce e ao amargo.
Os olhos de uma criança pintam quadros que em adulto nos esquecemos de rever. Os tamanhos das coisas associadas à sua importância, ao brilho do Sol que se pinta no canto de um desenho e a da sua cor!

As crianças são exigentes. As crianças merecem que as percepcionemos como tal.
Estimule-se a confiança de alguém com poucos anos de vida, proporcionando-lhe os momentos alegres a que tem direito.
A criança de hoje é o adulto de amanhã. A nossa estrutura, definida por um todo, faz a diferença da cabecinha bem feitinha de cada um.

Não esquecendo nunca que temos o nosso poder, é importante lembrar que, à criança esse poder é-lhe ensinado por meio de estímulos afectuosos. E firmeza! A a vida é um todo.

A criança é um bem raro, escasso e precioso.

É dia 1 de Junho, é o Dia Mundial da Criança!
PS: adoro esta foto e não digam que não tem cor! Enquanto o copo de água decorria, as crianças divertiam-se no bar. Podia-se chamar: "Apanhados no Bar".

Num avião...

O alentejano pede um tinto de Borba.
A hospedeira pergunta à testemunha de Jeová se quer beber alguma coisa. Responde a testemunha de Jeová com ar ofendido:
- Prefiro ser raptado e violado selvaticamente por uma dezena de putas da Babilónia antes que uma gota de álcool toque os meus lábios.
O alentejano devolve o copo de tinto à hospedeira e diz:
- Eu também. Não sabia que se podia escolher.

30.5.07

Jogar basket e servir à mesa, em espalhol


Somos finas,

Somos rosas,

Somos lindas mariposas.

Que nos importam nosotros las mujeres,

Habiendo culos como claveles!



PS: expressão de nuestros hermanos

27.5.07

Ah Leão!


Saudações Leoninas

24.5.07

Pensamento


"O mundo investe 5 vezes mais em remédios para a virilidade masculina e silicone para as mulheres do que para a doença de Alzheimer."

Daqui a alguns anos teremos velhas de grandes mamas, velhos de pau feito, mas não se vão lembrar para que servem!

23.5.07

Guarda-me

Os anéis do meu cabelo

Se passares pelo adro
No dia do meu enterro,
Diz à terra que não coma
Os anéis do meu cabelo.
-
Já não digo que viesses
Cobrir de rosas meu rosto,
Ou que num choro dissesses
A qualquer do teu desgosto;
-
Nem te lembro que beijasses
Meu corpo delgado e belo,
Mas que sempre me guardasses
Os anéis do meu cabelo.


Escrito por António Botto. Conheci-o pela VOZ, Mariza.

22.5.07

Vai Aonde Te Leva o Coração


Quando te sentires perdida, confusa, pensa nas árvores, lembra-te da forma como crescem. Lembra-te de que uma árvore com muita ramagem e poucas raízes é derrubada à primeira rajada de vento, e de que a linfa custa a correr numa árvore com muiras raízes e pouca ramagem. As raízes e os ramos devem crescer de igual modo, deves estar nas coisas e estar sobre as coisas, só assim poderás dar sombra e abrigo, só assim, na estação apropriada, poderás cobrir-te de flores e frutos.


E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar.


Excerto da obra "Vai Aonde Te Leva o Coração", de Susanna Tamaro (46ª Edição)








20.5.07

Rio Douro

Já experimentaram uma viagem sobre o Douro? Ou pelas margens de comboio?

Designado pela UNESCO desde 2001 como Paisagem Cultural, na listagem de locais considerados Património da Humanidade, a Região Vinhateira do Alto Douro merece que a visitem! Encostas verdes, imagens espelhadas, casas que espreitam pela vegetação, águas fartas em peixe, e uma calma.... respira-se o silêncio.

13.5.07

Sonhar



"Tem que viver num mundo melhor, não basta sonhar com ele. Eu não consegui."

Numa cena de um filme, um ex-prisioneiro de um campo de concentração (com traumas profundos), que outrora tinha sido um pasteleiro famoso, diz esta frase à operária de uma fábrica que sonhava ser pasteleira. E ela, será que tenta?...

Filme: A Janela em Frente / La Finestra di Fronte

Realização: Ferzan Ozpetek

A foto é tirada no Baleal, com a Ilha das Berlengas ao fundo.

