5.7.10
vontade rebelde renasce
de parar e recomeçar
apagar e começar?
na cidade grande e fervilhante
pelo asfalto de mar bordado
respiro o céu deslumbrante
olho o cheiro do clima quente
e nessas paragens em que viajo
é nelas que sem sono encontro
a calma para me ver na arena
que posso não parar e construir
que alcanço o poder de criar sem romper
sem saltar a madrugada
e acordar no teu forte ombro
no teu azul saber que me serena
boa noite mundo fascinante
que não é espanto, mas se torna real
numa ideia desvairada
em que a minha imagem se encontra repousante
19.6.10
pára-arranca e não somos máquinas
faço este apontamento pelo motivo do "pára-arranca" da minha sociedade. e reconheço, não somos máquinas.
quais os motivos que fazem o nosso país parar?
um dia desta semana (e vão já identificar o dia), andava pela rua e reparo que nem carros nem pessoas a circular. foi o primeiro jogo da nossa seleccção no mundial, às 15h de Portugal.
facto: o país parou. mesmo quem estava nos escritórios, mesmo nas lojas, mesmo... mesmo.
e quando joga o Benfica, o Benfas, o Glorioso, as rotundas parecem oásis.
ontem, dia 18, sexta-feira, o país parou para viver o dia do falecimento de Saramago.
deixo aqui o meu lamento. independentemente dos gostos do escritor por viver em Espanha e/ou ideais políticos (cada cabeça sua sentença), um grande escritor é sem dúvida uma grande perda. não há mais a dizer. as TVs encheram-se de comentários, escreveu-se quase tudo ontem sobre este facto e pessoas que nunca terão lido ou sentido o pulso do escritor, falaram como quem opina sobre as promoções de um hipermercado.
vai com certeza vender-se Saramago como nunca e falar-se dele como nunca até aqui, julgo que nem mesmo quando foi nobel.
porquê? repare-se na origem da palavra economia, "o termo economia vem do grego oikos (casa) e nomos (costume ou lei) ou também gerir, administrar: daí "regras da casa" (lar) e "administraçao da casa" (in Wikipedia, http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia).
poderia dizer que, as regras com que administro a minha casa, são as regras que administro o meu trabalho, logo, a máquina que movo. diria, a socidade. a economia move-se pelas leis da vida.
feriados, futebol, mortes de ilustres fuguras públicas, casamentos, e a vida resume-se a uma tela, com comando à distância. agora o episódio 112 com o jogo do Benfica, depois o 113 com as noivas de Sto António e já se adivida as cenas dos próximos episódios: episódio 114, montagem do palco para a 1ª missa do Papa em Portugal.
em Portugal paramos por actividades que produzem emoção, também paramos porque a produção pára, quando uma fábrica decide parar uns dias, paramos no trânsito, quando é a final de um programa de entretenimento; paramos por tudo e por nada.
paramos muito em função da vida e dos sonhos de outros.
páro para escrever, reflectir e decidir com sentido aonde quero estar.
já percebi, se parar assim tanto, é capaz da minha vida parar e, pela lógica, o meu país também vai parar.
só por saber o que posso deixar parado, prefiro uma marcha lenta, a um pára-arranca que bloqueia as principais vias da minha sociedade.
e como se diz, não deixes para amanhã o que podes fazer hoje, ou deixa que comer, não deixes que fazer, vou por mãos à obra, sem nunca esquecer que não sou máquina, que tenho emoção e é no equilíbrio que reside a solução para muitos problemas do dia-a-dia.
este ano não encontrei forma de fazer a coisa diferente. sábado, dia 19 de Junho. dia de descanso para uns, para mim é dia de por os neurónios a 100% e dar o melhor. e amanhã, Domingo, dia 20, o mesmo.
p.s. espero que não párem para ler isto. como outras coisas que escrevo, são pensamentos que ponho por palavras para ordenar a minha mente, essa que não pára.
10.6.10
acordamos... quando?
sempre, estejamos vivos e a resposta é sempre.
e foi assim.
o dia amanheceu. respirei.
senti-me em mim.
e não parei.
mas sem parar tudo acontece na mesma.
um coração que era.
o grande passa a pequeno.
e paro bloqueada, o tempo não espera.
são agora imagens que imperam.
mensagens que tento descodificar.
e canso-me por querer saber
aquilo a que não dediquei horas a valorizar.
ninguém saberá ao certo quando é,
que passamos a reconhecer o essencial.
nem que nos falem, que esteja nos livros.
se não decidimos, tudo nos ocupa menos o vital.
caso não decidamos, tudo o que é realmente importante
nos escapa,
quando finalmente acordamos.
23.5.10
novidades do vá para fora cá dentro
a paisagem é grande, extensa, brilhante, verde e ao fim do dia foi rosa. depois das 21h o silêncio é brutal. é intenso. é forte. anda-se pelas ruas e não se avista ninguém. a casa onde ficámos é rústica, apetece ficar, viver lá e aproveitar a vista de todos os lados da casa, até do wc! o pequeno-almoço foi bem servido com um pão cozido a lenha e as famosas bolemas. SIM!
claro, muitas fotos. mas o principal foi a sensação de que temos de voltar lá mais umas quantas vezes na vida. simplesmente porque o corpo pede mais.
os primeiros minutos em Castelo de Vide foram decisivos para os próximos dias. conhecemos um viajante israelita. andámos juntos pelos caminhos da cidade, subimos ao castelo, fomos à Sinagoga e à noite jantámos juntos. não faltou o Cação e belas costeletas de borrego.
vimos a antiga cidade Ammaia, fomos a Vila Viçosa e, pela 1ª vez, visitei o palácio de Vila Viçosa. Aconselho, vale a pena a visita, os 6€ são acompanhados por um guia e há explicação para os quadros, revestimento das paredes, molduras, candeeiros, móveis, etc. foi uma opção bem sucedida. a visita termina na cozinha com um serviço enorme de cobre e 2 mega pilões!!!!
