19.8.07

This is my message to you

three little birds / pitch by my door step /singing sweet songs / of melodies pure and true / saying, this is my message to you: don´t worry about a thing cause every little thing is gonna be alright

(Bob Marley pela voz de Tracy Chapman)

18.8.07

Ião : )




Grande bem-haja a TODOS os náufragos. Contente por voltar.
Mais uma semana de férias intensa, fresca, preenchida, amigos, encontros, festa, carinho, mimos, fotos, sorrisos, partidas, sons, sabores, Sol&Lua, sono do bebé, flores, espreguiçadas, saco-cama, polvo, amor, areia, determinação e… cor!
Xiii… ficou por realizar uma montanha de coisas: visitar os Flamingos na Ria num fim de tarde, corrida&caminhada, um filme, despedir do amigo que se deita quando nasce o Sol, um poema, uma pintura, alguns cafés…
Trago comigo: a bagagem cheia de riqueza, ideias mixadas de sensações e dedos com vontade própria.
De novo aqui para partilhar!

PS: cheguei aos 100 posts Fidgi Mind.
Foto:Respirar o Mar - Meco:Agosto2007

9.8.07

Imaginário dos Amorexados

Tentem deixar-se ficar, à espera da madrugada,
Escutar os pássaros cantar, anunciando a alvorada.

A visão de quem viveu, sabe que se vive e faz questão de recordar o momento a brotar.

Calmo, silêncio, único, cada amanhecer.
Consigo imaginar-me do teu lado sempre que Ele decide nascer.

Vai espreitar por cima do Tejo, estimular olhos a abrir,
Insurgir tranquilamente e sussurrar a alguém: é hora de ir dormir.

Derreados pelos movimentos, acordam todos os encantados,
Sob o olhar de um Comandante, que vive no imaginário dos amorexados.

Luz amarela e sumida dá novo cenário à baixa mar,
Obriga a uma nova partida sem promessa de regressar.

Hoje o Sol vai espreitar debaixo da ponte e provar, mesmo com nuvens a teimar,
Vale a pena acreditar:
Ele permanece mais além do que os olhos conseguem alcançar.
Foto:Primeiro Amanhecer em Maiorca:Julho2007

6.8.07

Duro é mudar

Por certo, alguém um dia te disse “não mudes”.
Quando o oiço, logo na minha frente, tantos momentos, tantas decisões.
Se escrevesse sem respirar, apontaria em mim erros, fortes como açudes.
Esta corrida que às vezes faço recorda-me as grandes ilusões.
Constantes e ricas transformações.

Subo à velocidade de um raio.
Começa por fazer suar, inspiro forte, depois sufoco até gelar.
Falhas que cometemos, dores de barriga que carregamos, roupas camufladas que experimentamos e dissabores que desprezamos.
Do bom ao melhor, veio a chuva vestida a rigor para os dias alagar.
Rimos, festejamos, vestimos, despimos, gozamos, mais tarde guardamos.

Sobre a estrada quente uma névoa ilusória.

Diz-me se minto sobre o que falo.
Mataste o desejo, promessas e sonhos que não usaste.
Um coração que pudeste tocar, que abraçaste e apertaste sem saber quando largar.
Fácil afastar e difícil de enfrentar. Duro é mudar.
E largar o que partilhaste.

Esconder na ilusão do que sabes não sê-lo.

Por isso não me calo. Sou uma página que não leste e será que sentiste?
Preferiste aí ficar, no canto a reviver. E agora, nem teu parece, esse novo olhar.
Digo-te: segue. Estranhas, mas depois concluis que um dia nem me viste.

Não foste genuíno. Nem te culpes nem te censures.
Não sigas para o abismo, mas também não me leves contigo.
Por isso, mudo. Não me peçam para estagnar. Que numa vida somos milhões de borboletas, sempre a morrer e em luta para viver.
Paro e reparo, onde estiveste tu? Sai desse lado escuro.
Vê se te descobres. Sonho contigo quando ainda consigo...

Salta se és capaz. Experimenta a mudança.
Corre e vai atrás, desse lado bom que me mostraste, que é grande e revelador, que proteges com tanta dor, e a poucos deixas alcançar.
Dá sem esperar, que na curva há um atalho e não tropeces até lá chegar.

Depois recebe tudo devagar, saboreia as areias trazidas pelos ventos do deserto.
E se nessa altura, ainda estiver por perto…
Diz-me só que acordaste, sem me mostrares o caminho de como a ti chegar.
Se te sentir, vou desbravar. Se ainda te sonhar, a cada passo vou escutar esse bater. E se ainda me quiseres reconhecer, abre os braços…
…deixa-me te abraçar.
Foto:Voltada para o Céu:Agosto2007

1.8.07

Vou-te chamar...

Subiste o monte, deves querer que te baptize. Vamos lá.
Se fosses Edmundo, certamente podia sempre chamar-te mundo!
És quase sempre tão honesto, talvez Ernesto.
Mas e Joaquim, Crispim? Com todo o teu frenesim!
Pensando bem, és calmaria, José Maria?
Também gosto quando és safado… olha, que tal Ricardo, Osvaldo?
E Hugo, doce como um sugo!
E o teu último desígnio: Monteiro, pelo teu lado verdadeiro.
Luís, com todo esse cariz.
Mas Manuel… Daniel... talvez pelo teu lado cruel.
Rodrigo? Incógnito como um belo umbigo.
Confesso que Sandro… assentava bem nesse teu ar malandro.
És lindo, talvez te devesses chamar Arlindo.

