30.12.10

2011 - sonhos são sonhos, não importa o seu tamanho

costumo achar que sou uma pessoa com sorte, embora não acredite na sorte.
costumo dizer "i'm a lucky girl".
considero que a vida está sempre a dar-me coisas boas, a surpreender e a brindar-me.
parece que todos os dias são dias novos. pessoas novas. novidades novas. novos encontros.

sinto que já fiz algumas coisas que queria fazer na vida. claro, existe mais um monte de outras por fazer.
algumas fiz sem as desejar. nem sabia serem possíveis. mas aconteceram e proporcionaram-me muita alegria. sou muito grata por esta vida.

desejo que 2011 seja mais um ano de sonhos. podem ser pequenos, mas sonhos são sonhos, não importa o seu tamanho.
se puder ter alguma influência, peço que as pessoas lutem pela sua paz de espírito. e a conquistem.
e possam trazer às outras vidas isso mesmo. fazer a diferença.

sou grata por dormir descansada. faço por isso todos os dias.
nem sempre o que digo é bem entendido. ou nem sempre entendo bem os outros.
mas também acho que as pessoas muitas vezes entendem o que querem entender.
continuo descansada.

procuro lembrar-me todos os dias que o que vale na vida são as pequenas coisas, os momentos, às vezes, são coisas muito pequenas mesmo.
ainda assim, sei que são as pequenas coisas que tornam a vida uma grande aventura.
e eu quero continuar a vivê-la. a partilha-la. a colori-la. a compreende-la. acho que isso acontece na maior parte do meu tempo.

gasto muito tempo a pensar. gasto sim.
já me preocupei com isso. hoje aceito como uma forma de estar.
isso não me impede de viver a vida. e senti-la na sua plenitude.

também há contratempos. também há injustiças.
sim, não são novidades.
ainda assim, sou mesmo uma sortuda por estar neste momento em Portugal, a viver tudo o que está a contecer, com as pessoas que gosto e a admirar cada vez mais pessoas. e as pessoas.

também me desiludo. mas não me considero rancorosa. não há tempo para isso. nem acho que a vida mereça isso de mim.

desejo que 2011 brinde cada pessoa como a vida me tem brindado a mim. ou, se possível, mais ainda.

sei que amanhã passamos apenas uma marca no tempo. nada mais é do que isso.
mas ainda assim, é uma linha com importância para as pessoas. como se houvesse uma limpeza dos últimos dias e chegasse um belo balão de oxigénio com muitos dias novos para viver!
que a vida seja disfrutada mais intensamente, com essa sensação de que é possível repensar a vida, mudá-la, melhorá-la. todos temos esse poder.

Mundo, bom 2011!

16.12.10

resilientes expectativas

concorda em não virar costas às saídas
a magia reside nas misteriosas entradas
as resilientes expectativas
podem ser maltratadas, mas não abandonadas

que tropeços esses e julgados os outros
todos somos um céu aberto
aproveita e distribui flores
há 1000 maneiras de te manteres perto!

não saias de ti
nem te troques por nada
não te confundas com birras
se são loucas tempestades
agarra-te
vai viver, aproveita e sente a água
o vento e, depois,
em ti
lembra-te do Sol
e sente-te
tens todas estas liberdades!

5.12.10

dia de flash molhado

para os turistas de hoje,  Lisboa é um dia de flash molhado.
passei de carro por Belém e vi o que vento fazia: chapéus partidos, turistas a segurar as saias, uns debaixo dos impermeáveis transparentes, outros a tentar entrar nos Pastéis de Belém.
Lisboa não parecia a cidade com grande Luz. Ainda assim, estava bonita e arejou-me as ideias.
a marginal de Lisboa, é sempre aquela força maravilhosa. o mar está forte, hoje até galgou a estrada!
apeteceu-me ir comprar as prendas para as trocas deste Natal (algumas...), substituir os chinelos de casa, comprar um belo pão. ah! e agradecer as minhas mãos largas em ter gasto um dinheirão numas escovas novas para o carro, mas que de facto, fazem a diferença num dia de chuva como o de hoje.
agora, vou preparar umas tostas com tomate + óregãos + azeite + queijo e preparar-me para a nova semana.
já parece que é Natal!

27.10.10

lembrei-me (d)isto

é que
nenhum dia me posso esquecer
disto
de que
posso lembrar-te
disto
de cuidares de
ti
se puderes
bebe
isto
água
por ti
por mim
por nós por
isto
eu vou agora beber
glu glu gluuu! ah!
porquê? por
isto
porque deitamos tarde
ouvimos muito ruído
precisamos de pensar
de agir
lembra-te
disto
e água ajuda a revigorar
isto
os nossos
belos corpos.

4.10.10

“Instantes”, de Nadine Stair

Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo ainda do que tenho sido; na verdade, bem poucas pessoas levariam a sério.
Seria menos higiênico.
Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha, teria mais problemas reais e menos imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto da sua vida.

Claro que tive momentos de alegria.
Mas, se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos. Porque, se não sabem, disso é feito a vida: só de momentos – não percas o agora.
Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas; se voltasse a viver, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera a continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez uma vida pela frente.

Mas, já viram, tenho 85 anos e sei que estou morrendo.

Da escritora americana Nadine Stair, e falsamente, a algum tempo no Brasil, atribuído a Jorge Luis Borges, poeta Argentino

IF I HAD MY LIFE TO LIVE OVER
I'd dare to make more mistakes next time.
I'd relax, I would limber up.
I would be sillier than I have been this trip.
I would take fewer things seriously.
I would take more chances.

I would climb more mountains and swim more rivers.
I would eat more ice cream and less beans.
I would perhaps have more actual troubles,
but I'd have fewer imaginary ones.

You see, I'm one of those people who live
sensibly and sanely hour after hour,
day after day.

Oh, I've had my moments,
And if I had it to do over again,
I'd have more of them.
In fact, I'd try to have nothing else.
Just moments, one after another,
instead of living so many years ahead of each day.

I've been one of those people who never goes anywhere
without a thermometer, a hot water bottle, a raincoat
and a parachute.

If I had to do it again, I would travel lighter than I have.
If I had my life to live over,
I would start barefoot earlier in the spring
and stay that way later in the fall.
I would go to more dances.

I would ride more merry-go-rounds.
I would pick more daisies.

Nadine Stair,
85 years old.