visitámos o castelo e como todas as atracções neste país, o museu que existe lá fecha cedo.
mármore por todo o lado, voltámos a Castelo de Vide e a noite teve direito a sobremesas alentejanas, hum...
de regresso, Évora. no "1/4 para as 9" foi momento para almoçar. a costeleta de novilho não cabia no prato e as empadas de entrada são caseiras e servidas ainda quentes!
houve chuva e o mercado ao pé da Capela dos Ossos ainda tinha as portas abertas: chouriço, queijo de cabra, licor de poejo e mel. nesta altura já tinhamos comprado uns bolos Ss em Castelo de Vide, hum... tão baunssss!!
mais fotos e regresso a Lx. em Lx voltámos a marcar encontro com o nosso novo amigo de Israel e fomos pela 1ª vez ao Luso para apresentar o Bairro Alto, ouvir o fado e ver a dança de Folclore. não é barato, a cozinha é estilo francês e carece de marcação. pagou-se 7€ por uma imperial. yah. pois, o vá para fora cá dentro tem de tudo. preço à parte, o serviço é muito bom. antes de deixar Portugal, ainda fomos aos Pastéis de Belém. foram apreciados e transportados!
enfim, vive-se a vida o melhor que se pode, aproveitam-se as oportunidades e guardam-se momentos para mais tarde recordar. deixo umas fotos destes "agoras".

20.5.10
música para ler e beber
Com a pureza da resposta das crianças
É a vida, é bonita e é bonita
Viver, e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah meu Deus eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita
Viver, e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah meu Deus eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita
E a vida
E a vida o que é diga lá, meu irmão
Ela é a batida de um coração
Ela é uma doce ilusão, ê ô
Mas e a vida
Ela é maravida ou é sofrimento
Ela é alegria ou lamento
O que é, o que é, meu irmão
Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo
É uma gota é um tempo que nem dá um segundo
Há quem fale que é um divino mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor
Você diz que é luta e prazer
Ele diz que a vida e viver
Ela diz que melhor é morrer pois amada não é
E o verbo é sofrer
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der ou puder ou quiser
Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte
E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico
Com a pureza da resposta das crianças
É a vida, é bonita e é bonita
Viver, e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah meu Deus eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita
Viver, e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah meu Deus eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita
Viver, e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah meu Deus eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita
Viver, e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah meu Deus eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita
22.4.10
Ayurveda
Quando falo em ayurveda é frequente surgirem questões sobre o que é a
Há muita info na net. Escolhi o seguinte video por ser claro e exemplificar algumas das técnicas. Tem aproximadamente 6 minutos e é enriquecedor para quem pretende adquirir uma introdução ao tem, simplesmente conhecer ou decidir experimentar!
Ayur = Vida
19.4.10
15.4.10
sejais como sejais
que cristais sejam os teus espelhos em dias de chuva intensa, no Sol tenhas a sombra e sejas livre no que o mundo pensa14.4.10
Sol beijando o mar
consigo cantar esta Shimbalaiê "vejo o Sol beijando o mar". hoje se o Sol deixar vou ver esse espectáculo. até porque, junto ao mar fico muito menos ranhosa! ajuda. hoje vou aproveitar, e de entre tudo o que há para por em acção, quem sabe, ainda dá para ler, beber o saber de alguém e respirar a brisa marítima.
aproveitar dia 14 de Abril o melhor que pudermos. O dia já começou há umas horas por todo o Portugal. para os benfiquistas, acordou radiante. Lá calha! Como oiço muitas vezes:
Há mais marés do que marinheiros!
Sim, mas dia 14 de Abril, este ano, é só hoje, aproveitem-no da melhor forma possível.
13.4.10
12.4.10
O que pode ser o medo?
8.4.10
6.4.10
Viragem: profissional
Quantas pessoas desejaram mudar de área de actividade e investir numa nova completamente diferente? Acabei de fazê-lo. Dei uma volta de 180º no meu percurso profissional.
Neste momento invisto numa área de trabalho mais relacionado comigo. E acredito vai fazer-me profissionalmente mais feliz. Julgo que há pessoas que entendem ao que me refiro.
Estava como trabalhadora por conta de outrém e agora os meus rendimentos dependem única e exclusivamente das minhas acções.
Do passado não se deita nada fora. Pelo contrário, somam-se às novas e fazem de mim uma profissional diferente. Acredito que para mim faz toda a diferença. Ou seja, encontro sentido em tudo o que já fiz e aplico agora.
Até agora ainda não tenho frutos. Quer dizer, nenhum Euro. Acredito no entanto que:
Comecei hoje uma acção de coaching. Certa de que me vai ajudar a ganhar boas práticas de trabalho. Terei de ser:
Whatever the mind of man can conceive and believe, it can achieve.
28.3.10
Placebo de Março, quase Primavera

O dia esteve muito bom e às 19h ainda deu para ver o Sol a baixar no fim da Marginal.
Domingo, preparação da semana. Levamos na bagagem um fim-de-semana cheio: a comemoração do Dia Nacional do Teatro com uma peça séria: Rei Édipo (fotos da peça aqui). Boa tragédia grega e grátis! Valeu os amigos terem conseguido bilhete: obrigada :) Graças a eles, FINALMENTE (!!) estive no "Teatro da Maria" - o Teatro Dona Maria, o grande Teatro Nacional. Isso é que foi uma bela estreia.
Prémio da noite: estacionamento de borla no Parque Mayer porque a máquina da cobrança estava avariada. Deu para os copos!
Bairro (Alto). A noite permitiu estar na rua, conviver, rir, beber caipirinhas, trocar umas paroles en français e alimentar-nos de cachorros (a fome apertava). Soube bem. Soube muito bem!