Francisco... arisco...
Mas com esse ar imponente, não dispenso o teu nome do meio: Clemente.
E pela recordação, ainda hesitava pelo nome João.
E Salvador? Pela tua dor, cor…
Tiago? Continua a ser vago.

Ou Hélder? Preenches qualquer pedacinho e recebe-te quem te der.
Com toda a certeza podes ter muitos nomes, não te confundo mais com outro Senhor.
Calo-me porque charme e delicadeza são rimas difíceis,
E deuses gregos… são incríveis!
Desce daí, vou-te chamar apenas Amor.


Foto tirada em Castelo de Vide - Páscoa 2007

31.7.07

Modéstia / Orgulho

Foto da Serra de Tramontana, tirada em Magaluf (07/2007)

30.7.07

A-B-R-A-Ç-O

Se a cabeça não só ouvisse, mas sentisse,
O mundo era mais extrovertido.
Falou-se, mas não se disse:
- Mente, olha que a força de uma troca é maior do que qualquer som proferido.


Abracem-se aos milhares e surgirão colares,
Um abraço muda o dia de alguém e faz nascer melhores olhares!
Foto:Graffiti em Évora:Maio2007

Jesus e Fidel

Fidel Castro recuperou da doença e com muita ajuda lá foi discursar para mais de um milhão de cubanos na praça da revolução quando surgiu uma luz vinda do céu que se aproximou de Fidel. Era Jesus Cristo. Fidel ajoelhou-se e pediu-lhe perdão por ter duvidado da sua existência devido ao Marxismo. Jesus segredou algo ao ouvido de Fidel que se dirigiu ao microfone e disse ao público:
- Camaradas de revolução. Jesus Cristo sempre existe e quer dizer-lhes algo.
Então Jesus pegou no microfone e disse:
- Povo de Cuba, este homem com uma barba igual à minha, não vos deu o pão do conhecimento igual ao meu?
E o povo exclamou: - Sssiiiiiiiiiiiiiiiiii....
Jesus disse:
- É certo que eu multipliquei o pão para matar a fome aos pobres! não é verdade que este homem inventou as senhas racionadas para matar a fome dos pobres cubanos?
E o povo lá gritou:
- Sssiiiiiiiiiiiiiiiiii....
Jesus disse:
- E não é verdade que este homem construiu hospitais e clínicas para curar os pobres como eu os curei com milagres?
E o povo entusiasmado gritou:
- Sssiiiiiiiiiiiiiiiiii....
Jesus disse:
E não é verdade que este homem espalhou educação e conhecimento imposto ao povo, como eduquei os meus apóstolos?
E o povo excitado bramava:
- Sssiiiiiiiiiiiiiiiiii....
Jesus disse:
- E não é verdade que sofreu muitas traições de camaradas de Miami, como eu sofri a traição de Judas?
E o povo cada vez mais frenético, lá gritou:
- Sssiiiiiiiiiiiiiiiiii....
Então Jesus gritou:
- Então que merda estão à espera para crucificarem este gajo?

28.7.07

Comigo sonho contigo

Páro a ver o mar, solto os sentidos e entro no meu abrigo.
Liberto-me do pensamento, do lógico, do raciocínio e…
A sós comigo sonho contigo.

Nestes minutos faço sempre descobertas.
A nossa mente não é transparente se a submergimos sempre.
E, às vezes, solto-a para ter o que não tenho e lamber feridas abertas.

A noite é quente, mas não é só por isso que esta tem um cheiro diferente.
Abro a janela do meu esconderijo e aparece a saudade que ficou.
Está guardada silenciosamente.

Como o Verão, és desejado e intenso.
Com poder hipnotizante.
É por isso que cada momento partilhado tem um aspecto que desconhecia: o lado denso.

A minha dívida comigo...
Menti a mim (sobre nós) tempo demais.
Mas hoje sei-o. E ver isso já o consigo.

A minha falha nasceu daí.
Essa é a principal origem.
O medo desencadeou uma história confusa onde caí.

Através de ti vi-me melhor.
Enfrentar alguém nunca me cristalizou assim.
A insegurança… Agora quase me sei de cor!

Mostraste-me tanto...
Com tão pouco, refiz parte de mim.
Também dei e espero que nunca o guardes a um canto.

À sua maneira, cada um descobre a forma de seguir com a vida.
Os meus sonhos param aqui.
Não arregaço as mangas porque li os sinais, meus e teus.
O lado incrível existe. Chegarei lá. Por agora, fico com as certezas e uma garantia: não foi em vão e disso estou bem convencida.

Bolo de mel, perfume não identificado, vista sobre a cidade, um repente numa rua qualquer, um passeio típico e corriqueiro, uma noite escondida, segredos e odores.

Pensamentos trocados no tempo, transmitidos... pelo vento. Já existias no silêncio calmo.

Tranquiliza-me saber que esse passo teve mais valor do que qualquer dor.
Descobrir-te será sempre um doce-amargo.