10.5.07

Emboscada na beleza do caos



Escondidas nas montanhas, as lembranças que sentimos e gravamos sem as podermos negar à nossa mente. E sem falarmos ao passado, surgem depois livremente.
Ocultar de nós mesmos? Persuadir o que foi do que devia ter sido?
Se alguém disso for capaz, se levante e apresente outra técnica que não a de bom senso; vinda da força do persistente, da construção de um princípio, de que ao Eu conto tudo e nada a minha boca lhe mente.
Acredito que um passo, dado com energia consciente, se recorda como um passinho, mas pode ser doce e surgir na nossa frente num cenário com raiar de Sol resplandecente.
A escolha…
Trabalhar o presente, colocar-lhe um laço bem feito para construir uma vida com motivos de orgulho e sentir falta sem rasto do mal no intuito.
O espírito que trabalhamos.
Engane-se o que julgar, que nobreza do presente é uma classe de pertença.
Nem sequer é um grupo de nascença! Tem sentimentos nobres os que defendem a compaixão ao não julgar o outro constantemente.
Quando nos calamos e esperamos o espaço para falar, escutamos com atenção o que vai na cabeça do amigo. Emboscada na beleza do caos!
Momento para descobrir diferentes formas de dizer, iguais formas de viver, não se gastou o silêncio, antes praticou-se a escuta activa e se dedicou tempo com outro umbigo.

Hoje às memórias guardadas, uma vénia de olhos fechados docemente.
Abro a gaveta com traças de saudade: cheiram a conforto e a flores regadas com aguardente.
Se o álcool dá loucura e depois se evapora, Primavera da vida merece uma tinta vitalícia, um capítulo cativo, pouco elucidativo e emotivo.
O tempo tratará de marinar e fazer um preparado com magia e malícia.
Hoje subi o monte, desci o vale e vi no espelho uma mulher.
Plantada com poucas raízes, sem espinhos e muita ramagem

Dançava para ilusionista amador.
O verdadeiro ritmo está escudado por uma bela ferragem.
História única e com sentido, com um fio formado num compasso.
O ontem fica em cada íntimo, fechado por uma liga de ferro e aço.
Todos temos em nós a chave do tempo, para rodar com muita perícia.
Decidir quando a usar exige uma graça com carícia.

É o jeito trazido pelo querer.
Dar o código a quem quer os truques, quem quer abrir gavetas com pitada de sal, quer aprender a rodar no sentido que em par se escuta. E quer saborear no presente uma futura memória na divisão do passado de nível açucarado.

9.5.07

Uma vida muitas mãos, um jardim muitas flores


Tenta o atento do poeta, decorar os textos com que brinca, massaja-os de alto abaixo, confere-lhe um aspecto mais altivo, mesmo que comece com a história de uma perdida "carica". Nem todos temos na veia, a corrente a este jogo, trocar as voltas às palavras, requer melancolia e alguma audácia no goto. Atrevimento quando mostrado pode dar a victória a um momento. Como alguém pegando em jarrões, esses tristes objectos com utilidade tão imprecisa, lhes coloca um arranjo para dar ao ambiente um tom mais florido! Mistura de átomos e iões. Energia transformada, a do ar que ninguém vê, sente-se de esguelha, anima o tristonho e faz sorrir até a cara mais amuada. Mesmo sem se ver já se tentou, pela fé que se mostrou, pela ré que tocou, pelo gesto em si próprio um pouco mais já regou! Uma vida muitas mãos, um jardim muitas flores.

Alguém que passeie pelo mundo despercebido, viver sem as odiar ou adorar, terá andado muribundo, como um peixe num aquário, muitos dias a nadar, sem um rumo nos dias achar. Não exigirá muito esforço! Ou um dom oculto. Exige a entrega de uma vontade, um olhar confiante, ou um acto requintado ou um sentimento nobre partilhado. E aceitar. Não faz suar!

Nascem estas raridades das sementes trazidas pelo vento norte, seguram-se à terra e resistem até à rajada forte. Tornam o desejo mais colorido! Vê-las não exige subir para nenhum alto dorso. Prova-as quem se deixar encantar, como o poeta pelos Açores, chamou-lhes Ilhas dos Amores, sendo uma a das Flores.

São únicas e delicadas. Marcam grandes pausas e querem-se bem cuidadas. Se são bonitas por natureza serão desdenhadas pelos olhares! Se selvagens e bravias, farão paisagens particulares! As mãos de cada um, pares singulares, vivem como as flores em alguns desabrochares. Guardam o amanhã, toque de mãos frias, cuidadas desde a manhã, querem-se macias. Coberto de cores esse calor da loucura, como o lado sedoso das flores, sente quem as trata com ternura. Frágeis e perfumadas, desafiam o olfacto. As nossas mãos sempre em vasos serão tristes… restringidas ao sentido do tacto. Mais bonitas em liberdade, para marcar aquele momento.