Para terminar, a caminhada até ao carro, descer e experimentar levar a amiga às cavalitas, que os cavalheiros iam mais à frente na treta! Noite para recordar.
Lembrei-me de Placebo porque noite com amigos e teatro, depois de uma semana e com um fim-de-semana em que se pica o ponto, pois que: adequa-se.
Agora apetece-me, oiço umas songs lamechas, banda sonora da novela brasuca que faz furor e deixo-me acalmar e encarar de frente e com força a nova semana.
p.s. o menos bom da semana: uns quantos não (resistir à frustração, sempre) e uma constipação que teima em não nos abandonar. Raios. Pingo, pingo. Mas, ok, cheira a Primavera! Vale tudo isso.
23.3.10
Anedota de Março - A VELA
A beata e piedosa Mª Antónia ia pela rua quando se cruzou com o sacerdote maduro.
O padre disse-lhe: - "Bom dia. Por acaso você não é a Mª Antónia, a quem casei já há dois anos na minha antiga diocese?" Ela respondeu: - "Efectivamente, Padre, sou eu". O sacerdote perguntou: - "Mas não me lembro de ter baptizado um filho seu. Não teve nenhum?"
Ela respondeu: - "Não Padre, ainda não."
O padre disse: - "Bem, na próxima semana viajo para Roma. Por isso se vc quiser, acendo lá uma vela por si e seu marido, para que recebam a benção de poder ter filhos." Ela respondeu: - "Oh Padre, muito obrigada, ficamos ambos muito gratos."
Alguns anos mais tarde encontraram-se novamente. O sacerdote ancião perguntou: - "Bom dia Mª Antónia. Como está agora? Já teve filhos?"
Ela respondeu: - "Óh, sim Padre, 3 pares de gémeos e mais 4. No total 10!"
Disse o padre: - "Bendito seja o Senhor. Que maravilha. E onde está o seu marido? - "Vai a caminho de Roma, a ver se apaga a merda da vela."
17.3.10
São 24
Sim, o tempo para mim ganhou ainda mais importância.
Se prestar contas a mim mesma, o tempo ganha-me aos pontos.
Então como é que é cada vez mais difícil controlá-lo se temos cada vez mais meios e formas de o ganhar?
Fala-se muito actualmente na Gestão de Tempo. E há montes de livros a ensinar como geri-lo e a emprestar ferramentas para lá chegarmos. A questão é: será que o tempo para nós é importante?
IAC! Detesto perder tempo. Pois é, mas ainda perco. Acredito que melhoro a cada dia.
E não falo apenas no tempo perdido, como as conversas do "se eu tivesse 20 anos". Refiro-me à utilidade que dou ao tempo. Às escolhas que faço quando decido onde o emprego, onde o gasto.
Há pessoas que nos fazem perder tempo. Outras que nos ajudam a ganhar tempo.
Há pessoas maravilhosas que nos permitem aprender com elas, que nos deixam ver como é passar das palavras aos actos. Parece um acto de magia.
Verificamos que, acontece simplesmente. A conjectura de factores está reunida: a pessoa está lá, a fazer aquilo, antes do deadline, com tempo para emendar, para discutir, pensar sobre e sem stress. É como se a pessoa previsse que vai precisar de algo e já tem garantido aquilo antes que ela conteça.
Tenho verificado esta prática com alguns profissionais e é mesmo assim, parece magia. Eles vão à luta. Impelem os seus actos para tal e PLIM, acontece.
Tento não estar com pessoas que me fazem perder tempo. E que me consomem.
Chegada aos 30 aborrecem-me certas pessoas. Concluo que nem são as pessoas, mas ao fim e ao cabo, as suas atitudes. As suas atitudes fazem-me perder tempo!
Quem me conhece sabe que dificilmente me afasto mesmo. Talvez até possa parecer radical com este pensamento. Mas a verdade é que o corte não é literal. O que procuro é gerir as minhas escolhas. É apenas a escolha com quem quero ou não estar, ir ou não ir. Parece simples, mas é simplesmente a decisão de como escolho gastar um dos bens mais preciosos: o meu tempo.
A vida é mesmo curta e os dias... bem, opino que podiam ter 36h. Como não têm e recentemente a Terra só se mexeu ligeiramente e ainda não está posicionada para ter mais horas, bem (!), cá me dedico a gerir o meu tempo.
Dicas caseiras, mas que: FAZEM MAGIA!
Alguma dúvida? Cansa-me perder tempo. Perder tempo cansa-me.
p.s. claro que o TLM, a internet fazem magia, ajudam a poupar tempo, mas... não se iludam que deixa-nos mais tempo para qualquer coisa que gostamos. É um bocado como o dinheiro, quando vem costumas estar garantido. E sempre que há mais, teremos sempre novos planos para ele. A diferença é que o dinheiro É RECUPERÁVEL, o tempo, nah!
p.s.2. ganha-se tempo quando fazemos coisas em que acreditamos (apenas + uma dica caseira... mas que PLIM!)
Não me recompenses, simplesmente está.
Os dias são cheios. Cheios de horas, de minutos e de tanto mais. "Tanto mais" se assim o entendermos. Cheios de pessoas, palavras, momentos, atenções e encontros. Possiveis porque há pessoas.
Hoje Paulo de Vilhena lembrou-me que o tempo não se recupera. É um ponto firme. Costumo dizer que: "não me recompenses, simplesmente está".
Se a vida é o que quisermos que seja," o que quisermos que seja" depende da forma como olhamos para ela e da sua importância. Ou seja, atitude perante a vida.
Vi este video e lembrei-me das oportunidade que temos para inverter a marcha ou mudar de direcção ao longo da vida.... Ver mais
VIDA. Qual a nossa atitude perante a vida?
A atitude é mesmo muito.