Foto:Playa Es Trenc - Sa Rapita - Maiorca:12Jul2007

26.7.07

Perdoar

Um homem aproxima-se do balcão da recepção de um hotel e, ao virar-se, esbarra o cotovelo no seio de uma linda mulher. Meio sem graça e envergonhado diz:
- Mil desculpas. Se o seu coração for tão macio como o seu seio, tenho a certeza de que me perdoará.
Responde a mulher:
- E se o seu pénis for tão duro como o seu cotovelo, o meu quarto é o 1221.

Isto sim, é saber perdoar!

24.7.07

M-A-R-I-A

Maria…
Esse teu nome que durante anos desconheci,
E que descobri através de outros, no outro dia.

Se viveste muitas primaveras antes do meu nascimento,
Se cresceste de um modo diferente do meu, noutra geração,
Não posso dizer que a nossa empatia teve um momento.

Numa amizade como a nossa, que resistiu à separação,
Ficando muito ainda por saber,
Resta-nos aproveitar a vida e proporcionar mais conversas com emoção.

Pediste-me uma vez umas hortências pintadas,
Um pormenor que me falaste e a que não sou nem nunca serei alheia,
E hoje vives na primeira pessoa as Ilhas Encantadas!

A vida tem-te libertado,
Os dias têm-te surpreendido,
Vamo-nos acompanhando uma a outra, e eu vou vendo e sorrindo : )

Aqui te deixo este pedacinho meu.
Diz-se que entre as pessoas queridas fica muito por partilhar,
Mas entre nós, o importante não o cansamos de dizer e, mais importante, de o dar!
Grata por ti @--;--

Stop direito!

Ía eu a caminho das Picoas, a chegar à frente do Plaza. Olho pelo retrovisor e apercebo-me de uma mota da polícia. Como estava a passar entre as filas de carros e eu estava um xiquito encostada ao da esquerda, resolvo ajeitar-me mais para a direita. Quando dou por ele, já está do meu lado direito, junto à janela do pendura. Desço a janela, baixo o som da música e espreito. Vejo o Sr. Agente muito sorridente a dizer isto: "Stop direito". Amigos, foi preciso repetir a mesma frase 3 vezes. Eu estava a navegar... Pensei em tudo, mas só à 3ª é que percebi a mensagem: não tinha o stop direito e o Sr. Agente estava a alertar-me!
Fantástico! Conjunto de 2 lâmpadas = 2.50€ na Norauto, preço para amigo.

Pensamento português: tiveste sorte.
Outro pensamento que não o nosso: a PSP também tem como função alertar o condutor.

Deixo aqui um bem-haja a este Sr. Agente : )

Nada / Tudo

"NADA É TUDO."
Em conversas com amigo:)

Namorar

"Acho que as pessoas precisam namorar primeiro com elas próprias e depois com os outros."
Em conversas com amiga @--;--

23.7.07

Praia de Formentor


Água cálida, calma, transparente, macia... azul turquesa!
Quando aqui chegámos percebemos porque é que Maiorca é um destino turístico muldialmente conhecido. Foi do tipo: "ahhhhhhhhhh!!".
Para se estacionar aqui paga-se nada mais, nada menos do que 5€. Daí que entenda muito bem os ciclistas destemidos!
Mas que bale, BALE!
Em Portugal há praias belíssimas. Sabemos disso. Mas com aquela água... amigos, era um esquentador montado algures e tinhamos este paraíso ali mesmo na Arrábida. O cenário é parecido: uma praia linda ladeada por montes.

Ciclista corajoso

A caminho de Formentor

Cabo de Formentor

Depois de já termos tentado imaginar como seria, subimos, curva aqui, curva ali, passámos as cabritas... Também ultrapassámos alguns ciclistas doidos... E chegámos ao cimo desta beleza.
Só tinha visto este azul, profundo e luminoso, nos Açores. É um azul que não vemos em muitos sitios. Carece de profundidade.
Quando se chega até aqui acima, de um lado vemos o Cabo, e do outro a Baia de Pollença (não visivel nesta foto, fica nas nossas costas).
Inspiramos, expiramos e a sensação é de liberdade! Espaço!
Houve pessoas que sentiram ali naquele sitio que estavam, de facto, numa ilha. Maiorca!

22.7.07

A vida abraça-me

Sigo a Flôr de Liz.
Preenche-me o sentido do Norte.
Junto nas mãos tudo o que fiz.
Não me queixo da minha sorte.
Detesto o queixume.
Aprendi a escolha pelas trocas verdadeiras.
Fecho os olhos e aprecio aquilo de que me apercebo.
Não opto pelo jogo das cadeiras.
Por isso bebo tanto do que recebo.
Não alimento jogos cruéis e a vida é um jogo antigo.
Transcende-me o cenário colorido sonhado.
Abro o coração e deixo que o carinho a sorrir se instale.
Dei-o ontem e hoje o amanhecer é sagrado.
Não troco a minha vida e vivo-a até que me cale.
Delicioso agridoce.
Tenho aconchegado a vida e ela abraça-me.

18.7.07

Juanita Banana

Conheci este clássico a caminho das Cuevas del Drach, Maiorca. Quando ouvimos este som.... Xiiiiiii, o Ford Fiesta bombou!
Mas ouvir e VER o filme... que castiço! E heis que o encontrei. Mais um "xiiiiiiiiii".
Fica aqui a partilha ; )

Espreitar o paraíso


17.7.07

Viajar é...