29.8.10

trago em mim muito mais

à minha vida alguém já me touxe amor.

digo que ler outros faz lembrar o eu.
recordo ao meu ego coisas simples desse complexo.
trago-lhe segredos que o subsconsciente se esquece de partilhar.
ou não esquece, mas frequentemente deixo que o meu pensamento não lhes dê importância.

somos mais do que um corpo com um aspecto.
um aspecto de hoje.
porque, o que alguém vê, o nosso aspecto, será sempre algo que alguém vê.
um aspecto do passado.
e quando nos olham, lentes condicionadas por um conjunto de factores olham-nos.
não deve haver um só cruzamento igual a um outro!

sou mais que um olhar.
sou tantos olhares que prefiro investir a minha energia naquilo que deixo que sintam comigo.
e menos naquilo que alguém pode sentir simplesmente pelo meu aspecto.
porque sou mais complexa do que isso.

alguém hoje trouxe amor à vida?
simples complexidade.

26.8.10

em maio de 2009

O verdadeiro sentido da vida encontra-se quando tomamos consciência da morte ou simplesmente da fragilidade da vida.
1.5.2009

O mundo só ainda não foi destruído porque resiste à força do Homem.
11.05.2009

20.8.10

olhos do Universo


quando no tecto de estrelas me deixo estar
e no escuro embalo os sonhos pequeninos
rapidamente me deslumbro
pela luz desses meninos

e estou deitada na cama dos céus
em braços de um Deus grego
formas redondas e fortes
e largo o que carrego

são olhos do Universo
postos em mim agora
de uma Lua clara
que me faz esquecer a hora

parece madrugada vagabunda
de longa duração
coberta de um manto nebuloso
em que me entrego pela tua mão

5.8.10

no recanto do meu sonho

moras lá, no meu alto
quando os sonhos se demoram
onde ninguém me vê
onde os meus medos moram

por essas imagens relâmpago
onde apareces como herói da segurança
em que te vês como eu
moras no sitio em que o tempo não é lança

quando lá chegares um dia
espera por mim na manhã
que é no acordar que está a esperança
é neste sonho que volto a ser criança

cativo e altivo
sorriso aberto
olhos brilhantes
e peito coberto

coberto de um manto quente
despido da noite molhada
coberto da minha saliva
despido da morte anunciada

que no sonho que é cada dia
estejas sempre acompanhado
tenhas nas mãos o futuro
e sempre, sempre, um coração acarinhado.

5.7.10

embalando o sonho

este homem só pode ter sido muito persistente.

vontade rebelde renasce

até quando consigo conter esta vontade grande de quebrar
de parar e recomeçar
apagar e começar?

na cidade grande e fervilhante
pelo asfalto de mar bordado
respiro o céu deslumbrante
olho o cheiro do clima quente

e nessas paragens em que viajo
é nelas que sem sono encontro
a calma para me ver na arena
que posso não parar e construir
que alcanço o poder de criar sem romper
sem saltar a madrugada
e acordar no teu forte ombro
no teu azul saber que me serena

boa noite mundo fascinante
que não é espanto, mas se torna real
numa ideia desvairada
em que a minha imagem se encontra repousante

19.6.10

pára-arranca e não somos máquinas

aproxima-se a época do ano em que se assiste ao parar das máquinas laborais. depois do aquecimento com os feriados de Junho, chega o Verão e paramos para as merecidas férias. até aqui, sem novidade. todos os anos é o mesmo.
faço este apontamento pelo motivo do "pára-arranca" da minha sociedade. e reconheço, não somos máquinas.
quais os motivos que fazem o nosso país parar?
um dia desta semana (e vão já identificar o dia), andava pela rua e reparo que nem carros nem pessoas a circular. foi o primeiro jogo da nossa seleccção no mundial, às 15h de Portugal.
facto: o país parou. mesmo quem estava nos escritórios, mesmo nas lojas, mesmo... mesmo.
e quando joga o Benfica, o Benfas, o Glorioso, as rotundas parecem oásis.
ontem, dia 18, sexta-feira, o país parou para viver o dia do falecimento de Saramago.
deixo aqui o meu lamento. independentemente dos gostos do escritor por viver em Espanha e/ou ideais políticos (cada cabeça sua sentença), um grande escritor é sem dúvida uma grande perda. não há mais a dizer. as TVs encheram-se de comentários, escreveu-se quase tudo ontem sobre este facto e pessoas que  nunca terão lido ou sentido o pulso do escritor, falaram como quem opina sobre as promoções de um hipermercado.
vai com certeza vender-se Saramago como nunca e falar-se dele como nunca até aqui, julgo que nem mesmo quando foi nobel.
porquê? repare-se na origem da palavra economia, "o termo economia vem do grego oikos (casa) e nomos (costume ou lei) ou também gerir, administrar: daí "regras da casa" (lar) e "administraçao da casa" (in Wikipedia, http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia).
poderia dizer que, as regras com que administro a minha casa, são as regras que administro o meu trabalho, logo, a máquina que movo. diria, a socidade. a economia move-se pelas leis da vida.
feriados, futebol, mortes de ilustres fuguras públicas, casamentos, e a vida resume-se a uma tela, com comando à distância. agora o episódio 112 com o jogo do Benfica, depois o 113 com as noivas de Sto António e já se adivida as cenas dos próximos episódios: episódio 114, montagem do palco para a 1ª missa do Papa em Portugal.
em Portugal paramos por actividades que produzem emoção, também paramos porque a produção pára, quando uma fábrica decide parar uns dias, paramos no trânsito, quando é a final de um programa de entretenimento; paramos por tudo e por nada.
paramos muito em função da vida e dos sonhos de outros.

páro para escrever, reflectir e decidir com sentido aonde quero estar.
já percebi, se parar assim tanto, é capaz da minha vida parar e, pela lógica, o meu país também vai parar.

só por saber o que posso deixar parado, prefiro uma marcha lenta, a um pára-arranca que bloqueia as principais vias da minha sociedade.

e como se diz, não deixes para amanhã o que podes fazer hoje, ou deixa que comer, não deixes que fazer, vou por mãos à obra, sem nunca esquecer que não sou máquina, que tenho emoção e é no equilíbrio que reside a solução para muitos problemas do dia-a-dia.
este ano não encontrei forma de fazer a coisa diferente. sábado, dia 19 de Junho. dia de descanso para uns, para mim é dia de por os neurónios a 100% e dar o melhor. e amanhã, Domingo, dia 20, o mesmo.

p.s. espero que não párem para ler isto. como outras coisas que escrevo, são pensamentos que ponho por palavras para ordenar a minha mente, essa que não pára.