Lembradas com saudade, Mãos e Flores dão-nos alento! Mesmo sem talento, bastará estar atento!

6.5.07

Guincho



E o Guincho aqui tão perto! Em cima, a tentativa de fechar a moldura em preto, e apanhar a passadeira brilhante por causa do Sol já baixo. Na foto mais abaixo, a areia no ar deixa ver o vento habitual.
Brincadeira com os brilhos e os movimentos !

“Às 4 da madrugada, e o passarinho cantou”


Uma da manhã e o Plateau a encher. Quatro da manhã e continuava à pinha. O sonómetro no limte que é uma beleza: 3 vezes acima dos 85 DB. Tudo vibra: chão, paredes, rodapé, rodatecto, friso da paneleirice do enfeite, pulmões, coração uoooooohhhhhh a loucura.
Como todas as noites o patcholi não varia muito. Já se sentiram beata, né? Sai-se à noite e Chanel Marlboro.

Faz-se o gostinho ao pé, encontrão aqui e ali, salta-se, treina-se a paciência na fila do WC, sua-se tipo sauna e bebe-se uma água do Luso por 3€.
Ontem queixaram-se da falta de sítios alternativos. Chegou a falar-se do “Ouriço”, na Ericeira. Referência para muitos.
Inevitavelmente em Lisboa, acabo sempre nos mesmos sítios: Plateau, Irish… o que me escapa? No Lux nunca entrei, fui barrada 2 vezes à porta. Cheiro mal? Não sei.
Juntando tudo, baralhando e distribuindo, dirijo a minha indignação à moda dos Caixilhos e Laminados: para quando uma discoteca em Lisboa com mais O2, mais m2/bailarino, estrelas no ar, porteiros tipo Fernando Mendes e com um wc para gajas tipo comboio?
Faltou referir os fenómenos da noite: restaurante italiano sem pão de alho e grisinis, secura por causa do panacota (por causa da pizza, por causa dos candeeiros...falta de água!), pássaros na mesa do jantar feitas de Crazy Horse, rodarem pedaços de pão com chouriço numa bandeja em plena discoteca (YAH, soube a pato!) e os passarinhos cantavam às 4h30 da manhã na 24 de Julho. Madrugada de Maio e o carro marcava 16º.

A noite em Lisboa ainda é jolie!

2.5.07

O enigma das gravuras de Foz Côa

Aquando das escavações para a construção da barragem de Foz-Côa, foram descobertas algumas gravuras. Após alguns dias de análise às mesmas, por parte de Cientistas, Arqueólogos e Catedráticos na matéria, os mesmos não conseguiram decifrar a mensagem. Entretanto, ouviu-se dizer que havia um alentejano que era "expert" em decifrar enigmas e, em último recurso, os Arqueólogos solicitaram os seus préstimos. Lá foi o alentejano para Foz-Côa.
Um dia de viagem.
Quando chegou, deparou com as seguintes gravuras:
Alentejano: Atão vocemecês fazem-me vir aqui, andar um dia em viagem, por causa disto?
Cientistas: Ò amigo, por favor ajude-nos, não conseguimos decifrar a mensagem!
Alentejano: Atão mas esta pôrra nã tem nada que saber! Como vocemecês bem sabem, os antigos escreviã da drêta pá esquerda. Ora temos o primêro boneco que se vê bem que é uma toca. Òs depois temos uma mó e por fim um bicho. Então fica "Toca mó bicho!"
Lá foi o alentejano de regresso à sua terra natal enquanto os cientistas, satisfeitos da vida, prosseguiram as escavações.

Mais um enigma! Ao afastarem mais umas rochas à direita da descoberta, mais uma simbologia totalmente desconhecida e que não constava nos calhamaços (manuais) da matéria. Sem vislumbrarem outra hipótese, lá chamaram o "expert" alentejano e lá foi o desgraçado para cima, de novo.
Chegado ao local, deparou com as seguintes gravuras:
Cientistas: Ò amigo, pedimos-lhe imensas desculpas mas, mais uma vez, os nossos conhecimentos mostram-se insuficientes para decifrar a descoberta. Isto realmente parece um carro, mas um carro sem portas???
Alentejano: Ora aí está! "Se nã-tim-portas, toca mó bicho!"