Escrito no facebook
26.2.10
a loucura é tudo
é nada
e tudo de nada
é nada
nada de nada
é a certeza
a certeza não existe
a loucura é tudo
o tudo não existe
a loucura é nada
a loucura é o nada que alimenta a certeza
a certeza de muito, mesmo que o muito não seja tudo
porque o tudo não existe
14.1.10
Janeiro bem regado
E quando se pensava que a chuva estava apenas de férias, ela torna-se parte do nosso dia-a-dia.Nas voltas do dia de ontem, aconteceu ter de ir à Baixa de Lisboa. A chuva era de tal maneira intensa que os meus pés rapidamente a-l-a-g-a-r-a-m. A sensação do pé molhado pela água da chuva era daquelas que já não sentia vai para muitos anos. Não é propriamente agradável. Mas para compensar, e não deitar por terra a viagem pela Baixa, antes de abalar, passei pela Pérola do Rossio para um chá novo, para além do habitual roibos.
Há muito que tento comprar o chá de Aloe-vera e Ginseng, mas não existe na loja vão talvez 5 meses. Aqui em casa foi preciso racionar o resto da mistura e de tão bom que era deixou saudades. "Saudadi, saudadi..."
Para hoje previam melhoria do tempo, começou a chover há 10 minutos e ainda não cessou.
É mais um dia para se experimentar a sensação do chapéu partido, da grande molha em apenas 5 minutos, de conduzir estilo prova de obstáculos, desvia do resto do chapéu branco, desvia da tampa de esgoto deslocada, desvia dos lençóis de água (autênticos rios!), desvia da água de repuxo dos carros que circulam na faixa contrária...!
Ah! E a quantidade de carros marcados pelas batidas. Ui, aqui na praceta já são bastantes. Os bate-chapas vão ter um Inverno poderoso...!
Caso para dizer, se Janeiro é regado conduza com cuidado.
26.12.09
2010 simplesmente ser!
e porquê?
as pessoas quando passam a acreditar que têm escolha, percebem que a vida é em grande parte o resultado das suas decisões. porque experimentam acreditar e concluem que resulta, que afinal os milgares existem, bastando para tal acreditar nisso. porque sentem a diferença que isso faz, ou tem feito, nas pessoas que passam a acreditar mais em si e no poder ao seu alcance que têm todos os dias.
chegada ao fim de mais um ano, esse limite de tempo que não existe, mas que é comum a todos, descubro que para 2010 o meu maior desejo é que, simplesmente, a vida aconteça. porque se deixar que o inesperado tenha o seu lugar, a vida tem belas surpresas para nós.
claro é que, há dias melhores e dias menos bons. mas também sei que tenho poder sobre as minhas acções e posso fazer sempre o melhor possível dadas as circunstâncias.
se acreditamos é. por isso, acredito que 2010, este nº tão redondo, simplesmente seja, aconteça. e tenhamos liberdade para viver cada dia da melhor forma possível.
23.11.09
19.11.09
Nós e a dança
Passamos pela dança, a dança passa por nós, mas no fundo, nós vamos estar sempre com a Dança.
Como é a vida quando a Salsa nos bate à porta?
Entrevistados os que sabem: http://www.latinquarter.eu/pt/index.php?option=com_content&task=view&id=440&Itemid=65
SIM a todas as sensações que já vivi, descobri na dança e através dela.
Que haja sempre um pouco de dança nas nossas vidas.
Bem-haja o Latin Quarter : )
18.11.09
Nova etapa
Então deixo ser.
Novo é o dia, novo é o agora, novo pode ser o ano.
Então quero acordar assim.
Nova a vida cada dia, nova a mente,
e cada hora há nova gente!
Então vou estar assim.
E se se quer a mudança,
que se ponha a vontade.
Nesta vida só se alcança,
se sonharmos com liberdade.
Em cada desafio há uma flor.
Pode ser a rosa, a camélia ou a estrelicia.
Quem quiser criar um jardim,
aceite a floral caricia.
Descubro em cada momento uma pétala,
um aroma, uma cor, uma forte energia.
Acredito que em cada novo caminho,
há novas flores em cada dia.
5.11.09
em Novembro 2009, eu a louca!
Foi a ausência total do código da estrada, a ausência do asfalto, das rodas. Enfim, a ausência de um mapa. Despedimento colectivo.
Talvez tida como louca, porque a tranquilidade tomou conta de mim. Mas a louca que posso ser, é a mesma que não vive adormecida e está na escuridão acordada.
Se o poeta nos pede para acreditar, para sermos marinheiros do nosso mar, para sonharmos, para literalmente navegarmos, que hei-de eu ser, se acredito que a vida são 2 dias e um é para acordar? Se eu mesma dou força ao poeta e sonhador?
As minhas emoções não são pós de pólvora guardados em barris. Sou emoção! E é por isso que sinto cada dia como a oportunidade para ser cada vez melhor.
Foi quase por acaso que li Augusto Cury. Não foi por acaso que o tornei a encontrar!
Li numa das suas contracapas:
"Nada é tão belo e complexo quanto a emoção. Ela é capaz de tornar os ricos em miseráveis e os miseráveis em ricos. Você pode treinar a sua emoção para ser feliz e tranquilo, para gerir os pensamentos, superar a ansiedade e descobrir coragem na dor, força na fragilidade, lições nos fracassos".
Há fracassos que não são meus. E há fracassos que não são nossos.
1.10.09
estranhamente
estranhamento sem destino
sempre que assim se é
estranhamente singulares
estranhamente sem alma
pessoas desalmadas
2.9.09
Setembro!
Da mesma maneira que as folhas das árvores tendem a cair, naquelas em que a sua natureza as tornam caducas, a minha árvore sente finalmente todos os seus ramos, veios e raizes.
É altura de pedir mais a mim mesma. De não deixar que o negativo atraque, de contrariar os pensamentos fortes acerca do Inverno difícil que se avizinha. É o tempo de não dar tréguas e empenhar-me no esforço.