10.6.10

acordamos... quando?

quando acordamos?
sempre, estejamos vivos e a resposta é sempre.

e foi assim.
o dia amanheceu. respirei.
senti-me em mim.
e não parei.

mas sem parar tudo acontece na mesma.
um coração que era.
o grande passa a pequeno.
e paro bloqueada, o tempo não espera.

são agora imagens que imperam.
mensagens que tento descodificar.
e canso-me por querer saber
aquilo a que não dediquei horas a valorizar.

ninguém saberá ao certo quando é,
que passamos a reconhecer o essencial.
nem que nos falem, que esteja nos livros.
se não decidimos, tudo nos ocupa menos o vital. 

caso não decidamos, tudo o que é realmente importante
nos escapa,
quando finalmente acordamos.

23.5.10

novidades do vá para fora cá dentro

recentemente fiz umas mini-férias "vá para fora cá dentro". 1ª noite em Marvão. não ia lá há uns belos anos. anos à parte, Marvão é simplesmente um dos lugares no mundo mais perto do céu. saí de lá com a sensação de ter tocado o céu!...
a paisagem é grande, extensa, brilhante, verde e ao fim do dia foi rosa. depois das 21h o silêncio é brutal. é intenso. é forte. anda-se pelas ruas e não se avista ninguém. a casa onde ficámos é rústica, apetece ficar, viver lá e aproveitar a vista de todos os lados da casa, até do wc! o pequeno-almoço foi bem servido com um pão cozido a lenha e as famosas bolemas. SIM!
claro, muitas fotos. mas o principal foi a sensação de que temos de voltar lá mais umas quantas vezes na vida. simplesmente porque o corpo pede mais.
os primeiros minutos em Castelo de Vide foram decisivos para os próximos dias. conhecemos um viajante israelita. andámos  juntos pelos caminhos da cidade, subimos ao castelo, fomos à Sinagoga e à noite jantámos juntos. não faltou o Cação e belas costeletas de borrego.
vimos a antiga cidade Ammaia, fomos a Vila Viçosa e, pela 1ª vez, visitei o palácio de Vila Viçosa. Aconselho, vale a pena a visita, os 6€ são acompanhados por um guia e há explicação para os quadros, revestimento das paredes, molduras, candeeiros, móveis, etc. foi uma opção bem sucedida. a visita termina na cozinha com um serviço enorme de cobre e 2 mega pilões!!!!
visitámos o castelo e como todas as atracções neste país, o museu que existe lá fecha cedo.
mármore por todo o lado, voltámos a Castelo de Vide e a noite teve direito a sobremesas alentejanas, hum...
de regresso, Évora. no "1/4 para as 9" foi momento para almoçar. a costeleta de novilho não cabia no prato e as empadas de entrada são caseiras e servidas ainda quentes!
houve chuva e o mercado ao pé da Capela dos Ossos ainda tinha as portas abertas: chouriço, queijo de cabra, licor de poejo e mel. nesta altura já tinhamos comprado uns bolos Ss em Castelo de Vide, hum... tão baunssss!!
mais fotos e regresso a Lx. em Lx voltámos a marcar encontro com o nosso novo amigo de Israel e fomos pela 1ª vez ao Luso para apresentar o Bairro Alto, ouvir o fado e ver a dança de Folclore. não é barato, a cozinha é estilo francês e carece de marcação. pagou-se 7€ por uma imperial. yah. pois, o vá para fora cá dentro tem de tudo. preço à parte, o serviço é muito bom. antes de deixar Portugal, ainda fomos aos Pastéis de Belém. foram apreciados e transportados!
uns dias antes houve casório em Alenquer. drinks para que vos queremos(!), decidiu-se pernoitar ali pela zona. na Quinta de São Martinho houve boas surpresas. o pequeno-almoço foi c-a-s-e-i-r-o. bolos frescos com ovos da quinta. omoleta com 17 ovos, cebola, e coentros. depois de um casamento achei que este manjar dos deuses era demais, mas... o pessoal acordou às 11h e embora a pestana estivesse pesada, conseguiu ver tudo, provar, comer e ainda dar uma banhoca na piscina com a água a 28º. também aconselhamos este spot, próximo de Lisboa, com uma recepção muito familiar e um preço que compensa pela tranquilidade e pelo maravilhoso pequeno-almoço.
enfim, vive-se a vida o melhor que se pode, aproveitam-se as oportunidades e guardam-se momentos para mais tarde recordar. deixo umas fotos destes "agoras".

20.5.10

música para ler e beber

Eu fico
Com a pureza da resposta das crianças
É a vida, é bonita e é bonita
Viver, e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah meu Deus eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita
Viver, e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah meu Deus eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita
E a vida
E a vida o que é diga lá, meu irmão
Ela é a batida de um coração
Ela é uma doce ilusão, ê ô
Mas e a vida
Ela é maravida ou é sofrimento
Ela é alegria ou lamento
O que é, o que é, meu irmão
Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo
É uma gota é um tempo que nem dá um segundo
Há quem fale que é um divino mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor
Você diz que é luta e prazer
Ele diz que a vida e viver
Ela diz que melhor é morrer pois amada não é
E o verbo é sofrer
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der ou puder ou quiser
Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte
E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico
Com a pureza da resposta das crianças
É a vida, é bonita e é bonita
Viver, e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah meu Deus eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita
Viver, e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah meu Deus eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita
Viver, e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah meu Deus eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita
Viver, e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah meu Deus eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita

22.4.10

Ayurveda

Olá :)
Quando falo em ayurveda é frequente surgirem questões sobre o que é a
massagem ayurvédica e em que consiste.
Há muita info na net. Escolhi o seguinte video por ser claro e exemplificar algumas das técnicas. Tem aproximadamente 6 minutos e é enriquecedor para quem pretende adquirir uma introdução ao tem, simplesmente conhecer ou decidir experimentar!
Significado de ayurveda:
Ayur = Vida
Veda = Conhecimento
Conhecimento da vida.
Experimentem porque vale a pena!

19.4.10

Já dizia Epictetus


Eu rio dos que pensam que me podem prejudicar. Eles não sabem quem eu sou, não sabem o que eu penso, não podem sequer tocar as coisas que são realmente minhas e com as quais eu vivo.