Sexto sentido feminino


Uma mulher entra num chat e um nick um bocado estranho pergunta-lhe:
- Queres teclar?
>Homem ou mulher?
- Queres ou não queres teclar?
> Depende! És homem ou mulher?
- Advinha!
> Ok... Diz-me 5 marcas de cerveja...
- Sagres, Super Bock, Cristal, Tagus e Carlsberg.
> Certo... agora diz-me 5 marcas de preservativos.
- Control, Durex... Hum... ta dificil.
> Aaahhh.... Tu és homem!!!
- Pois sou. Mas... como descobriste?
> Foi fácil! Bebes mais do que fodes...

1.5.07

Na terra das gaivotas


Hoje na terra das gaivotas
Fiz mais uma travessia.
Encontrei alguma paz
Ao captar esta fotografia.

Tantas formas hão-de haver
Para a serenidade encontrar.
Eu distraio-me a disparar
Algumas facetas do nosso mar.

Oh mar podes ser triste para uns,
Trazer riqueza a quem se aventura!
Neste Portugal de vaidades,
Em ti encontro igualdade e repouso na tua bravura!


Pedaço de terra, a Terra

Acerca do Mar do Aral, que está na foto do post anterior, reflicto e partilho aqui preocupações.
O Mar do Aral é um mar interior da Ásia. Coloquei aqui uma foto tirada a partir de satélite porque me espantei quando percebi as linhas a vermelho. Em 1960, este mar cobria 68 000 km² (ocupando o lugar do 4º maior lago do mundo) e em 2000 a sua superfície já estava dividida em dois; o Pequeno mar ao Norte e o Grande mar ao Sul. Prevê-se o desaparecimento total do segundo por volta de 2025. Ou seja, há 40 anos que seca, tendo perdido 60% da sua dimensão! As causas da sua morte lenta, deve-se a: sucessivas drenagens feitas pelo governo soviético nas repúblicas da Ásia Central com propósitos de irrigação de culturas de algodão no Uzbequistão, e arroz no Cazaquistão, em pleno deserto.
Ligado à economia, surge a seca.
Para mim por vezes é difícil arrumar a minha casa interior. Faço algumas pesquisas para procurar respostas: na net, na música, nos livros, nas conversas com os amigos, na tv, nas revistas, no trabalho, nas observações que faço quando paro para reparar no que esta em meu redor. Esqueço-me tantas vezes que as respostas acabam sempre em fragmentos de qualquer coisa. E que as respostas, senão todas, estão em mim. Em cada um. Porque cada um tem um papel activo no mundo. Por mais ínfimo que seja.
Dentro de mim não encontro respostas para o que se passa no mundo. Não descubro as curas do cancro. Nem a forma para motivar os EUA a assinar o Tratado de Kyoto.
Encontro apenas um modo tranquilo de viver aceitando a vida tal qual ela é.
De uma maneira geral, o mundo anda agarrado ao material e esquece-se do espiritual. E o espiritual encontra-se nas relações que estabelecemos com o que nos rodeia.
Enfim, preocupa-nos tanta coisa...
Os países andam preocupados com o PIB, com os orçamentos de Estado, com o défice e com os compromissos económicos. As pessoas ocupam-se em se desdobrar para estar com estes e aqueles, para compreender os outros, num frenesim para acompanhar a moda, para esticar o dinheiro até ao fim do mês e em poupar aqui e ali.
E depois, embora a sensibilidade varie de pessoa para pessoa, dificilmente alguém fica indiferente quando vê um urso polar perdido no gelo, sem meios de sobreviver.
Não me surpreende que o documentário de Al Gore tenha tido tanto sucesso, cpmseguindo escandalizar o mundo ao abordar as mudanças climáticas chamando-lhe uma Verdade Inconveniente.
Causa impacto!
De qualquer modo, depois do impacto causado, dos minutos verdes passados na tv, o que fazemos para mudar hábitos de consumo, hábitos de vida e hábitos que se irão repetir por muitos anos, mede-se com uma fita métrica doméstica.
Porque a educação, por mais motivação que encontre, não faz milagres. Nem mesmo S. Pedro, com os seus poderes de santo, consegue evitar os piores dos desastres causados pelo homem, o de colocar constantemente à prova os limites da regeneração da Mãe Natureza.
Reflicto e procuro entender tudo isto através de um olhar ingénuo, português e pouco expert na matéria. Procuro ser tolerante e aceitar esses erros crassos espalhados pelo mundo. E, claro, tirar daqui alguma coisa para a motivação do dia-a-dia.
Por isso, partilho este pedaço de texto convosco, é o que está comigo e deixo aqui.
E polvilho o ar com alguma inquietação acerca do que deixamos que os governos façam ao pedaço de terra que é de todos, a Terra.