É quando a clareza comanda. E quando me vejo melhor.
Não é assim para todos, isso seio-o há muito. Mas comigo é assim, e já são alguns anos.
E agora que os meses do Verão intenso terminaram, onde as longas e quentes espreguiçadelas debaixo da sombrinha já tiveram lugar, onde se beberam dos momentos extasiantes os longos, loucos e criativos pensamentos, é tempo de cultivar. Para outros, o da vindima!
A minha vontade são partidas para outras paragens. A minha.
O que preenche a alma são as minhas vontades, as que me fazem voar e pairar sobre tudo:
- sobre o trânsito
- sobre horas ocupadas entre números e pessoas
- sobre a criação do jantar
- sobre conversas de outras vidas
- sobre palavras que leio
São na verdade, que é a minha verdade, o que me faz sonhar.
Se não nos sentimos mais valia em alguma coisa, onde faz a nossa unidade a diferença no mundo verde e azul que, visto ao longe, ainda parece ser o nosso?
É aqui que quero chegar, a mim mesma, aquilo que me torna EU e que sei, me torna mais apta para qualquer coisa. A qualquer coisa é a tal coisa, aquela em que vou respirar e me sentir confortável quando debruçada sobre algo simplesmente pela vontade: a vontade de saber mais, de saber o que alguém já sabe, a vontade de juntar o saber de outro ao meu.
Estarei um dia num perfeito cenário: eu, um livro à minha escolha, numa poltrona e um candeiro de pé alto. A vontade da visão romântica também é minha. Eu a que põe romantismo em tanta coisa.
Eu a lamechas.
Sim, eu sou assim. Lamechas por vontade própria.
Setembro começou, sempre com manhãs claras e tardes sonhadoras. Setembro é sempre o palco da vida das minhas vontades.
23.7.09
Procura-se revista na Fuseta
Andava à procura de um sitio para comprar uma revista na Fuseta. A rua principal não é pequena, mas não foi fácil perceber que se chega à dita cuja quando se vem do lado da praia. Não parece que cheguei finalmente à rua onde poderei comprar uma bela revista para passar um bom bocado na praia.
Assalta-me uma bela dor de barriga. Já tenho a revista na mão. Ainda não a paguei e estou indecisa: deixo a revista (que me levou muitos minutos preciosos a escolher e não passo despercebida porque... estive ali muito tempo...) ou deixo-me estar na fila onde tem muita gente para o €milhões - é Sexta-feira - e controlo os suores (e tudo o mais). Fico na fila em que cada palavra que a Srª do balcão troca parece uma missa. Tive pouco tempo para pensar, para validar o troco, mas rapidamente pego nas moedas e procuro AR!
Rua nova para mim, desço, subo? Desço.
Entro no café da Tianica, atravesso-o porque me parece vislumbrar a porta salvadora ao fundo. Mas, é a dos homens e entretanto estão já 2 senhores a indicar-me a casinha respectiva. Encontro o mini wc (muito escondidinho do lado esquerdo) e lá me safo!
Para disfarce, peço um café e um pastel de nata. É a minha vez de assaltar, assalto a bela da esplanada! Alivio. Está-se bem numa rua sem trânsito e com 2 francesas ao meu lado, já com os seus 60 e tais anitos.
Abro a revista que escolhi e TCHAM! Bela revista. Custou-me 3 euros, mas está a surpreender-me. Boas palavras, imagens, novidades, textos, peças de valor. As fotos da Julia Pinheiro não estão propriemante trabalhadas, na capa apatenta cansaço. Não parece ter levado photoshop. Será estratégia da revista? Reparei depois que só aparecem mulheres na capa. Estamos no nº 6 da revista e só Sras. Vou fazer o follow-up às próximas...
Bem, já bebi o café e desventrei o interior do pastel de nata com a colher de café (soube melhor do que pato!), saio então para voltar para o pé do pessoal que está na praia quase a levantar voo. Estão na Praia dos Tesos.
É então que, antes de voltar à areia, descubro este sitio mara-vi-lho-so. Portas abertas, janelas abertas: uma biblioteca (eu disse, uma BI-BLIO-TE-CA) que até tem literatura japonesa (!) e podes navegar durante 35 minutos totalmente de borla. Estou maravilhada! Biblioteca!!
Não resisto e aproveito para mandar uns mimos, que é como quem diz, umas palavrinhas. Observo as prateleiras, a dinâmica do sitio e... tenho de ir.
Agora ainda vou ali à loja do cavalo... aos CTT. (Ía, não fui).
Chego à praia e descubro:
- comi o melhor pastel de nata das redondezas (sorte...)
- a praia dos tesos é qualquer uma em que não seja preciso apanhar o barco, existe na Fuseta, em Tavira...
- já não há vento, a água mantém-se nos 18º, mas agora tenho palavras novas comigo e... as palavras são mesmo assim, partilham-se.
1.7.09
falta de amar
as voltas que são
trocados os minutos que somos
transformado o dia em atenção
o dia que não temos ainda
que outrora crianças tiveram
presente sempre isso em nós
e nunca lembramos o que os dias eram
e se não esquecemos o livre que fomos
frustramos os momentos do agora
poucos que os que são e somos
presos por muitos fios a toda a hora
o fio do duro do dinheiro
o fio do responsável que é do duro
mais aquelas que temos e não sabemos
e omite o mundo o fio mais puro
aquele que nos segura aos momentos de outrora
que garante a sensatez no dia de agora
que dá sabor a cada hora
e que nos leva p'ra longe da vontade de ir embora
desenrolados de novelos
soltos das linhas e largados à sorte
os que soltos navegam por bons dias escassos
farão círculos e rabiscos em busca do fio mais forte
os que da raiva se apoderam
e não conseguem estar a sós
os que da agressividade bebem
porque temem fazer parte do comum nós
não tenho a razão do amor
como o segredo para toda a cura
mas acredito que é capaz
de trocar as voltas já trocadas e trazer à tona a zona humana mais pura
são as voltas que damos
e a todo o minuto as guardamos.
as voltas que somos,
transformadas nas pessoas que nos tornamos.