Viajar é…
… transportar histórias.
… alimentar os sonhos de brasas mornas com lume.
… presentear o bónus da vida com pequenas victórias.
… libertar o olfacto do costume.
… experimentar novas sensações a qualquer idade.
… permitir o luto com a rotina.
… casar os sentidos com a liberdade.
… abrir graciosamente para o mais essencial rotulado de banal a preciosa lente da retina.
… traduzir um pedaço de vida num marco memorável.
… cambiar passos destinados do fado por um escolhido pela vontade.
… carregar para sempre sabores por si só simples engrandecidos por um cenário de valor inestimável.
… fotografar a saudade!
PS: ... valorizar o que nos cerca a maior parte do tempo.

7.7.07

Keep on Running

Quando a morte chega penso na vida. Não que o fim de alguém seja uma rampa de lançamento, mas faz-me sempre acreditar que de facto a vida faz o sentido que lhe queiramos dar. E temos liberdade para isso.

Ouvindo os sinais do corpo vou percebendo o sentido da minha vida. Viver deve ser o meu passatempo preferido.

Hoje é dia de despedidas, mas nem por isso me esqueço que a vida é uma casa, com tantas janelas... Esta não a fechei. Pude viver parte da sua paisagem e vou guardá-la. Vou juntá-la à vida. Outras janelas vou escolher ou entrarei nelas por convite. E deixarei entrar a lufada de ar fresco!

Hoje desejei que se abrissem muitas janelas! Bale!

5.7.07

Beija-flor


Então?
Está boa Lisboa. Essa que me segurou.
Bafo, sem vento e calma.
E o som da alma?
Aconchegou-se em mim e segredou...
...despertou-me o ouvido e quase me agarrou.
Difícil seria resistir ao olhar.
Chegou o Verão e sinto a vida.
Primeira noite quente.
Peguei no novelo e cerquei o coração.
Concentração e acção.
Esta liga de algodão, própria para qualquer estação, fresca, resistente e…
...todo o bom que traz consigo.
Tudo bem?
Hum...
Respondo debaixo de muito calor.
Vejo duas pontas soltas... que loucas!
Ai.
Fica um silêncio esquisito.
Traz recordações da dor, mas não hesito.
Confesso que não trocava nada,
Mesmo nada por este sabor.
E sigo a batida do perigoso grito.

Hoje o Verão não se fez rogado,
Invadiu o tempo com castidade...
...suavemente, tipo o beija-flor:
Pica alimentos doces quando vive em liberdade.

4.7.07

Os sonhos existem


Eu.
Não sou um corpo.
Sou passado e presente.
E risos, lugares, desejos, pessoas...
Passado.
Ontem o hoje não existia. Noite. Ontem deitei-me tarde. Não dormia. Quatro da matina, som de uma carrinha na rua. Gritos. Morre a vizinha. Mais tarde… Morre o actor Henrique Viana. Passaram 4 meses. Dás sinais que não aguentas mais.
Hoje.
Deito-me cedo. E tu também.
Amanhã.
Existe o pensamento aliado à vontade.
Encontramo-nos nos sonhos.

Ao Zé que, entre outras coisas,
participu na construção de pontes entre as margens do Reno, em Roterdão.
"E sempre que o homem sonha, o mundo pula e avança."
António Gedeão, em Pedra Filosofal


3.7.07

Sorrir e Acenar


Se amanhã das estrelas nascer a chuva, não viro trovoada.
Se amanhã a sombra me cobrir, não me sento a arrefecer.
Se o vazio me tentar, fecho os olhos e lembro o Reino do Far, Far Away.
Se as cordas se desamarrarem deste cais, não temo a força do Mar,
vou embalar as ondas agrestes, olhar a manhã fresca e serena, escutar a natureza e acenar ao que todos os dias inevitavelmente nasce a Este.
Se me esquecer do que sou, leio-me.
Se me esquecer dos meus sonhos, o meu corpo vai lembrar-me de que estou viva.
Se me esquecer de mim, a minha paz fará renascer o Sol e... sorrio.
Dedicado a Pinguim do Ártico
A Vida é para Viver. Só os mortos SobreVivem.
Figueira, 2007

Amarantine

Enya. Conhecem?
Experimentem deixar-se levar, transportar… Ir... Sonhar. Sensação de conforto e liberdade.

Um pouco de Amarantine:
“You know when you give your love away
It opens your heart,
everything is new.
And you know time will always find a way
to let your heart believe it's true (...)”

30.6.07

É de valor

O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

Fernando Pessoa

Em que momento?


Em que momento?
Por vezes tento.
Quase não aguento.
Quando começou,
Terminou?
És uma espécie de constipação,
Obstipação
Indisposição
Mancha, escoriação?
Passo-lhe com o esfregão!
Esfrega que a ferida faz crosta, sara e estás aí então!
Oiço o sino.
Toca o hino!
A escuridão,
A mesma da paixão traz cada abanão…
Começo nas duas ameixas penetrantes.
Fixantes!
Petrifica-me qualquer pensamento errante.
Termino num comboio extasiante.
Ainda me perco no momento em que despertei.
Em que momento?...

