1.7.08

momentos bem fugazes

nas vozes que se ouvem depois da cidade adormecer
encontro o meu eco desejoso de se deixar ver.

paro um pouco então, descanso o cérebro activo,
deixo o meu eu se libertar para um lugar que me é cativo.

começo por lembrar o dia inteiro a passar,
que depois começa a turvar, começo a fantasiar... e heis que se mistura a vida com o sonhar.
há momentos bem fugazes em que retomo à cidade,
em que me tento lembrar onde estava eu naquela claridade?

oh! é noite, o sono está a pregar-me partidas.
no deitar vem o aconchegar do próximo dia quase a chegar, hora de aproveitar estes pequenos tempos entre vidas.

volto à posição fetal, quase ultrapassada pela consciência,
retomo o sonho antes parado... largo-me no infinito e esqueço as respostas da ciência.

1 comentário:

Paulo T Pires disse...

tudo é fugaz, tudo é efémero, tudo?