8.6.09
e se podemos voltar a ser pequenos!
pelas ruelas em que andamos, perdidos na noite, onde será que acabamos?
quando os pensamentos nos assaltam, quando o cenário escurece, as emoções não cantam e, sem controlo nosso, o agora humedece.
se julgar o que já sei, é tão pouco ainda. passos de gigante para o que saberei adiante.
mas se acreditar no meu conhecimento, recordo que a aurora é linda, lembra-me que não devo ignorar o que já fomos, somos, mesmo que seja tão forte, bem forte, o malabarista pensamento!
faço contas à idade, heis-me Mundo nos trinta. hei-la aqui com gestos e outros trocados, e algo mais que a vida nos deixa guardar. ela na vida e a vida nela, sem braços cruzados, antes um corpo com marcas, alguns sonhos e laços bem decorados.
já me ensinou a vida que há sinais que não devemos descurar.
e se lemos nas entrelinhas!
os sinais cohabitam com os demais e... na noite cinzenta há sempre estrelinhas!
ignorar tudo isso seria
esquecer-me de mim num simples negar,
simplesmente assim.
do lápis que sai o nosso caminho, saí eu um dia, ou então estive lá sempre, entre saltos de tranpolim e motes de alegria e tudo isso fará parte de mim em qualquer momento e pedacinho.
são pormenores que não se pode fingir não ver. porque são olhos que fogem dos nossos e jamais esquecer para onde foram.
e se se pode fugir do nosso ser!
será esquecer a difícil escalada de volta ao mundo dos sonhos,
à fortaleza de cada um,
construída quando nos encontramos,
e entendemos o valor que temos quando tudo foi embora.
e já sabemos, se sabemos!,
podemos voltar a ser pequenos.
pois que se sofre por sentir,
na luta em controlar, esconder, diminuir os nossos devaneios.
e na luta à outra face, que reside em nós pela certeza que não nos deixa - o saber sentido!
não nos abandone a intuição!
se a deixar morar em mim e dar menos aso aos meus anseios,
encontro, por fim, a paz que desejo para o meu coração.
9.5.09
eu, a tal!
Diz a música do anzol, já não há nada de novo aqui, debaixo do Sol. É quando procuramos contornar a própria vida, inventar a roda e quando, por fim, ouvimos a nossa história na 3ª pessoa. Ninguém quer para já acreditar que passou pela vida de alguém para aceitar que foi um castelo de areia, uma pirâmide de ilusão. Talvez magoe, mas na verdade a que é que isso TE soa? E se for hora de desistir disto e voltar a acreditar em nós mesmos, nos nossos sinais?
eu, a tal!
iludimo-nos que sem nós não ultrapassa, sem nós vai piorar. maior o mal.
que até vai deprimir o palhaço pobre porque, afinal, nós seremos a tal.
a tal pessoa!
podemos pintar o céu da cor que quisermos, rosa, verde, violeta.
podemos ver flores nas nuvens, e tornar branca a cor preta.
querer cegamente alguém afastamo-nos de nós mesmos.
dizem que depois "rapidamente crescemos".
não nos dizem que, será precisa uma luta (só nossa) para voltarmos a nós mesmos.
de súbito perdemo-nos até do que parece ser óbvio querermos.
já não estou lá. não pareço eu. é a minha voz perturbada.
são os meus olhos com névoas e o céu derrubou o tecto na madrugada!
sugada a força, deturpada a mente e a segura emoção está desajeitada.
choras por tudo e por nada.
todas as energias a acreditar que sería a tal para te mudar.
seríamos a força para esse caminho. para fugires do teu próprio poço, onde o humano está sem asas para voar.
deveras já nos disseram "a força é a de cada um" e que da rede vem o apoio que oiço.
e amor é para ser o bem, e só costuma haver um lugar no baloiço.
às vezes esquecemo-nos de ser objectivos, porque também nos pedem para não pensar.
para sentir apenas. mas quando o amor entra apenas por uma porta, e só uma pessoa abre o coração, é inevitável...
precisarás de força para tu fugires e te ouvires. porque quando procurares por esse amor, já não poderás contar com a sua mão.
basta que prestes atenção a ti. é o momento para agarrares nas tuas flores, que ainda têm cores. regar o teu jardim. é hora de pores fim. e seguires. podes pedir às forças da natureza, ao céu e o mar, se falares com eles, vão-te ouvir. e tu permitires que a vida siga. o Sol nasce todos os dias e as marés mudarão sempre.
mas só mudará aquele que quiser. se o procurar lá dentro.
se gostar da vida com sal. se desistir do seu centro.
se procurar em si, onde cresce a raiz do mal.
se voar para fora e desejar atingir o que a vida tem de banal.
o difícil de conseguir se continuar a fugir de si.
e remar contra a maré de quem gosta de... TI.
7.5.09
amanheceu

esperando pelo luar
aquele que cobre toda a noite
começo a tocar
aprendi nas cordas dessa viola
a encontrar-me
perder-me pelos sons
a perfeição para proteger-me
e quando os gritos são mais altos
toco mais e mais
sempre de olhos fechados
para controlar esse sentimento que não desaparece jamais
quando essas vibrações já não bastam
busco a luz natural
para iluminar a minha sombra
e trazer-me de volta o quente da vida pintada de cal
com orgulho canto depois
debaixo de um duche extasiante
encontro-me de novo...
lembro-me como é bom poder ter dias de tom desafiante
quando podemos lutar
e experimentar a vida e os seus lados
e sempre poder voltar a nós
com a noção de evoluirmos a crer nos dias partilhados
25.4.09
seja feita a nossa vontade
não sei porque se sentem tão conformados
os meus semelhantes de agora
porque se esquecem hoje
que se lutou outrora?
não sei porque se ignora
o sentido lato da Liberdade
aquela que nos trouxe assim até aqui
e que nos deixa falar a verdade.
mas sei que...
a saber
a querer
vivem!
pois que a opção faz toda a diferença
entre o que se vive e o que se desejaria viver
embora para muitos se mantenha a semelhança
para mim é tão simples como ter alternativa e eu a poder escolher.