28.6.07

Longe do Mundo

A ti te dedico, irmã da Mulher Formiga

26.6.07

Mestre Bento


Vento
Encanto
Tormento!
Desperta o mais desatento,
Tira a muitos o alento,
Destrói o mais pequeno rebento!
Se me sento,
Deixo passar o tempo.
Se ando,
Cada passo é um lamento!
Na rua as folhas voam para o mesmo canto,
Confesso que tem o seu encanto...
Mas já dizia o Mestre Bento,
Ir ao mar com chuva, mas nunca com vento!
PS: a chuva não nos destrói. Já o vento...

Hoje, olhaste o céu?

Dormia de mãos juntas sobre o travesseiro, de lado e enroscada na posição fetal. Entre os joelhos flectidos e o ventre, segurava uma bola em tons azuis, verdes e castanhos. E havia uma névoa sobre si de poeiras brilhantes conferindo-lhe uma aparência altiva.
Todos os músculos descontraídos, olhos fechados e espírito tranquilo, respirava como uma bebé; respiração compassada, inspiração visível abaixo do diafragma a exigir pouco esforço dos meus pulmões. A paz de uma vela acessa que queima ao ritmo dos movimentos naturais do ar.
Sonhei que sonhava que a paz no mundo acontecia hoje.
Pairava no ar uma energia boa, aquela que se sente ao reviver sensações dos primeiros 10 anos de vida. Sem pressa para acordar. Sem atropelos a falar. Com crueldade na zanga. Com rabugisse no cansaço, que a disposição tem fases como a Lua! Na seriedade a sinceridade. Na brincadeira um gozo desmedido. E nos abraços os olhos abertos e sorridentes.
Estava convencida do sucesso da força interior. Acreditava nos homens. E os homens aprendiam com o passado deixando que as emoções se insurgissem intensamente. Conhecedores dos pequenos segredos; aqueles que são extraídos das quedas-de-água e montanhas dos caminheiros, os supra aproveitados para orientar os que olham as estrelas, dos homens que olham o céu para encontrar o Norte e apreciá-lo como um dos maiores espectáculos.
Acordei e estava só. Esfreguei os olhos uma vez. Duas vezes e vi então o que pensava estar a ver. Alguém mais só do que eu. Aproximei-me sem qualquer pergunta pronta. De repente, vi-me na idade dos porquês: o que esperas encontrar no chão, porque é que a tua tez está pálida e aparentas um espírito tão vago como as cores das tuas vestes, porque é que continuas a divagar e não reages ao meu olhar inquietante? Às minhas palavras não associei nenhum som, porque para aquele silêncio perturbado não encontrei tom capaz de rodar aqueles olhos noutra órbita!
Virei-me de papo para o ar. Ainda estava com os anjos. A cega era eu! Estava sózinha a sonhar. Qual seria a probabilidade de encontrar no meu sonho alguém que repousava no travesseiro como eu?
Mantenho as pálpebras confortavelmente fechadas, mas agora voltadas para o céu. A resposta deve estar escrita nas estrelas.
Se em cada estrela se guarda um segredo, há em cada homem muitas estrelas.
Se o céu é de todos, os segredos estão escancarados ao mundo.
O tempo é o telescópio de anos de luz!
Herdámos este céu e o que fazemos com este legado?
Diz a astrologia que o futuro não existe, mas e apenas, o passado e o presente. Se o passado está escrito, se os segredos se conhecem e as estrelas estão lá em cima, andamos a olhar para onde?

SPA ou SAP?


Água que vai e água que vem. Trata as mazelas do mal que tem!

Químico que entra, quimico que contraindica. Trata o mal e ele ainda lá fica!
Terapia SAP ou SPA? Palavras com 3 letras, SAP e SAP. Com as mesmas letrinhas, A - P - S.

Trocar as voltas: SPA ou SAP? Sanus Per Aquam? Sanus Per Receitum? Impõem-se saber o que escolher quando falamos de Sanus. Favorecer o SAP ou o SPA? Depois de um SAP, dá jeito um SPA. Se para o SPA dinheiro não houver, vai-se ao SAP e auscultam-nos os pulmões, espalmam-nos a língua, vêem a febre... mas e o mal? Por via da dúvida: Ben-u-ron, que nem à grávida prejudica, há-de enganar a dor e... haja saúde em Portugal!

22.6.07

Verão: new look

O-L-Á aos que por aqui passam para semnaufragar viajar pela internet. Decidi dar um new look. Não é muito fresco, mas adequa-se a este espaço; cheira a mar. Espero que gostem!
Sintam-se livres para entrar, vasculhar, convidar, fugir...
Bem-hajam & Abraços

20.6.07

Afrodisíaco barato, mas com sucesso garantido!

O Amendoim ou Alça Pilas, conhecido pelas suas capacidades energéticas, alimento quente e morenito, possui características afrodisíacas.
Imaginemos a seguinte cena.

Ela e ela sózinhos. Um saco de amendoins com casca (pormenor importante). Começa-se no descascanço.

- Amendoim para o amor, amendoim para mim.

Ainda...

- Amendoim para o amor, amendoim para mim.

Heis senão que, ela exclama:

- O amor tem o colo cheio de cascas!! O amor sacode.