Epictetus

15.4.10

sejais como sejais

que cristais sejam os teus espelhos em dias de chuva intensa, no Sol tenhas a sombra e sejas livre no que o mundo pensa
que os teus ais sejam música em dias tristes e infindáveis, na Lua tenhas a amiga e as tuas fronteiras sejam maleáveis
que o teu nada seja muito em dias mal desejados, no amanhecer tenhas a vontade e muitos sonhos realizados
que as tuas asas sejam tudo em dias não sonhados, no anoitecer tenhas o aconchego e a paixão nos momentos partilhados
em cada pedra de sal a oportunidade de provar, em cada gota de suor o prazer de voar
sonha. vive. festeja.
chora e não te esqueças que
cada minuto do teu tempo
é
cada oportunidade da tua vida.

14.4.10

Sol beijando o mar

volto a acordar ranhosa, com olheiras, mas consigo cantar pelo nariz :D
consigo cantar esta Shimbalaiê "vejo o Sol beijando o mar".
hoje se o Sol deixar vou ver esse espectáculo. até porque, junto ao mar fico muito menos ranhosa! ajuda. hoje vou aproveitar, e de entre tudo o que há para por em acção, quem sabe, ainda dá para ler, beber o saber de alguém e respirar a brisa marítima.

aproveitar dia 14 de Abril o melhor que pudermos. O dia já começou há umas horas por todo o Portugal. para os benfiquistas, acordou radiante. Lá calha! Como oiço muitas vezes:

Há mais marés do que marinheiros!

Sim, mas dia 14 de Abril, este ano, é só hoje, aproveitem-no da melhor forma possível.

12.4.10

O que pode ser o medo?

E se um medo for um fantasma?


Um som dos Paralamas do Sucesso: Lanterna dos Afogados


Uma Boa Semana, a 16ª de 2010!

6.4.10

Viragem: profissional

A vida faz-se de muitas fases. A que vivo é de viragem profissional.
Quantas pessoas desejaram mudar de área de actividade e investir numa nova completamente diferente? Acabei de fazê-lo. Dei uma volta de 180º no meu percurso profissional.

A mudança era desejada há algum tempo. Mas nem sempre temos essa oportunidade. À oportunidade aliei o facto de estar com 30 e querer fazer uma nova aposta em mim.
Neste momento invisto numa área de trabalho mais relacionado comigo. E acredito vai fazer-me profissionalmente mais feliz. Julgo que há pessoas que entendem ao que me refiro.
Estava como trabalhadora por conta de outrém e agora os meus rendimentos dependem única e exclusivamente das minhas acções.
Do passado não se deita nada fora. Pelo contrário, somam-se às novas e fazem de mim uma profissional diferente. Acredito que para mim faz toda a diferença. Ou seja, encontro sentido em tudo o que já fiz e aplico agora.
Até agora ainda não tenho frutos. Quer dizer, nenhum Euro. Acredito no entanto que:
- tudo depende de mim
- é preciso semear para colher
- preciso de investir em ferramentas (formação) para poder fazer a diferença (se quero ter sucesso)
- encaro os obstáculos (que na nova área são bem diferentes!) para estimular a força do meu tabalho
Novas exigências, novas oportunidades, novas provas, novos desafios, novas aprendizagens.O desafio está a ser grande. Está a valer a pena. Do ponto de vista profissional e pessoal o novo trabalho é mais exigente.
Comecei hoje uma acção de coaching. Certa de que me vai ajudar a ganhar boas práticas de trabalho. Terei de ser:
- estabelecer metas realistas
- disciplinada/organizada
- persistente
- medir o que faço (very important)
- esforçar-me por melhorar sempre (superar-me)
- e outros pontos que irei descobrir.
Não sei se o que aqui digo parece vago, mas eu acredito.

Whatever the mind of man can conceive and believe, it can achieve.
Napoleon Hill

28.3.10

Placebo de Março, quase Primavera


A hora mudou hoje.
O dia esteve muito bom e às 19h ainda deu para ver o Sol a baixar no fim da Marginal.
Domingo, preparação da semana. Levamos na bagagem um fim-de-semana cheio: a comemoração do Dia Nacional do Teatro com uma peça séria: Rei Édipo (fotos da peça aqui). Boa tragédia grega e grátis! Valeu os amigos terem conseguido bilhete: obrigada :) Graças a eles, FINALMENTE (!!) estive no "Teatro da Maria" - o Teatro Dona Maria, o grande Teatro Nacional. Isso é que foi uma bela estreia.
Prémio da noite: estacionamento de borla no Parque Mayer porque a máquina da cobrança estava avariada. Deu para os copos!
Bairro (Alto). A noite permitiu estar na rua, conviver, rir, beber caipirinhas, trocar umas paroles en français e alimentar-nos de cachorros (a fome apertava). Soube bem. Soube muito bem!
Para terminar, a caminhada até ao carro, descer e experimentar levar a amiga às cavalitas, que os cavalheiros iam mais à frente na treta! Noite para recordar.
Lembrei-me de Placebo porque noite com amigos e teatro, depois de uma semana e com um fim-de-semana em que se pica o ponto, pois que: adequa-se.
Agora apetece-me, oiço umas songs lamechas, banda sonora da novela brasuca que faz furor e deixo-me acalmar e encarar de frente e com força a nova semana.

p.s. o menos bom da semana: uns quantos não (resistir à frustração, sempre) e uma constipação que teima em não nos abandonar. Raios. Pingo, pingo. Mas, ok, cheira a Primavera! Vale tudo isso.

23.3.10

Anedota de Março - A VELA

A beata e piedosa Mª Antónia ia pela rua quando se cruzou com o sacerdote maduro.
O padre disse-lhe:
- "Bom dia. Por acaso você não é a Mª Antónia, a quem casei já há dois anos na minha antiga diocese?" Ela respondeu: - "Efectivamente, Padre, sou eu". O sacerdote perguntou: - "Mas não me lembro de ter baptizado um filho seu. Não teve nenhum?"
Ela respondeu: - "Não Padre, ainda não."
O padre disse: - "Bem, na próxima semana viajo para Roma. Por isso se vc quiser, acendo lá uma vela por si e seu marido, para que recebam a benção de poder ter filhos." Ela respondeu: - "Oh Padre, muito obrigada, ficamos ambos muito gratos."