Valorizo o 25 de Abril pela importância que hoje tem no meu dia-a-dia.
não é que vá comprar um cravo, ou manifestar-me com os que viveram o 74. mas saboreio todos os dias a liberdade de que gozo por ter nascido onde nasci, 5 anos depois da Revolução dos Cravos, aqui junto ao Atlântico, em Lisboa, onde desde que me lembro não se vive oprimido pelo regime que vigora.
o que faço com isso?
leio o que quero. oiço o que quero. falo o que penso, onde me apetecer. compro o que quero. até posso ir à net e encomendar um livro qualquer, o que eu quiser, noutra parte do mundo, na língua que eu quiser. e viajo para onde quero (até onde as minhas economias mo permitem :D)
seja feita a nossa vontade, assim na Terra como no Céu.
a importância do enquadramento
Sobressai aos condutores mais atentos, pelo simples facto de existir um elevado nível de enquadramento entre o cartaz e os ramos cortados de uma árvore. Se repararmos bem, existe até uma grande similariedade entre o símbolo da campanha (canto inferior direito) e o formato dos ramos!
12.4.09
Páscoa 2009 Feliz
O Domingo de Páscoa de 2009 em Lisboa acordou com Sol, mas este está agora escondido.
Deixo aqui um pequeno gesto de cores para assinalar este dia.
Que a vossa Páscoa seja de Paz.
Bem-hajam,
figueirinha
p.s. Clique aqui para ver algumas flores captadas em diversos momentos e lugares e aqui para ouvir um belo som para o dia de hoje.
14.3.09
desafogar
que vai e que volta
que volta e que torna a ir
perdeste um dia o teu pé
fechaste-te num buraco
antes de areia molhada
agora o Sol secou
estás abandonada e numa praia sufocada
julgaste em ti residir toda a força
lutaste com o mundo e depois contigo
tornaste a lutar
mas o choro foi mais forte, e murmuraste: "não consigo"
essa vontade que está em ti
gasta como um qualquer velho fósforo
é tua e podes, se quiseres, reacendê-la
todos temos um fogo que é de ouro
precisas de sair da praia
(sai desse lugar)
subir ao mundo onde há pessoas
(prontas para te apoiar)
acreditar que é possível
(o Sol nasce todos os dias)
e talvez agora as ouças
(não partilhamos só as alegrias)
o que se desgasta podemos fazer crescer
se queremos isso para nós
e aumentar um círculo mais forte
que ilhas solteiras cheias de pós!
deves desafogar o que guardaste com peso se âncora
sózinha o teu caminho é muito penoso
os que gostam de ti sempre cá estarão
porque tu tens sempre o lugar em nós mais honroso
não tenhas pressa de perceber
porque choras como uma criança
nem tenhas sede de secar as lágrimas
(não controlamos tudo)
chorarás todos esses dias em que calaste a perda da esperança
chora mais um pouco
e acredita:
um dia vais sorrir porque de ti acordaste!
e irás na mesma à praia
mas será quando queres,
porque queres,
por isso,
decide ajudar-te.
9.3.09
primavera guerreira
nem desejo saber, cada dia é um dia, por isso vivei!
não pensei muito, nem com pressa, senti a respiração,
com a calma que consegues quando estás só na contemplação.
há algo no ar que sinto e que posso agarrar, mudar.
quando chegar será na altura mais certa. aceitar.
é certa aquela que for
despida de aviso e pode ser revestida de dor.
é uma força trazida pelos raios do Sol, e do som de fim de tarde,
e tudo o mais que consigo sentir quando simplesmente páro e vejo como a estrela lá em cima arde.
o ar que vagueia todos os dias está farto de lamúrias, aquelas inimigas que esquecem as alegrias.
pois senão te fazes tu, a vida prega-te a rasteira,
corpo, quero-te pronto para seguir e desafiar uma Primavera guerreira.
19.2.09
balança!
as minhas mãos nos teus ombros, agarra-o
entrega-me esse momento, desprezo qualquer canto
não é ele um espanto?
parece minimo, mas verás nele tanto!
segura-te bem, não cais, eu não deixo
vou abanar-te, sinto e quero ver esse corpo sair de dentro desse cinto
e eu não me queixo
balanças, mas o medo fica lá atrás
arrasas e serás um às
sei, podes não resistir, pago para ver
olha nos meus olhos, vais ter o mar em ti, podes crer
agora, junta os pés
o som manda
afasta as mãos
a anca comanda
agora os pés, depois as mãos
tu como os segredos, és escondido. agora anda.
facilmente, tu encantas
até no maior solavanco
não vai demorar
vais sair do tamanco
dificilmente sei que tremes no balanço
sabes, contigo nas nuvens eu danço
16.2.09
afecto
no passado Sábado foi dia dos Namorados. dia em que as floristas não têm mãos a medir, as lojas de desporto vendem como no Natal, os postais saem das prateleiras como se o mundo acabasse amanhã e, claramente, os afectos andam ao rubro.
pessoalmente, gosto de assinalar o dia. nem que seja com aquele abraço. o dia dos namorados é como o Natal, pode ser quando o homem quer. é um dia como outro qualquer, mas pela data que se comemora, pode ter a importância que lhe queiramos dar.