Bem, o amor começa a sacudir casca ali... sacode... casca ali...o amor sacode... e o resto já se adivinha! Amendoim ou Alça Pilas ao rubro!

Ai está, depois de um grande derby... meio de imperial... meio de amendoim com casca...

16.6.07

Feli City


Acho que se existisse o Terminal da Vida, muitos iriam até ao balcão e fariam o seguinte pedido:
- Se faz favor, é um bilhete para Feli City!

Despedir-me de ti, "Adeus, um dia, voltarei a ser feliz”, cantam os Gift. Pega-se nesta frase, como se pode escolher outra. Oiço-a. Preenche-me a nostalgia. Haja espaço na vida para tudo, que a tristeza, desorientação, perda, desassossego, desespero, solidão e outros estados que causam vazio e nos confundem fazem parte da vida. Haja um lugar certo para eles. Ou incerto. Entenda-se que são parte da vida. O bom e o mau junta-se à vida.
A sociedade está montada em valores que parecem ter mais sentido quando a vida é partilhada. As fantasias criadas para fazer sonhar o homem de hoje, transmitem uma ideia de felicidade que me indigna.
Anda tanto mundo à procura da felicidade!

Cenários pintados de sorrisos, situações perfeitas, casos com soluções, vidas repletas de facilidades. Não faltará mostrar as alternativas deste mapa que é a vida? Se o caminho para a felicidade fosse a chapa 5, não seríamos todos pessoas equilibradas, gratas e contentes?
A mim, o prazer de viver parece ser trilhar o caminho de sabores próprios.
Não me parece ser um fim, como esse cenário que cobram à sociedade.
Não julgo perigoso acreditar que a partilha da vida tem um sabor diferente da escolhida por aqueles que decidem manter-se sem par. É diferente da escolha do isolamento. É bem diferente.
Viver isolados faz pouco sentido. Precisamos dos outros. Também isto parece ser diferente de acreditar que o amor só existe a 2. E que sem o par não se é feliz. Estar sem par não é condição para a solidão.
Desconfio que se incute pouco a importância de acreditar no lugar do amor próprio no pódium da vida. Parece que se procura a felicidade plena da vida no outro. Como se fosse a condição para a nossa paz, ter alguém que nos escolheu ou quem nós escolhemos para partilhar a vida connosco. Acho que é por isso, que para algumas pessoas o fim de um amor se associa ao fim do sorriso.
A queda existe. Cai-se e isso é inevitável. Haverá quem acredite que há “meio entregar”? Não sei viver com meio amar ou meio viver. Vive-se. Ama-se. Não sei viver com meio intenso. Entrega-se.
Antes de esperarmos que alguém nos ame, a vida mostra que é primordial que nos amemos a nós mesmos. Por isso, acho sempre estranho quando me confessam que alguém o / a completa. Mas quem completa o quê em alguém?
Amemo-nos a nós mesmos e não depositemos no par a esperança de sermos felizes --> parece-me mais sensato! Será por isso que alguns de nós relativizem a importância de: pequenas coisas pequenos gestos, flores, céu, olhos e sorrisos?

A propósito:
Não é a força, mas a constância dos bons sentimentos que conduz os homens à felicidade.
Friedrich Nietzsche

Curta Metragem: A Cura


14.6.07

Prédio de Cegonhas


Santos en Français

A-n-d-a-r, bailaricos, povo, popular, recantos, pátios, ruas antigas, sardinha e encontrar pessoas que não esperamos. Voz do Operário, Alfama, Graça, Castelo, zona do ISPA, Campo das Cebolas… Os Santos!
Guardo na memória saídos de Alfragide, atulhados nos carros para Lx e dar o pézinho de dança em qualquer recanto.