Alguns anos mais tarde encontraram-se novamente. O sacerdote ancião perguntou: - "Bom dia Mª Antónia. Como está agora? Já teve filhos?"
Ela respondeu: - "Óh, sim Padre, 3 pares de gémeos e mais 4. No total 10!"
Disse o padre: - "Bendito seja o Senhor. Que maravilha. E onde está o seu marido? - "Vai a caminho de Roma, a ver se apaga a merda da vela."

17.3.10

São 24

São 24. Não são rosas como alguém canta, mas são 24horas as do dia.
Sim, o tempo para mim ganhou ainda mais importância.
Se prestar contas a mim mesma, o tempo ganha-me aos pontos.

Então como é que é cada vez mais difícil controlá-lo se temos cada vez mais meios e formas de o ganhar?

Fala-se muito actualmente na Gestão de Tempo. E há montes de livros a ensinar como geri-lo e a emprestar ferramentas para lá chegarmos. A questão é: será que o tempo para nós é importante?

IAC! Detesto perder tempo. Pois é, mas ainda perco. Acredito que melhoro a cada dia.
E não falo apenas no tempo perdido, como as conversas do "se eu tivesse 20 anos". Refiro-me à utilidade que dou ao tempo. Às escolhas que faço quando decido onde o emprego, onde o gasto.

Há pessoas que nos fazem perder tempo. Outras que nos ajudam a ganhar tempo.
Há pessoas maravilhosas que nos permitem aprender com elas, que nos deixam ver como é passar das palavras aos actos. Parece um acto de magia.
Verificamos que, acontece simplesmente. A conjectura de factores está reunida: a pessoa está lá, a fazer aquilo, antes do deadline, com tempo para emendar, para discutir, pensar sobre e sem stress. É como se a pessoa previsse que vai precisar de algo e já tem garantido aquilo antes que ela conteça.
Tenho verificado esta prática com alguns profissionais e é mesmo assim, parece magia. Eles vão à luta. Impelem os seus actos para tal e PLIM, acontece.

Tento não estar com pessoas que me fazem perder tempo. E que me consomem.
Chegada aos 30 aborrecem-me certas pessoas. Concluo que nem são as pessoas, mas ao fim e ao cabo, as suas atitudes. As suas atitudes fazem-me perder tempo!
Quem me conhece sabe que dificilmente me afasto mesmo. Talvez até possa parecer radical com este pensamento. Mas a verdade é que o corte não é literal. O que procuro é gerir as minhas escolhas. É apenas a escolha com quem quero ou não estar, ir ou não ir. Parece simples, mas é simplesmente a decisão de como escolho gastar um dos bens mais preciosos: o meu tempo.

A vida é mesmo curta e os dias... bem, opino que podiam ter 36h. Como não têm e recentemente a Terra só se mexeu ligeiramente e ainda não está posicionada para ter mais horas, bem (!), cá me dedico a gerir o meu tempo.

Dicas caseiras, mas que: FAZEM MAGIA!

Alguma dúvida? Cansa-me perder tempo. Perder tempo cansa-me.

p.s. claro que o TLM, a internet fazem magia, ajudam a poupar tempo, mas... não se iludam que deixa-nos mais tempo para qualquer coisa que gostamos. É um bocado como o dinheiro, quando vem costumas estar garantido. E sempre que há mais, teremos sempre novos planos para ele. A diferença é que o dinheiro É RECUPERÁVEL, o tempo, nah!
p.s.2. ganha-se tempo quando fazemos coisas em que acreditamos (apenas + uma dica caseira... mas que PLIM!)

Não me recompenses, simplesmente está.

ATITUDE. Qual a nossa atitude perante a importância da atitude?
Os dias são cheios. Cheios de horas, de minutos e de tanto mais. "Tanto mais" se assim o entendermos. Cheios de pessoas, palavras, momentos, atenções e encontros. Possiveis porque há pessoas.
Hoje Paulo de Vilhena lembrou-me que o tempo não se recupera. É um ponto firme. Costumo dizer que: "não me recompenses, simplesmente está".
Se a vida é o que quisermos que seja," o que quisermos que seja" depende da forma como olhamos para ela e da sua importância. Ou seja, atitude perante a vida.
Vi este video e lembrei-me das oportunidade que temos para inverter a marcha ou mudar de direcção ao longo da vida.... Ver mais
VIDA. Qual a nossa atitude perante a vida?
A atitude é mesmo muito.

Escrito no facebook

26.2.10

a loucura é tudo

nada de tudo
é nada
e tudo de nada
é nada

nada de nada
é a certeza

a certeza não existe
a loucura é tudo
o tudo não existe
a loucura é nada

a loucura é o nada que alimenta a certeza
a certeza de muito, mesmo que o muito não seja tudo
porque o tudo não existe

14.1.10

Janeiro bem regado

E quando se pensava que a chuva estava apenas de férias, ela torna-se parte do nosso dia-a-dia.
Nas voltas do dia de ontem, aconteceu ter de ir à Baixa de Lisboa. A chuva era de tal maneira intensa que os meus pés rapidamente a-l-a-g-a-r-a-m. A sensação do pé molhado pela água da chuva era daquelas que já não sentia vai para muitos anos. Não é propriamente agradável. Mas para compensar, e não deitar por terra a viagem pela Baixa, antes de abalar, passei pela Pérola do Rossio para um chá novo, para além do habitual roibos.
Há muito que tento comprar o chá de Aloe-vera e Ginseng, mas não existe na loja vão talvez 5 meses. Aqui em casa foi preciso racionar o resto da mistura e de tão bom que era deixou saudades. "Saudadi, saudadi..."
Para hoje previam melhoria do tempo, começou a chover há 10 minutos e ainda não cessou.
É mais um dia para se experimentar a sensação do chapéu partido, da grande molha em apenas 5 minutos, de conduzir estilo prova de obstáculos, desvia do resto do chapéu branco, desvia da tampa de esgoto deslocada, desvia dos lençóis de água (autênticos rios!), desvia da água de repuxo dos carros que circulam na faixa contrária...!
Ah! E a quantidade de carros marcados pelas batidas. Ui, aqui na praceta já são bastantes. Os bate-chapas vão ter um Inverno poderoso...!
Caso para dizer, se Janeiro é regado conduza com cuidado.