claramente, sou uma pessoa que questiona a vida, que tenta compreender as coisas que acontecem. já fui mais persistente ou mesmo teimosa neste aspecto. com o passar do tempo (deve ser pela chegada dos 30...) tenho me tornado cada vez + paciente.
acera do tema das emoções, não sei quando deixarei de ter curiosidade por "encaixá-las".
um dia emprestaram-me um livro que fez diferença no modo de me olhar, de olhar os outros, de perceber a mulher e o homem; o olhar sobre a compreensão das relações.
costumo dizer ao mundo: se o homem e a mulher são educados de forma diferente, estimulados de forma diferente, serão diferentes quando têm de atribuir importância "às coisas".
para mim, este livro tornou-se uma espécie de biblia!
este ano, assinalei o dia dos namorados, com a partilha do link do livro com os meus amigos.
deixo aqui também para que possam ler ou simplesmente consultar. acho até que, para ler de seguida não é muito agradável, mas à medida que desfolham encontram semelhanças com algumas situações da vida e vai nascendo uma curiosidade sobre o que os autores pensam sobre isto ou aquilo, e de que modo homem e mulher vêm/sentem determinada situação.
http://www.veterinariosnodiva.com.br/books/homens-marte-mulheres-venus.pdf
os homens são de Marte e as mulheres de Vénus
entretenham-se!
bem-hajam
10.2.09
existe, mas não se vê, a Lua Nova
entre o definitivo e o talvez
entre o acessório e o essencial
entre uma nuvem negra e a de algodão
hoje, sabes se estou no dia ou na noite?
entre ir ou ficar
entre um momento e a escolha de uma vida
entre o quase nada e o muito
entre a luta e um esforço
entre aceitar que a terra gira e senti-lo
agarra a minha mão, consegues?
entre simplesmente voar e estar sempre a sonhar com o voo
entre uma lança e uma batalha
entre o vento e a tempestade
quando tudo isto acabar, acordas-me?
quem me dera desejar e poder
quem me dera manter a emoção pelos Homens
ninguém mo dará
mas acordas-me a tempo?
chamas-me?
pode o Sol esquecer-me
pode o dia não aparecer
pode a Lua nunca ir para Nova
antes disso, pedes-me uma vez que acorde?
uma que seja!
o tempo não vai perdoar
o tempo não nos vê
o tempo não sente
o tempo é cruel
o tempo não cura
entre o tempo que apaga e tempo que aguça
sabes que o tempo do nunca não esquece
e o para sempre... o tempo dissolve
preciso que não me deixes ficar no deserto
preciso que sejam poucas as vezes em que tremes sózinho
preciso que me lembres que no perfeito reside o ficar
e no ficar reside o tempo do simples
aquele que não sabes como é, mas que simplesmente acontece, porque...
... deixAMOs que seja.
acorda-me porque hoje vou dormir como sempre, mas amanhã posso não chegar a acordar.
31.1.09
imaginação ao rubro
Não consigo diminuir a carga da crise, mas ganhamos + força quando temos + motivos para acreditar. E, sendo eu daquelas pessoas que acredita, lembrei-me de procurar esses mesmos motivos.
A história da Europa mostra que, os países que tiveram períodos de guerra, destruição, levantaram-se e desenvolveram-se a uma velocidade superior do que aqueles, como nós, que nos mantivémos à margem, pelo menos, como palco da guerra em si.
A crise não vai trazer de volta o peixe que nadava nas nossas costas ou os campos de cultivo de cereais mais férteis do país, outrora livres, e hoje cidades. Nem os aumentos salariais desejados! Mas, como há sempre o outro lado, no meio da decadência, vão surgir IDEIAS. E, embora o material tenha um fim visível, as ideias prevalecem e revertem-se em money/mudanças/inovação. Por exemplo, veja-se o telégrafo e o telex. A necessidade de comunicar em tempo de guerra, fez com que o mundo da comunicação evoluísse até aqui, onde estamos hoje. e outros avanços. Bem, é com as IDEIAS que o mundo avança, para o bem e para o mal.
Foi aqui que me lembrei, provérbios o que me dizem vocês para reforçar esta ideia (conversa redundante), já que as previsões dos astros são tão curtas? Ora, os provérbios provêm nada mais nada menos do que, passagens da nossa história ou do saber/experiência popular. Ou outras razões que agora não me ocorrem. Fiz uma busca. Resultado: busca com SUCESSO!
"A necessidade é mãe da indústria."
"A necessidade faz a lei."
"A necessidade estimula o talento."
"A necessidade é mãe da invenção."
"A necessidade aguça o entendimento."
"A necessidade faz os homens espertos."
"A necessidade não tem lei e ensina mais que um rei."
"A necessidade é mestra da vida."
"A necessidade faz a razão."
"As necessidades unem, as opiniões separam."
"A necessidade aguça o engenho."
"Não há melhor mestra que a necessidade."
"Em caso de necessidade, casa a freira com o frade."
"A lei é poderosa mas, mais poderosa, é a necessidade."
"Na necessidade se prova a amizade."
"A necessidade faz o sapo saltar."
"A necessidade é boa conselheira."
"A novas necessidades, novos conselhos."
"A necessidade ensina a lebre a correr."
Claro que, também enfrequece a virtude, faz o ladrão e, outras coisas que nos faz saltar para fora do lado da razão.
Para terminar, deixo aqui uma foto das últimas férias de verão e acredito que pelo mundo fora existam muitas como esta! Alternativa quando se tem pouca guita: acampar. Acampas, não encontras a bela da lanterna (necessidade). Precisas de uma ideia TCHAM: soltas flashs para encontrar o que procuras. "Fez-se luz!"

P.s. está uma ventania lá fora. a propósito, o que dizem os provérbios sobre o vento? "Palavras, leva-as o vento". Confirma-se, e os chapéus, os sacos e a roupa da vizinha que acaba de passar na minha janela a voar (sózinha) :D




