25.1.08

alma nua

há estranhas nas entranhas
dificeis de traduzir
dimensões tamanhas
fortes no sentir

controlar
essa vela que teima
aroma doce
será que nunca queima?

a raiva contida
num cheiro a baunilha
em música que quero esquecida
fumada em comum cigarrilha

solta-me na corrida
sai pelos poros
farta de ser mordida
quando ardem esses toros?

sinto pressão
sobre a mente
a raiva é como veneno
torna o cérebro em serpente

cega pela cor dessa rocha
vou parti-la pedaço a pedaço
acender uma tocha
cinza desaparece pelo espaço

escolho os melhores para guardar
tantos que não cabem
nesta história que quero libertar
para seguir só e com o bem a que sabem

emociona-me ouvir estes sons
vagueio pelo passado ensombrada
mas no ar há cristais que respiro
e hoje sei, fui abençoada

de par em par
posso estalar os dedos para o céu?
apetece-me fazer magia
e entregar a minha alma nua
destapá-la deste véu
abrir o coração
e deixar de ser tua.

1 comentário:

_aifos_ disse...

Gostei!:)
Vou reler novamnete!