26.12.09

2010 simplesmente ser!

consigo perceber melhor porque é que as correntes positivas têm cada vez mais força entre nós. entendo melhor porque se vendem mais livros de psicólogos, psiquiatras, da Ophra, de histórias de amor e de experiências de vida que resultam do simples acreditar.
e porquê?
as pessoas quando passam a acreditar que têm escolha, percebem que a vida é em grande parte o resultado das suas decisões. porque experimentam acreditar e concluem que resulta, que afinal os milgares existem, bastando para tal acreditar nisso. porque sentem a diferença que isso faz, ou tem feito, nas pessoas que passam a acreditar mais em si e no poder ao seu alcance que têm todos os dias.

chegada ao fim de mais um ano, esse limite de tempo que não existe, mas que é comum a todos, descubro que para 2010 o meu maior desejo é que, simplesmente, a vida aconteça. porque se deixar que o inesperado tenha o seu lugar, a vida tem belas surpresas para nós.
claro é que, há dias melhores e dias menos bons. mas também sei que tenho poder sobre as minhas acções e posso fazer sempre o melhor possível dadas as circunstâncias.
se acreditamos é. por isso, acredito que 2010, este nº tão redondo, simplesmente seja, aconteça. e tenhamos liberdade para viver cada dia da melhor forma possível.
Bom 2010!

23.11.09

All i ask of you...

is... ver um bom filme romântico aqui!

19.11.09

Nós e a dança

O pé está a fazer batuque, há um som... Não é um som qualquer, ah! É SALSA!
Passamos pela dança, a dança passa por nós, mas no fundo, nós vamos estar sempre com a Dança.

Como é a vida quando a Salsa nos bate à porta?
Entrevistados os que sabem: http://www.latinquarter.eu/pt/index.php?option=com_content&task=view&id=440&Itemid=65


SIM a todas as sensações que já vivi, descobri na dança e através dela.
Que haja sempre um pouco de dança nas nossas vidas.
Bem-haja o
Latin Quarter : )

18.11.09

Nova etapa

Novo é tudo o que deixamos que seja.
Então deixo ser.

Novo é o dia, novo é o agora, novo pode ser o ano.
Então quero acordar assim.

Nova a vida cada dia, nova a mente,
e cada hora há nova gente!
Então vou estar assim.

E se se quer a mudança,
que se ponha a vontade.
Nesta vida só se alcança,
se sonharmos com liberdade.

Em cada desafio há uma flor.
Pode ser a rosa, a camélia ou a estrelicia.
Quem quiser criar um jardim,
aceite a floral caricia.

Descubro em cada momento uma pétala,
um aroma, uma cor, uma forte energia.
Acredito que em cada novo caminho,
há novas flores em cada dia.

5.11.09

em Novembro 2009, eu a louca!

Parados no passeio à espera que o semáforo mudasse. Mudou! Não foi para o verde.
Foi a ausência total do código da estrada, a ausência do asfalto, das rodas. Enfim, a ausência de um mapa. Despedimento colectivo.
Talvez tida como louca, porque a tranquilidade tomou conta de mim. Mas a louca que posso ser, é a mesma que não vive adormecida e está na escuridão acordada.
Se o poeta nos pede para acreditar, para sermos marinheiros do nosso mar, para sonharmos, para literalmente navegarmos, que hei-de eu ser, se acredito que a vida são 2 dias e um é para acordar? Se eu mesma dou força ao poeta e sonhador?
As minhas emoções não são pós de pólvora guardados em barris. Sou emoção! E é por isso que sinto cada dia como a oportunidade para ser cada vez melhor.

Foi quase por acaso que li Augusto Cury. Não foi por acaso que o tornei a encontrar!
Li numa das suas contracapas:
"Nada é tão belo e complexo quanto a emoção. Ela é capaz de tornar os ricos em miseráveis e os miseráveis em ricos. Você pode treinar a sua emoção para ser feliz e tranquilo, para gerir os pensamentos, superar a ansiedade e descobrir coragem na dor, força na fragilidade, lições nos fracassos".

Há fracassos que não são meus. E há fracassos que não são nossos.

1.10.09

estranhamente

estranhamento se deixa estar
na companhia
são noites quentes que caem sobre nós
a viagem da Fantasia

estranhamento sem destino
antes do dia
são madrugadas que nos cercam
a viagem da Ironia

sempre que assim se é
sempre que a Lua nos comanda
afastamo-nos do Sol
essa, a luz que já não manda

estranhamente singulares
que se extendem languidamente
como as flores frescas
naturais como o lado da água ardente

estranhamente sem alma
ondas de marés frias
vão com calma
banhar-te, tu que as não conhecias!

pessoas desalmadas
sem destino de comparsa
apenas corpos quentes e mãos dadas
vestidos entre o riso e a farsa

2.9.09

Setembro!

Heis chegado o tempo em que a energia está para mim, como os peixes voadores para os restantes das suas espécies: ela voa sobre e acima de mim. Sempre foi assim, e julgo não saber com toda a certeza porque acontece.
Da mesma maneira que as folhas das árvores tendem a cair, naquelas em que a sua natureza as tornam caducas, a minha árvore sente finalmente todos os seus ramos, veios e raizes.
É altura de pedir mais a mim mesma. De não deixar que o negativo atraque, de contrariar os pensamentos fortes acerca do Inverno difícil que se avizinha. É o tempo de não dar tréguas e empenhar-me no esforço.
É quando a clareza comanda. E quando me vejo melhor.
Não é assim para todos, isso seio-o há muito. Mas comigo é assim, e já são alguns anos.

E agora que os meses do Verão intenso terminaram, onde as longas e quentes espreguiçadelas debaixo da sombrinha já tiveram lugar, onde se beberam dos momentos extasiantes os longos, loucos e criativos pensamentos, é tempo de cultivar. Para outros, o da vindima!

A minha vontade são partidas para outras paragens. A minha.
O que preenche a alma são as minhas vontades, as que me fazem voar e pairar sobre tudo:
- sobre o trânsito
- sobre horas ocupadas entre números e pessoas
- sobre a criação do jantar
- sobre conversas de outras vidas
- sobre palavras que leio
São na verdade, que é a minha verdade, o que me faz sonhar.

Se não nos sentimos mais valia em alguma coisa, onde faz a nossa unidade a diferença no mundo verde e azul que, visto ao longe, ainda parece ser o nosso?