2006 - Guardo o preço do chouriço! 7.5€ (façam a conta a 3!).
2007 - Antes do pavor que senti (que sentimos!) há que resumir o que se viveu num romper de palavras rápidas, coisa rara nestas noites: estacionar demora, o comer demora, chegar ao Castelo demora, e de novo, chegar ao carro, demora!
Carro para lá do Largo da Feira da Ladra e chegar à Casa dos Bicos. Encontrar jantados os 7 com quem íamos passar o resto da noite: 2 portuguesas e 5 franceses.
Bebeu-se e comeu-se com a bunda meio fora meio dentro em tábuas corridas, sardinha a pingar e pão molhado na gordura com o melhor sabor do mundo, água para empurrar, goles de imperial, e muitos “ouis” e “yes”. Falar e comer com toda aquela mistura de sons no ar já não é tarefa fácil, imagine-se com franceses.
A conta? Tentou-se ser sério. Depois de esperarmos sentados… de pé… achámos que: “está bom assim”. Este ano o “chouriço” ficou baratíssimo! De rosas nas mãos, porque os estrangeiros não resistem ao “qué frô”, lá fomos os 11 rua acima, travessa abaixo com os €s do jantar ainda no bolso.
Rosas distribuídas pelas damas no bailarico no Campo das Cebolas, rumo a Santa Apolónia e toca a subir.
O álcool subiu e o francês decidiu falar a todos (Bon soir!), beijar mulheres e homens e, ai (!), quem te acode! Homem neste país ou lhes tiras primeiro os azimutes, ou podes ter a cana do nariz a prémio. Explicar isto em francoinglês a um francês alegre…
Cerveja Fresca, Farturas, Fotos, Festa e Franceses. F…
Já se passava para a Sé em bicos de pé, sem espaço para um passo, mas este ano, mesmo sem nunca ter tido claustrofobia, julguei que o Sol podia deixar de brilhar por algum tempo. Vi-me no meio de uma confusão sem medida. Depois de ter percebido que fizesse o que fizesse não arredava pé para onde eu queria, mas para onde a multidão mandava, passo à frente, 2 passos atrás, e quase sem perceber para onde devia empinar o nariz para respirar… tive medo e só pensava: preciso de sair daqui…mas não adiantou pensar. Para ajudar, ali a 1 metro de mim, dois totós (o artista italiano que me perdoe!) com o músculo a rasgar a t’shirt, decidiram prometer murraças um ao outro. Mais, alguém se lembrou de subir para o topo de tudo e todos (tipo nos concertos), mas viu o chão rapidamente e percebi que aquilo estava para durar. Juro que foram minutos de sensações apertadas e estranhas. Ainda pensei que só eu tinha sentido. Reunida com os 10, vi em algumas caras o sentimento igual ao meu.
Santos é para divertir, não entendo como aquele momento pode ser divertido para alguém que preze a vida. Tenho de me esquecer disto, porque para o ano quero lá voltar. Com um mapa mental diferente e sem esperar encontrar novamente em sentido contrário a Polícia de Choque.

10.6.07

Pijamas azuis


O azul da roupa não é o mesmo azul de sempre.
Vestidos com o pijama azul, somos todos iguais. E no dia a dia como em Lisboa, sobra tão pouco tempo para apreciar o azul, o da vida.
Dei por mim num quarto branco e com camas brancas, com pessoas deitadas com visitas. Não se falava do outrora, muito menos do futuro, apenas do agora.
Na tv jogava Portugal, passavam pessoas no corredor, minutos que parecem horas, ou horas que parecem minutos.
Numa cama alguém quase sem auto-estima, um desgosto de amor foi o último estímulo para com ácido ficar sem ésofago, estômago e aumentar o desânimo pela vida.
Noutra, várias facadas de um amigo perfuraram pulmões jovens.
Noutra, alguém se movimenta de cadeira-de-rodas, sem metade de uma perna e com o maior sorriso daquele quarto.
Amigo, tens cancro, estás magro, amarelo, desanimado, com olhar baixo, sem respostas e com vontade de sair daí para fora. Está-te a faltar a força.
Olho-te e vejo-te na minha frente, à mesma altura que eu. Sorrio-te para que possas perceber que estou ali por ti. Toco-te, abraço-te e espero que saibas que o faço sem nunca me esquecendo de ti. Da tua boa vontade, da vivacidade dos teus 60 anos, pelo que já batahas-te neste mundo.
Acaba a visita, partimos e tu partes connosco. Sinto o quebrar do teu coração quando saímos por aquela porta amarela pelo tempo. Tempo que te falta.
A vida não é uma fase. Ainda que enfraqueça o espírito de qualquer um, ainda que cause um sofrimento sem futuro e faça parecer que nada nos alimenta a alma, a vida não se resume a vigiar a temperatura corporal muitas vezes ao dia, respirar oxigénio puro ou receber energia por um tubo.
A esperança não salva, nem aquece. Deixa manter os olhos abertos e receber a companhia, nem que seja em silêncio.
Acho que nos esquecemos muitas vezes de respeitar a vida de cada um, aceitar o que cada um é, porque qual de nós sabe o que vai lá dentro? Às vezes nem dentro de nós…
Há olhos que parecem que nem reconhecem a sua própria dignidade. Mas amigo, uma pessoa grande como tu, nem deve recear perdê-la.
Nem esse azul te roubará a dignidade.

O artista...

Mar… grande, único, ondulante
Como um lenço ao sabor do vento
Movimenta tudo com gracejo
Surpreende o mais desatento

Andorinha quando vem
Cores tristes com voo triunfante
Símbolo da Primavera
Faz sonhar o viajante

Ruma a terras distantes
Deixa marcas de vida
No regresso traz consigo
A esperança sempre viva de uma nova ida

Como um fogo
Lindo de ver, de olhar e fazer pensar
Como será lá viver?
Num centro quente e sempre a queimar?

Oleiro de momentos
Molda barro à lá carte…
Com contornos interessantes
Tira uma mulher do sério e isso é arte!

7.6.07

Isa, isto está mau?


A frase “isto está mau” é corriqueira, tornou-se banal, mas não para o meu interlocutor. Era uma simples conversa de cabeleireiro...
Isa, isto está mau?! – colocou esta questão várias vezes no diálogo, como pergunta retórica – Eu tinha uma boneca. No tempo dos meus pais, mesmo que existisse dinheiro, não existia a escolha de produtos que há hoje e “a coisa” podia nem existir. Hoje, as pessoas enchem o carrinho do supermercado, habituaram-se às marcas (às bolachas que estão à altura dos seus olhos), e na caixa paga-se o leite, o pão e a carne a crédito. Ao dia 5, subtrai-se a prestação da casa, do carro, do cartão visa, do supermercado, do plasma, do sofá, da tv por cabo, da Internet, das férias... É normal que no início do mês o dinheiro já escasseie. E ainda assim, isto está mau? Quantas pessoas tomam o pequeno-almoço fora de casa? As pessoas ascendem a ter o telemóvel topo de gama, o carro topo de gama, as roupas de marca e o melhor televisor. E depois comem macarrão 7 vezes por semana!