É aqui que quero chegar, a mim mesma, aquilo que me torna EU e que sei, me torna mais apta para qualquer coisa. A qualquer coisa é a tal coisa, aquela em que vou respirar e me sentir confortável quando debruçada sobre algo simplesmente pela vontade: a vontade de saber mais, de saber o que alguém já sabe, a vontade de juntar o saber de outro ao meu.

Estarei um dia num perfeito cenário: eu, um livro à minha escolha, numa poltrona e um candeiro de pé alto. A vontade da visão romântica também é minha. Eu a que põe romantismo em tanta coisa.
Eu a lamechas.
Sim, eu sou assim. Lamechas por vontade própria.

Setembro começou, sempre com manhãs claras e tardes sonhadoras. Setembro é sempre o palco da vida das minhas vontades.

23.7.09

Procura-se revista na Fuseta

Caminhando... Cheira a férias. Algarve.
Andava à procura de um sitio para comprar uma revista na Fuseta. A rua principal não é pequena, mas não foi fácil perceber que se chega à dita cuja quando se vem do lado da praia. Não parece que cheguei finalmente à rua onde poderei comprar uma bela revista para passar um bom bocado na praia.
Assalta-me uma bela dor de barriga. Já tenho a revista na mão. Ainda não a paguei e estou indecisa: deixo a revista (que me levou muitos minutos preciosos a escolher e não passo despercebida porque... estive ali muito tempo...) ou deixo-me estar na fila onde tem muita gente para o €milhões - é Sexta-feira - e controlo os suores (e tudo o mais). Fico na fila em que cada palavra que a Srª do balcão troca parece uma missa. Tive pouco tempo para pensar, para validar o troco, mas rapidamente pego nas moedas e procuro AR!
Rua nova para mim, desço, subo? Desço.
Entro no café da Tianica, atravesso-o porque me parece vislumbrar a porta salvadora ao fundo. Mas, é a dos homens e entretanto estão já 2 senhores a indicar-me a casinha respectiva. Encontro o mini wc (muito escondidinho do lado esquerdo) e lá me safo!
Para disfarce, peço um café e um pastel de nata. É a minha vez de assaltar, assalto a bela da esplanada! Alivio. Está-se bem numa rua sem trânsito e com 2 francesas ao meu lado, já com os seus 60 e tais anitos.
Abro a revista que escolhi e TCHAM! Bela revista. Custou-me 3 euros, mas está a surpreender-me. Boas palavras, imagens, novidades, textos, peças de valor. As fotos da Julia Pinheiro não estão propriemante trabalhadas, na capa apatenta cansaço. Não parece ter levado photoshop. Será estratégia da revista? Reparei depois que só aparecem mulheres na capa. Estamos no nº 6 da revista e só Sras. Vou fazer o follow-up às próximas...
Bem, já bebi o café e desventrei o interior do pastel de nata com a colher de café (soube melhor do que pato!), saio então para voltar para o pé do pessoal que está na praia quase a levantar voo. Estão na Praia dos Tesos.
É então que, antes de voltar à areia, descubro este sitio mara-vi-lho-so. Portas abertas, janelas abertas: uma biblioteca (eu disse, uma BI-BLIO-TE-CA) que até tem literatura japonesa (!) e podes navegar durante 35 minutos totalmente de borla. Estou maravilhada! Biblioteca!!
Não resisto e aproveito para mandar uns mimos, que é como quem diz, umas palavrinhas. Observo as prateleiras, a dinâmica do sitio e... tenho de ir.
Agora ainda vou ali à loja do cavalo... aos CTT. (Ía, não fui).

Chego à praia e descubro:
- comi o melhor pastel de nata das redondezas (sorte...)
- a praia dos tesos é qualquer uma em que não seja preciso apanhar o barco, existe na Fuseta, em Tavira...
- já não há vento, a água mantém-se nos 18º, mas agora tenho palavras novas comigo e... as palavras são mesmo assim, partilham-se.

1.7.09

falta de amar

são as voltas que damos
as voltas que são
trocados os minutos que somos
transformado o dia em atenção

o dia que não temos ainda
que outrora crianças tiveram
presente sempre isso em nós
e nunca lembramos o que os dias eram

e se não esquecemos o livre que fomos
frustramos os momentos do agora
poucos que os que são e somos
presos por muitos fios a toda a hora

o fio do duro do dinheiro
o fio do responsável que é do duro
mais aquelas que temos e não sabemos
e omite o mundo o fio mais puro

aquele que nos segura aos momentos de outrora
que garante a sensatez no dia de agora
que dá sabor a cada hora
e que nos leva p'ra longe da vontade de ir embora

desenrolados de novelos
soltos das linhas e largados à sorte
os que soltos navegam por bons dias escassos
farão círculos e rabiscos em busca do fio mais forte

os que da raiva se apoderam
e não conseguem estar a sós
os que da agressividade bebem
porque temem fazer parte do comum nós

não tenho a razão do amor
como o segredo para toda a cura
mas acredito que é capaz
de trocar as voltas já trocadas e trazer à tona a zona humana mais pura

são as voltas que damos
e a todo o minuto as guardamos.
as voltas que somos,
transformadas nas pessoas que nos tornamos.

8.6.09

e se podemos voltar a ser pequenos!

e se a mente nos mente!
pelas ruelas em que andamos, perdidos na noite, onde será que acabamos?
quando os pensamentos nos assaltam, quando o cenário escurece, as emoções não cantam e, sem controlo nosso, o agora humedece.
se julgar o que já sei, é tão pouco ainda. passos de gigante para o que saberei adiante.
mas se acreditar no meu conhecimento, recordo que a aurora é linda, lembra-me que não devo ignorar o que já fomos, somos, mesmo que seja tão forte, bem forte, o malabarista pensamento!

faço contas à idade, heis-me Mundo nos trinta. hei-la aqui com gestos e outros trocados, e algo mais que a vida nos deixa guardar. ela na vida e a vida nela, sem braços cruzados, antes um corpo com marcas, alguns sonhos e laços bem decorados.

já me ensinou a vida que há sinais que não devemos descurar.
e se lemos nas entrelinhas!
os sinais cohabitam com os demais e... na noite cinzenta há sempre estrelinhas!

ignorar tudo isso seria
esquecer-me de mim num simples negar,
simplesmente assim.

do lápis que sai o nosso caminho, saí eu um dia, ou então estive lá sempre, entre saltos de tranpolim e motes de alegria e tudo isso fará parte de mim em qualquer momento e pedacinho.

são pormenores que não se pode fingir não ver. porque são olhos que fogem dos nossos e jamais esquecer para onde foram.
e se se pode fugir do nosso ser!
será esquecer a difícil escalada de volta ao mundo dos sonhos,
à fortaleza de cada um,
construída quando nos encontramos,
e entendemos o valor que temos quando tudo foi embora.
e já sabemos, se sabemos!,
podemos voltar a ser pequenos.

pois que se sofre por sentir,
na luta em controlar, esconder, diminuir os nossos devaneios.
e na luta à outra face, que reside em nós pela certeza que não nos deixa - o saber sentido!
não nos abandone a intuição!
se a deixar morar em mim e dar menos aso aos meus anseios,
encontro, por fim, a paz que desejo para o meu coração.