Actualmente
Emprestar dinheiro deve ser um dos negócios com maior sucesso. Vejamos: o negócio não estagnou, continua-se a vender carros e casas. Se por um lado, as taxas aumentam, por outro, aumentaram as facilidades de conseguir um crédito!
O mercado está diferente. A crise não é um fantasma, existe! O preço do dinheiro é o dobro do nível em que se encontrava quando se iniciou o actual ciclo de aumentos! Aumentou o preço de vida, os salários estagnaram, houve mudança na gestão e foi gerada a mudança de comportamento do consumidor. É mais frequente recorrer ao crédito.
E as mentalidades? Note-se que, é mais fácil mudar comportamentos do que mentalidades. As mentalidades não avançam ao mesmo ritmo!
Futuro
A tendência do mercado? Empréstimos de maior valor e sem necessitar de garantia.
Não tenho Maya no sobrenome. Mas sei que os maus hábitos pagam-se caros. Vejamos: os bancos habituaram-nos a utilizar a caixa Multibanco. Agora parece um mau hábito: pretendem cobrar uma taxa por essa utilização. Recordo que, aos bancos permitiu reduzir custos no pessoal!
Amanhã, alguma entidade percebe que viver a vida com dinheiro emprestado é um ciclo vicioso, mas de menor interesse para o seu negócio. E é preciso desabituar…
Se for, que preço pagamos nós?
Está-me a parecer que, para o consumidor mudar de mentalidade é necessário mudar a mentalidade da gestão em Portugal, de quem gere e, portanto, de quem tem o poder.
Se a Segurança Social tem problemas de viabilidade e se se aumenta a idade da reforma… que raio de mentalidade é esta? Que gestão é esta? Isto está mau? Está.
Claro que é preciso que as famílias mudem de comportamento, mas o exemplo tem de surgir por parte de quem tem este poder: o de gerir com cabeça, tronco e membros.

5.6.07

Luz masculina


Falando com amigo.

- O nosso coração não depende só de nós, mas o modo como o expomos, sim.

- O meu coração está trancado a 7 chaves. Não o exponho de maneira nenhuma. Mas o meu corpo é um doido.

- (risos)

- A vida de solteiro costuma ser curta, tenho que a aproveitar. Comportar mal quando posso.

- Hum, mas cautela. Davas-me esse conselho?

- Não, nada disso. Se um gajo anda a curtir com várias gajas, é o maior. Se a gaja faz o mesmo, é uma puta.

- Ah!

- Pessoalmente, não vejo as coisas por esse prisma. E até te digo mais, se fosse gaja era mesmo uma puta.

4.6.07

Camelos no Alentejo



>Actualidade

>Margem Sul

>Politiquices

>Camelos

>Painés da Univ. de Évora!!

Cidade Académica


Brancas e amarelas,
Ruas empedradas e floridas,
Vi uma Évora muito viva,
Cheia de pessoas sortidas.
Vestidos de preto e debaixo da capa,
Os estudantes encheram a cidade.
Vindos de todo o Portugal,
As famílias juntaram-se à comunidade.
Sem brisa e um Sol fortíssimo,
Ninguém perdeu a fé,
De assistir a todo o ritual
E ver o amigo atirado para fora de pé.
Uma vida que lhes vai deixar saudade,
A vivida em ruas torcidas.
Surpreendeu-me sentir o que senti
No meio de tantas imagens coloridas.
Na Rua Fria viveu-se o espírito
Da queima tão desejada.
A todos os finalistas espero que a vida lhes sorria,
Muito sucesso e uma carteira recheada!

3.6.07

Corrida da Mulher 2007


Um dos motivos da prova é angariar fundos para investir em aparelhos de rastreio usados na prevenção do Cancro da Mama (http://www.corridadamulher.com).
A prova realizou-se pela 2ª vez e, novamente, constactei que, as inscrições são exclusivas para mulheres. Não entendo...
> Os homens também podem desenvolver este tipo de cancro e é, inclusive, mais mortal no caso masculino.
> A recuperação da mulher está dependente do suporte familiar, onde necessariamente também se incluem os elementos masculinos da sua vida.

À moda dos Caixilhos&Laminados, questiono: para quando, um Dec.-lei que permita também a inscrição dos homens nesta prova?
Sabem quais os principais sintomas deste tipo de Cancro?
- aparecimento de nódulo ou endurecimento da mama ou debaixo do braço.
- mudança no tamanho ou no formato da mama.
- alteração na coloração ou na sensibilidade da pele da mama ou da auréola.
- secreção contínua por um dos ductos.
- retracção da pele da mama ou do mamilo.
- inchaço significativo ou retracção da pele.
Mulheres e homens, matenham-se atentos.
A pele bronzeia-se e o Sol queima. Mulheres espreitem as costas e os pescoços deles, e homens os peitos e os braços delas.