9.5.09

eu, a tal!

Os tolos dizem que aprendem com os seus próprios erros; eu prefiro aprender com os erros dos outros. (Bismarck)

Diz a música do anzol, já não há nada de novo aqui, debaixo do Sol. É quando procuramos contornar a própria vida, inventar a roda e quando, por fim, ouvimos a nossa história na 3ª pessoa. Ninguém quer para já acreditar que passou pela vida de alguém para aceitar que foi um castelo de areia, uma pirâmide de ilusão. Talvez magoe, mas na verdade a que é que isso TE soa? E se for hora de desistir disto e voltar a acreditar em nós mesmos, nos nossos sinais?

eu, a tal!

iludimo-nos que sem nós não ultrapassa, sem nós vai piorar. maior o mal.
que até vai deprimir o palhaço pobre porque, afinal, nós seremos a tal.

a tal pessoa!

podemos pintar o céu da cor que quisermos, rosa, verde, violeta.
podemos ver flores nas nuvens, e tornar branca a cor preta.

querer cegamente alguém afastamo-nos de nós mesmos.
dizem que depois "rapidamente crescemos".
não nos dizem que, será precisa uma luta (só nossa) para voltarmos a nós mesmos.
de súbito perdemo-nos até do que parece ser óbvio querermos.

já não estou lá. não pareço eu. é a minha voz perturbada.
são os meus olhos com névoas e o céu derrubou o tecto na madrugada!
sugada a força, deturpada a mente e a segura emoção está desajeitada.
choras por tudo e por nada.

todas as energias a acreditar que sería a tal para te mudar.
seríamos a força para esse caminho. para fugires do teu próprio poço, onde o humano está sem asas para voar.
deveras já nos disseram "a força é a de cada um" e que da rede vem o apoio que oiço.
e amor é para ser o bem, e só costuma haver um lugar no baloiço.

às vezes esquecemo-nos de ser objectivos, porque também nos pedem para não pensar.
para sentir apenas. mas quando o amor entra apenas por uma porta, e só
uma pessoa abre o coração, é inevitável...
precisarás de força para tu fugires e te ouvires. porque quando procurares por esse amor, já não poderás contar com a sua mão.

basta que prestes atenção a ti. é o momento para agarrares nas tuas flores, que ainda têm cores. regar o teu jardim. é hora de pores fim. e seguires. podes pedir às forças da natureza, ao céu e o mar, se falares com eles, vão-te ouvir. e tu permitires que a vida siga. o Sol nasce todos os dias e as marés mudarão sempre.

mas só mudará aquele que quiser. se o procurar lá dentro.
se gostar da vida com sal. se desistir do seu centro.
se procurar em si, onde cresce
a raiz do mal.
se voar para fora e desejar atingir o que a vida tem de banal.
o difícil de conseguir se continuar a fugir de si.
e remar contra a maré de quem gosta de... TI.

7.5.09

amanheceu


amanheceu e desde então
esperando pelo luar
aquele que cobre toda a noite
começo a tocar

aprendi nas cordas dessa viola
a encontrar-me
perder-me pelos sons
a perfeição para proteger-me

e quando os gritos são mais altos
toco mais e mais
sempre de olhos fechados
para controlar esse sentimento que não desaparece jamais

quando essas vibrações já não bastam
busco a luz natural
para iluminar a minha sombra
e trazer-me de volta o quente da vida pintada de cal

com orgulho canto depois
debaixo de um duche extasiante
encontro-me de novo...
lembro-me como é bom poder ter dias de tom desafiante

quando podemos lutar
e experimentar a vida e os seus lados
e sempre poder voltar a nós
com a noção de evoluirmos a crer nos dias partilhados

25.4.09

seja feita a nossa vontade

porque vivemos agora?

não sei porque se sentem tão conformados
os meus semelhantes de agora
porque se esquecem hoje
que se lutou outrora?

não sei porque se ignora
o sentido lato da Liberdade
aquela que nos trouxe assim até aqui
e que nos deixa falar a verdade.
não sei o que querem os que comigo se cruzam
mas sei que...
a saber
a querer
vivem!
pois que a opção faz toda a diferença
entre o que se vive e o que se desejaria viver
embora para muitos se mantenha a semelhança
para mim é tão simples como ter alternativa e eu a poder escolher.


Valorizo o 25 de Abril pela importância que hoje tem no meu dia-a-dia.
não é que vá comprar um cravo, ou manifestar-me com os que viveram o 74. mas saboreio todos os dias a liberdade de que gozo por ter nascido onde nasci, 5 anos depois da Revolução dos Cravos, aqui junto ao Atlântico, em Lisboa, onde desde que me lembro não se vive oprimido pelo regime que vigora.
o que faço com isso?
leio o que quero. oiço o que quero. falo o que penso, onde me apetecer. compro o que quero. até posso ir à net e encomendar um livro qualquer, o que eu quiser, noutra parte do mundo, na língua que eu quiser. e viajo para onde quero (até onde as minhas economias mo permitem :D)
seja feita a nossa vontade, assim na Terra como no Céu.

a importância do enquadramento

Este cartaz está exactamente à entrada da Quinta da Fonte, Oeiras.
Sobressai aos condutores mais atentos, pelo simples facto de existir um elevado nível de enquadramento entre o cartaz e os ramos cortados de uma árvore. Se repararmos bem, existe até uma grande similariedade entre o símbolo da campanha (canto inferior direito) e o formato dos ramos!

p.s. utilizanto uma expressão muito usada por uma grande amiga minha: não gosto da atitude da Manuela Ferreira Leite "nem com molho de tomate".